Publicações Recentes

Mostrando postagens com marcador Oscar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Oscar. Mostrar todas as postagens

Conheça as produções da atriz Angela Basset- Filmografia

 

  Angela Bassett na premiação do Oscar em 2023

                                                         Créditos: Parade


Conhecida principalmente por seu papel como a Rainha de Wakanda, hoje resolvemos compartilhar um pouco sobre a história da renomada atriz e o top 10 de seus principais filmes. Angela Bassett é natural de New York, nasceu no dia 16 de agosto de 1958, hoje com 64 anos a atriz conta com mais de 40 produções cinematográficas ao longo de sua história. Além de atriz, é instrumentista, compositora e diretora. Com sua atuação impecável e marcante, Angela já foi reconhecida por sua performance em Wakanda, recebendo o Golden Globe Award e Critic’s Choice Movie Award por melhor atriz coadjuvante ambos em 2023 e 2022.


Durante sua infância, a atriz comenta que seu interesse por música e dança recebeu muita influência do grupo musical Jackson 5. No ensino superior, Angela Basset se aperfeiçoou em artes dramáticas e estudos afro-americanos na universidade norte-americana Yale University. 


Incrível, não é mesmo? Confira abaixo alguns de seu principais trabalhos e curiosidades!






  1. FX/ Assassinato sem Morte- 1996:


Créditos: AdoroCinema


Quando o melhor produtor de feitos especiais do cinema, Rollie Tyler, é recrutado pelo Departamento de Justiça para encenar um assassinato, sua missão é encenar a testemunha de um assassinato. Logo após desenvolver a ilusão e fazer o informante desaparecer, Rolle percebe que na verdade está sendo acusado pelo crime. Agora Rollie precisa salvar a si mesmo utilizando suas habilidades de ilusão. Através desse thriller produzido por Robert Mandel, a atriz deu início a sua carreira no cinema.



  1. 9-1-1


Créditos: IMDb

A série 9-1-1 mostra o dia a dia agitado e os riscos que socorristas da América do Norte enfrentam enquanto colocam suas vidas em jogo para salvar, impedir crimes e ajudar a população. A primeira temporada da produção veio ao ar em 2018 e terminou em 2021 com o total de 6 temporadas. Angela Bassett interpreta Athena Grant Nash, uma policial .



  1. Invasão a Londres: 


  Créditos: HBO Max

Angela Bassett nessa produção interpreta a diretora do serviço secreto americano, o filme foi lançado em 2016 e arrecou US$195 milhões, se tornando um sucesso! O filme se está disponível nos principais streams, como: HBO MAX, Prime Video e Apple Tv. 


  1. American Horror Story:




Créditos: Observatório do Cinema

Episódio: Apocalypse S08E10


A atriz já esteve presente em alguns episódios da famosa produção ‘American Horror Story’ interpretando diferentes personagens a cada temporada. Curiosamente, Angela também trabalhou com o ator Connie Britton, que está presente em de 9-1-1.



  1. Chi-Raq:


Créditos: IMDb

Chi- Raq é um musical americano retratado em Chicago envolvendo crime, comédia e drama. A produção cinematográfica mostra um grupo de mulheres liderado por Lysistrata que organiza protesto contra a violência que vem acontecido nos bairros de Chicago. Dessa forma, elas criam movimentos que desafiam os princípios de raça, sexo e violência na América do Norte e ao redor do mundo.



  1. Malcolm X:


  Créditos: Papo de Cinema        

   

De 1992, nessa biografia sobre um líder nacionalista negro, é apresentado sua vida carreira e desadios enfrentados como um ministro da Nação Islã. Nesse drama, Angela da vida a Betty Shabazz, esposa de Malcolm X que juntos enfretam diversos conflitos. 



  1. Música do Coração:


Um filme para relaxar, refletir e considerar a riqueza de elementos como música e educação. Lançado nos anos 2000, ‘Música do Coração’ arrecadou US$15 milhões, recebendo uma boa avaliação de especialista. Essa produção conta a história de Roberta Guaspari que precisa se mudar para o Harlem, bairro localizado em Nova York, e precisa enfrentar o desafio de ensinar violino para crianças carentes de uma escola. A rígida  diretora Janet (Angela Bassett), aceita Roberta como professora substituta após a mesma demonstrar domínio e amor pelo instrumento.





8. Pantera Negra & Pantera Negra: Wakanda Para Sempre

  

Créditos: Adoro Cinema        Créditos: Glamour


É impossível esquecer a incrível e tocante atuação da atriz em Pantera Negra e Pantera Negra: Wakanda Forever. A Rainha Ramandoa, mãe do aparecido Rei T’challa e Shuri. Infelizmente, no último final de semana (12/03/2023) Bassett não foi premiada com o Oscar por sua interpretação como atriz coadjunvante da segunda produção do longa. No entanto, a vitória foi concedida no Critc’s Choice Movie Award por sua interpretação. 



  1. Pulando a Vassoura





                                    Créditos: Papo de Cinema


O filme de comédia sucesso de 2011é perfeito pra um fim de tarde de final de semana com a família. O filme mostra o encontro da famíla dos noivos Sabrina Watson e Jason Taylor, o trama começa quando os integrantes dessa união percebem que possuem culturas muito diferentes, já que uma família é de origem simples e outra que possue uma estabilidade financeira mais elevada. 



  1. Tina:


   Créditos: Filmow

Um dos grandes sucessos e papéis de destaques da atrzi foi o filme Tina, onde a atriz foi nomeada por sua performance ao Oscar e ao Globo de Ouro na categoria de melhor atriz. O documentáio em formato de filme conta a história da cantora Tina Turner, focando em sua carreira, desafios e uma lição sobre música.


Oscar 2023: Confira a lista completa dos indicados

 A  Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (Academy of Motion Picture Arts and Sciences), divulgou no dia 24 de janeiro de 2023, em seu site oficial, a lista completa das indicações para o 95º Oscar.

Oscar/The Academy 

A premiação irá ocorrer no dia 12 de março de 2023, (às 21h no horário de Brasília).

A TNT e a HBO Max são alguns exemplos de canais de televisão e plataformas que irão transmitir a premiação.

Confira a lista completa dos indicados:


MELHOR FILME

Nada de Novo no Front - Malte Grunert

Avatar: O Caminho da Água - James Cameron e Jon Landau

Os Banshees de Inisherin - Martin McDonagh

Elvis - Baz Luhrmann, Catherine Martin, Gail Berman, Patrick McCormick e Schuyler Weiss

Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo - Daniel Kwan, Daniel Scheinert e Jonathan Wang

Os Fabelmans - Kristie Macosko Krieger, Steven Spielberg e Tony Kushner

Tár - Todd Field, Alexandra Milchan e Scott Lambert

Top Gun: Maverick - Tom Cruise, Christopher McQuarrie, David Ellison and Jerry Bruckheimer

Triângulo da Tristeza - Erik Hemmendorff e Philippe Bober

Entre Mulheres - Dede Gardner, Jeremy Kleiner and Frances McDormand


MELHOR DIREÇÃO

Os Banshees de Inisherin - Martin McDonagh

Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo - Daniel Kwan e Daniel Scheinert

Os Fabelmans - Steven Spielberg

Tár - Todd Field

Triângulo da Tristeza - Ruben Östlund



MELHOR ATRIZ

Cate Blanchett - Tár

Ana de Armas - Blonde

Andrea Riseborough - To Leslie

Michelle Williams - Os Fabelmans

Michelle Yeoh - Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo



MELHOR ATOR

Austin Butler - Elvis

Colin Farrell - Os Banshees de Inisherin

Brendan Fraser - A Baleia

Paul Mescal - Aftersun

Bill Nighy, - Living



MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Angela Bassett -  Pantera Negra: Wakanda Para Sempre

Hong Chau -  A Baleia

Kerry Condon - Os Banshees de Inisherin

Jamie Lee Curtis -  Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

Stephanie Hsu - Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo



MELHOR ATOR COADJUVANTE

Brendan Gleeson - Os Banshees de Inisherin

Brian Tyree Henry - Causeway

Judd Hirsch - Os Fabelmans

Berry Keoghan - Os Banshees de Inisherin

Ke Huy Quan - Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo



MELHOR FOTOGRAFIA

Nada de Novo no Front - Malte Grunert 

Avatar: O Caminho da Água - James Cameron e Jon Landau

Os Banshees de Inisherin -Graham Broadbent, Pete Czernin e Martin McDonagh
 
Elvis - Baz Luhrmann, Catherine Martin, Gail Berman, Patrick McCormick e Schuyler Weiss

Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo - Daniel Kwan, Daniel Scheinert e Jonathan Wang 

Os Falbemans - Kristie Macosko Krieger, Steven Spielberg e  Tony Kushner, Producers

Tár - Todd Field, Alexandra Milchan e Scott Lambert 

Top Gun: Maverick - Tom Cruise, Christopher McQuarrie, David Ellison e Jerry Bruckheimer

Triângulo da Tristeza -  Erik Hemmendorff e Philippe Bober 

Entre Mulheres - Dede Gardner, Jeremy Kleiner e Frances McDormand 



MELHOR TRILHA SONORA

Volker Bertelmann - Nada de Novo no Front

Justin Hurwitz - Babilônia

Carter Burwell - Os Banshees de Inisherin

Son Lux - Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

John Williams - Os Fabelmans



MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

Sofia Carson - "Applause" - Tell it Like a Woman

Lady Gaga - "Hold My Hand" - Top Gun: Maverick 

Rihanna - "Lift Me Up" - Pantera Negra: Wakanda Para Sempre

"Naatu Naatu" - RRR

Son Lux - "This is a Life" - Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo



MELHOR EDIÇÃO

Mikkel E.G. Nielsen - Os Banshees de Inisherin

Matt Villa e Jonathan Redmond - Elvis

Paul Rogers - Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

Monika Willi - Tár

Eddie Hamilton - Top Gun: Maverick



MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Martin McDonagh - Os Banshees de Inisherin

Daniel Kwan e Daniel Scheinert - Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

Steven Spielberg e Tony Kushner - Os Fabelmans

Todd Field - Tár

Ruben Östlund - Triângulo da Tristeza



MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Edward Berger, Lesley Paterson e Ian Stokell - Nada de Novo no Front

Rian Johnson - Glass Onion: Um Mistério Knives Out

Kazuo Ishiguro - Living

Ehren Kruger, Eric Warren Singer e Christopher McQuarrie - Top Gun: Maverick

Sarah Polley - Entre Mulheres



MELHOR ANIMAÇÃO - CURTA METRAGEM

The Boy, the Mole, the Fox and the Horse - Charlie Mackesy e Matthew Freud

The Flying Sailor - Amanda Forbis e Wendy Tilby

Ice Merchants - João Gonzalez e Bruno Caetano

My Year of Dicks - Sara Gunnarsdóttir e Pamela Ribon

An Ostrich Told Me the World is Fake and I Think I Believe It - Lachlan Pendragon



MELHOR ANIMAÇÃO - LONGA METRAGEM

Pinóquio de Guillermo Del Toro - Guillermo del Toro, Mark Gustafson, Gary Ungar e Alex Bulkley

Marcel the Shell with Shoes On - Dean Fleischer Camp, Elisabeth Holm, Andrew Goldman, Caroline Kaplan e Paul Mezey

Gato de Botas 2: O Último Pedido - Joel Crawford e Mark Swift

A Fera do Mar - Chris Williams e Jed Schlanger

Red - Crescer é uma Fera - Domee Shi e Lindsey Collins



MELHOR FIGURINO

Mary Zophres - Babilônia

Ruth E. Carter -  Pantera Negra: Wakanda Para Sempre

Catherine Martin - Elvis

Shirley Kurata - Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo

Jenny Beavan -  Sra. Harris Vai a Paris



MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO

Nada de Novo no Front - Christian M. Goldbeck; Decoração do set: Ernestine Hipper

Avatar: O Caminho da Água - Dylan Cole and Ben Procter; Decoração do set: Vanessa Cole

Babilônia - Florencia Martin; Decoração do set: Anthony Carlino

Elvis - Catherine Martin and Karen Murphy; Decoração do set: Bev Dunn

Os Fabelmans - Rick Carter; Decoração do set: Karen O'Hara



MELHOR CABELO E MAQUIAGEM

Nada de Novo no Front - Heike Merker e Linda Eisenhamerová

Batman - Naomi Donne, Mike Marino e Mike Fontaine

Pantera Negra: Wakanda Para Sempre - Camille Friend e Joel Harlow

Elvis - Mark Coulier, Jason Baird e Aldo Signoretti

A Baleia - Adrien Morot, Judy Chin e Annemarie Bradley



MELHOR SOM

Nada de Novo no Front - Viktor Prášil, Frank Kruse, Markus Stemler, Lars Ginzel e Stefan Korte

Avatar: O Caminho da Água - Julian Howarth, Gwendolyn Yates Whittle, Dick Bernstein, Christopher Boyes, Gary Summers e Michael Hedges

Batman - Stuart Wilson, William Files, Douglas Murray e Andy Nelson

Elvis - David Lee, Wayne Pashley, Andy Nelson e Michael Keller

Top Gun: Maverick - Mark Weingarten, James H. Mather, Al Nelson, Chris Burdon e Mark Taylor



MELHORES EFEITOS VISUAIS

Nada de Novo no Front - Frank Petzold, Viktor Müller, Markus Frank e Kamil Jafar

Avatar: O Caminho da Água - Joe Letteri, Richard Baneham, Eric Saindon e Daniel Barrett

Batman -  Dan Lemmon, Russell Earl, Anders Langlands e Dominic Tuohy

Pantera Negra: Wakanda Para Sempre - Geoffrey Baumann, Craig Hammack, R. Christopher White e Dan Sudick

Top Gun: Maverick - Ryan Tudhope, Seth Hill, Bryan Litson e Scott R. Fisher



MELHOR CURTA METRAGEM EM LIVE-ACTION

An Irish Goodbye - Tom Berkeley e Ross White

Ivalu - Anders Walter e Rebecca Pruzan

Le Pupille - Alice Rohrwacher e Alfonso Cuarón

Night Ride -  Eirik Tveiten e Gaute Lid Larssen

The Red Suitcase - Cyrus Neshvad



MELHOR FILME INTERNACIONAL

Nada de Novo no Front - (Alemanha)

Argentina, 1985 - (Argentina)

Close - (Bélgica)

EO - (Polônia)

The Quiet Girl - (Irlanda)



MELHOR DOCUMENTÁRIO - LONGA METRAGEM

All That Breathes - Shaunak Sen, Aman Mann e Teddy Leifer

All The Beauty and the Bloodshed - Laura Poitras, Howard Gertler, John Lyons, Nan Goldin e Yoni Golijov

Fire of Love - Sara Dosa, Shane Boris e Ina Fichman

A House Made of Splinters - Simon Lereng Wilmont e Monica Hellström

Navalny - Daniel Roher, Odessa Rae, Diane Becker, Melanie Miller e Shane Boris



MELHOR DOCUMENTÁRIO - CURTA METRAGEM

The Elephant Whisperers - Kartiki Gonsalves e Guneet Monga

Haulout - Evgenia Arbugaeva e Maxim Arbugaev

How do You Measure a Year? - Jay Rosenblatt

The Martha Mitchell Effect - Anne Alvergue e Beth Levison

Stranger at the Gate - Joshua Seftel e Conall Jones



Fonte: https://www.oscars.org/


Você assistiu algum dos filmes indicados? Está torcendo para algum? ♥


Oscar 2022: Indicações

O tempo de espera acabou! Hoje pela manhã a Academia, por uma live no YouTube, anunciou todos os indicados para a 94ª edição do Oscar, a maior premiação de cinema do mundo. 

Os destaques são Ataque dos Cães, Amor, Sublime Amor, Duna e Belfast que acumulam os maiores números de indicações. O filme japonês Drive my Car conseguiu também destaque nas principais categorias, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor. Um dos pontos principais, em quase toda edição, a categoria de Melhor Atriz acabou esnobando a atuação de Lady Gaga por House of Gucci, mas em compensação abraçou a performance de Kristen Stewart por Spencer. Essa edição também faz com que Steven Spielberg alcance a meta de ter sido indicado a Melhor Diretor em seis décadas diferentes. 

Confira a lista completa: 

Melhor Filme

Belfast

No Ritmo do Coração

Não Olhe para Cima

Drive my Car 

Ataque dos Cães

Amor, Sublime Amor

Licorize Pizza

King Richard: Criando Campeãs 

Duna

O Beco do Pesadelo


Direção

Jane Campion (Ataque dos Cães)

Steven Spielberg (Amor, Sublime Amor)

Paul Thomas Anderson (Licorice Pizza)

Ryusuke Hamaguchi (Drive my Car)

Kenneth Branagh (Belfast)


Melhor Ator 

Will Smith (King Richard: Criando Campeãs)

Denzel Washington (The Tragedy of Macbeth) 

Andrew Garfield (Tick, Tick... Boom!) 

Benedict Cumberbatch (Ataque dos Cães)

Javier Bardem (Apresentando os Ricardos)


Melhor Atriz

Kristen Stewart (Spencer)

Olivia Colman (A Filha Perdida)

Nicole Kidman (Apresentando os Ricardos)

Penélope Cruz  (Madres Paralelas)

Jessica Chastain (The Eyes of Tammie Faye)


Melhor Ator Coadjuvante

Ciarán Hinds (Belfast)

Troy Kotsur (No Ritmo do Coração)

Jessi Plemons (Ataque dos Cães)

J. K. Simmons (Apresentando os Ricardos) 

Kodi Smit-McPhee (Ataque dos Cães) 


Melhor Atriz Coadjuvante

Jessie Buckley (A Filha Perdida)

Ariana DeBose (Amor, Sublime Amor)

Judi Dench (Belfast) 

Kirsten Dunst (Ataque dos Cães)

Aunjanue Ellis (King Richard: Criando Campeãs)


Melhor Roteiro Original

Belfast

Não Olhe para Cima

King Richard: Criando Campeãs

Licorice Pizza

The Worst Person in the World


Melhor Roteiro Adaptado

No Ritmo do Coração

Ataque dos Cães

Duna

Drive my Car

A Filha Perdida


Melhor Animação

Encanto

Luca

Raya e o Último Dragão

Flee

The Michells vs. The Machines


Melhor Filme Internacional

Drive my Car (Japão)

Flee (Dinamarca)

The Hand of God (Itália)

Lunana: A Yak in the Classroom (Butão)

The Worst Person in the World (Noruega)


Melhor Documentário

Ascension

Attica

Flee

Summer of Soul

Writing with Fire


Melhor Curta-Metragem

Ala Kachuu - Take and Run

The Dress

The Long Goobye

On My Mind

Please Hold 


Melhor Curta-Documentário

Audible

Three Songs for Benazir 

Lead me Home

 The Queen of Basketball

When We Were Bullies 


Melhor Curta-Animação

Affairs of the Art

Robin Robin

Bestia

Boxballet

The Windshield Wiper


Melhor Edição 

King Ricahrd: Criando Campeãs

Não Olhe para Cima

Duna

Ataque dos Cães

Tick, Tick... Boom!


Melhor Cinematografia

Duna

O Beco do Pesadelo 

Ataque dos Cães

Amor, Sublime Amor

The Tragedy of Macbeth 


Melhor Som

Duna

Belfast

No Time to Die

Ataque dos Cães

Amor, Sublime Amor


Melhor Efeito Visual

Duna

Free Guy

No Time to Die

Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis

Homem-Aranha: Sem Volta para Casa


Melhor Cabelo e Maquiagem

Cruella 

Coming 2 America

Duna

House of Gucci

The Eyes of Tammie Faye 


Melhor Trilha Sonora

Não Olhe Para Cima

Duna

Encanto

Madres Paralelas

Ataque dos Cães 


Melhor Canção Original

Be Alive - King Richard: Criando Campeãs

Dos Oruguitas  - Encanto

No Time to Die - No Time to Die

Down to Joy - Belfast

Somehow You Do - Four Good Days


Melhor Direção de Arte

Duna

O Beco do Pesadelo 

Ataque dos Cães

Amor, Sublime Amor

The Tragedy of Macbeth 


Melhor Figurino

Cruella

Cyrano

Duna

O Beco do Pesadelo

Amor, Sublime Amor

Vencedores do Oscar 2021


Finalmente chegou o dia tão esperado pelos fãs de cinema: a 93ª edição da premiação do Oscar. Neste ano, tiveram diversos filmes sobre fatos históricos entre os indicados, alguns filmes surpreenderam o público por terem recebido a indicação e já há aqueles que são os favoritos para cada categoria. Acompanhe conosco a lista de ganhadores.


Melhor Roteiro Original

Promising Young Woman - Vencedor

The Trial of Chicago 7

Minari

Judas and the Black Messiah

Mank

Sound of Metal


Melhor Roteiro Adaptado

Nomadland

One Night in Miami

The Father - Vencedor

The White Tiger

Borat Subsequent Moviefilm


Melhor Filme Internacional

Better Days (Hong Kong)

Another Round (Dinamarca) - Vencedor

Collective (Romênia)

Quo Vadis, Aida? (Bósnia-Herzegovina)

The Who Sold His Skin (Tunísia)


Melhor Ator Coadjuvante

Daniel Kaluuya (Judas and the Black Messiah) - Vencedor

Sacha Baron Cohen (The Trial of Chicago 7)

Paul Raci (Sound of Metal)

Leslie Odom Jr. (One Night in Miami)

Lakeith Stanfield (Judas and the Black Messiah)


Melhor Cabelo e Maquiagem

Emma

Hillbilly Elegy

Ma Rainey's Black Bottom - Vencedor

Mank

Pinocchio


Melhor Figurino

Emma

Ma Rainey's Black Bottom - Vencedor

Mank

Mulan

Pinocchio


Direção

Chloé Zhao (Nomadland) - Vencedora

Emerald Fenell (Promising Young Woman)

Thomas Vinterberg (Another Round)

David Fincher (Mank)

Lee Isac Chung (Minari)


Melhor Som

Greyhound

Mank

News of the World

Soul

Sound of Metal - Vencedor


Melhor Curta-Metragem

Feeling Through

The Letter Room

The Present

Two Distant Strangers - Vencedor

White Eye


Melhor Curta-Animação

Burrow

Genius Loci

If Anything Happens I Love You - Vencedor

Opera

Yes-People


Melhor Animação

Soul - Vencedor

Onward

Over The Moon

Wolfwalkers

A Shaun The Sheep Movie: Farmaggedon


Melhor Curta-Documentário

Colette - Vencedor

A Concerto is a Conversation

Do Not Split

Hunger Ward

A Love Song For Latasha


Melhor Documentário

Collective

Crip Camp

The Mole Agent

My Octopus Teacher - Vencedor

Time


Melhor Efeito Visual

Love and Monsters

The Midnight Sky

Mulan

The One and Only Ivan

Tenet - Vencedor


Melhor Atriz Coadjuvante

Olivia Colman (The Father)

Amanda Seyfried (Mank)

Maria Bakalova (Borat Subsequent Movie)

Yuh-Jung Youn (Minari) - Vencedor

Glenn Close (Hillbilly Elegy)


Melhor Direção de Arte

The Father

Ma Rainey's Black Bottom

Mank - Vencedor

News of the World

Tenet


Melhor Fotografia

Judas and the Black Messiah

Mank - Vencedor

News of the World

Nomadland

The Trial of the Chicago 7


Melhor Edição

The Father

Nomadland

Promising Young Woman

Sound of Metal - Vencedor

The Trial of the Chicago 7


Melhor Trilha Sonora

Soul - Vencedor

News of the World

Minari

Mank

Da 5 Bloods


Melhor Canção Original

Fight For You - Judas and the Black Messiah - Vencedor

Hear My Voice - The Trial of the Chicago 7

Husavik - Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga

Io Sí (Seen) - The Life Ahead

Speak Now - One Night in Miami


Melhor Filme

Mank (Netflix)

Nomadland (Searchlight Pictures) - Vencedor

Promising Young Woman (Focus Features)

The Trial of Chicago 7 (Netflix)

Minari (A24)

The Father (Sony Pictures Classics)

Judas and the Black Messiah (Warner Bros)

Sound of Metal (Amazon Studios)


Melhor Ator

Anthony Hopkins (The Father) - vencedor

Chadwick Boseman (Ma Rainey's Black Bottom)

Riz Ahmed (Sound of Metal)

Steven Yeun (Minari)

Gary Oldman (Mank)


Melhor Atriz


Carey Mulligan (Promising Young Woman)

Viola Davis (Ma Rainey's Black Bottom)

Vanessa Kirby (Pieces of a Woman)

Frances McDormand (Nomadland) - Vencedora

Andra Day (The United States vs. Billie Holiday)

Crítica | "Minari" expressa o valor da memória para os imigrantes (COM SPOILERS)


Minari” é sobre a memória cultural, que, por vezes, a expectativa imperialista do sonho americano tenta arrancar dos imigrantes, mas que reside em resiliência nos núcleos familiares.

Com 6 indicações ao Oscar, o filme escrito e dirigido por Lee Isac Chung estreou no Festival de Sundance onde foi aclamado e começou um caminho de reconhecimento para a temporada de premiações. 

“Minari” representa um efetivo sucesso para a produtora A24 que ao longo desses anos não conseguia tanto espaço para seus longas por fazer diversas campanhas, mas com uma capacidade financeira bem menor comparada às dos grandes estúdios. Porém, dessa vez, ela conseguiu focar seu investimento em uma aposta que se concretizou aparecendo nas principais categorias da maioria das premiações, incluindo “Melhor Filme”.

“Minari” é um filme inspirado na história de vida do diretor e roteirista e mostra uma família de sul-coreanos imigrantes que chegam na zona rural de Arkansas com o sonho de construir uma fazenda que seria tanto o lar quanto a fonte de renda a partir da produção de alimentos coreanos.

As expectativas são criadas e movidas pelo pai, Jacob Yi (Steve Yeun), um homem que mistura em seu espírito a jovialidade sonhadora e o endurecimento pela experiência do trabalho, e possui ao seu lado Monica Yi (Han Ye-ri), uma mulher cuidadosa e cautelosa, equilibrando com a energia de seu marido. 

Juntos eles possuem dois filhos, a mais velha Anne Yi (Noel Kate Cho) e o mais novo David Yi (Alam Kim) - representação do próprio Lee Isac Chung em sua infância - que possui uma condição de saúde referente ao seu desempenho cardíaco, o que preocupa muito sua mãe. Jacob e Monica trabalham separando pintinhos pelo sexo em um incubatório para conseguirem se manter, usando parte do dinheiro para investir na fazenda que está sendo realizada gradativamente pelo marido. Por ambos ficarem fora de casa por muito tempo e tendo em vista que as crianças são pequenas, Soon-ja (Youn Yuh-jung), a mãe de Monica, é trazida da Coréia do Sul para morar com eles. É nesse panorama que se desenvolve a narrativa mais afetiva da temporada do Oscar.




A câmera de Chung registra aquela paisagem do campo utilizando muito a luz natural e trazendo sempre tons que remetem a um clima ameno criando um espaço realístico, mas estilizado como se fosse uma boa lembrança do próprio diretor. O arco de Jacob é justamente sobre essa dualidade que acaba desconstruindo a famosa concepção do sonho americano. 

Ele quer fazer parte desse mundo que exige um trabalho árduo para uma recompensa no futuro e acredita que seu esforço para construir sua fazenda, que muitas vezes fala mais alto do que sua limitação física e as necessidades atuais de sua família, será a chave para viver um futuro mais confortável.

Durante o desenvolvimento do longa vamos observando que a desmistificação da fórmula vendida pela visão americana não funciona efetivamente, pois a precariedade social enfrentada por imigrantes fala mais alto em muitos momentos. Além da questão material, ele também entra em choque com a cultura americana, em suas maneiras e na questão religiosa. 

O contraponto para ele é sua esposa, que não tem o mesmo otimismo e possui uma visão mais pragmática da vida, que o confronta quando a vontade dele parece sufocar a dos demais. Contudo, Chung não deixa de mostrar o afeto entre eles. Em uma cena muito delicada, Monica dá banho em Jacob, porque ele havia trabalhado demais e não conseguia levantar os braços de tanta dor, existe uma ternura e um carinho cotidiano. Eles se amam, mesmo que o sentimento seja constantemente desgastado pela preocupação econômica, é inegável o quanto ambos querem manter aquela família junta e feliz.


A entrada da avó na história é fundamental, pois ela representa a âncora da família para a cultura asiática. Ela é considerada uma estranha, pois nunca esteve nos Estados Unidos, não conhece nada da cultura e muito menos fala inglês, o que entra em choque principalmente com filho mais novo que nasceu em solo americano, e representa uma geração de imigrantes que busca mais identificação com o país em que está do que com sua ancestralidade. 

Essa relação gera momentos cômicos que fazem com que os espectadores se sintam parte daquele núcleo familiar e revela como o carinho entre eles é desenvolvido gradativamente. Na sequência em que David, em uma birra infantil de rejeição, engana a senhora e faz com que ela beba urina dele, vemos nascer uma trégua entre ambos quando ela defende o neto da punição física de seu pai. Com esse ato, um novo arco se forma na relação entre eles, se tornando uma parceria que cria em David suas raízes com a cultura sul-coreana que é simbolizada pelo cultivo do Minari, uma planta comum da região.

Duas quedas, para uma renovação, assim se fecha "Minari". A fazenda sofre com um incêndio e a avó acaba morrendo, ambos eventos abalam a estrutura familiar e colocam em xeque o casamento de Jacob e Monica. Mas, quando David passa em uma consulta para avaliar sua condição de saúde, é revelado que o garoto estava curado, o que logo é associado com o tratamento tradicional promovido pela falecida senhora. 

Lee não consegue com tanto primor fazer a transição dessas viradas da narrativa para o momento da conclusão final em que a origem da família havia permanecido, deixando subentendido que o longa não tinha um final apropriado. Existe essa metáfora imagética do Minari como a representação da herança cultural como uma cura para o sufocamento imperialista americano, mas, ainda assim, é vago e como o filme não equilibra o uso do tom sereno criando a impressão de estarmos em um eterno segundo ato que é cortado repentinamente.

Em conclusão, "Minari" é uma crítica ao imperialismo, mas assim como o tom da narrativa, também se manifesta de forma serena. Ele realmente desmonta a idealização do que é viver na América, mas ao mesmo tempo foca muito na questão familiar, parecendo mais um estudo de personagens do que daquela época em si. Parece que o longa acaba no mesmo ponto que começa, mas agora com uma sútil diferença: eles possuem o conhecimento de cultivar a memória.

Crítica | "Druk - Mais uma Rodada" e sua ambiguidade sobre o alcoolismo



Favorito do Oscar de 2021 para melhor filme internacional, “Druk” lida com o alcoolismo sem apelar para o moralismo, mas ao mesmo tempo sem esclarecer sua mensagem.

Representante da Dinamarca na corrida do Oscar, “Druk” é um filme que possui dois atrativos que conseguem o internacionalizar: Mads Mikkelsen, conhecido pela série “Hannibal” (2013-2015), é o protagonista que traz um apelo mais mainstream e Thomas Vinterberg, conhecido por “The Celebration” (1998) e “The Commune” (2016), é o diretor do longa e é uma referência no circuito de festivais. Esses fatores aliados a uma iniciativa do próprio mercado dinamarquês em expandir suas produções através do investimento na distribuição e campanha para as premiações foram o que impulsionaram esse favoritismo que se consolidou com a conquista do BAFTA (considerado o “oscar britânico”) para Melhor Filme Internacional.

"Druk'' conta a história de um professor de história chamado Martin (Mads Mikkelsen) que parece estar em uma fase estagnada de sua vida. A personagem já não se sente bem com a monotonia da fase adulta e entra em uma possível crise da meia-idade, o que leva a um desgaste de suas relações tanto em sua própria casa quanto em sala de aula. Inicialmente ele assume uma postura passiva, sofrendo em silêncio, até que seus sentimentos não parecem ser isolados, pois na verdade, seus amigos que também são colegas de profissão estão enfrentando situações similares. É com esse conflito inicial que eles acham um artigo científico revelando que um ser humano realiza plenamente suas tarefas se ingerir uma quantidade específica de álcool diariamente. Sem outras soluções aparentes, eles embarcam nesse experimento na tentativa de melhorarem suas perspectivas de vida, mas acabam chegando em um ponto comum em filmes de drama: o choque da realidade com a expectativa.

Quando um filme trata sobre o consumo de álcool sabemos qual é o caminho mais fácil: apontar a melhora efêmera causada pelo efeito do entorpecente, mas que rapidamente é substituída pelo vício e as consequências trazidas por ele. “Druk” não foge disso, mas diferente de muitos, consegue trazer mais potências para esses eventos. A introdução do longa é composta por jovens bêbados felizes pela cidade simbolizando um convite para o espectador adentrar nessa possibilidade, e consequentemente, faz com que a descoberta do estudo seja um motivador compreensível. Essa condução de Vinterberg é muito interessante, porque não coloca a bebida como um tentação, mas uma opção viável, não fazendo com que exista uma pré-concepção de fracasso para as personagens. Entretanto, mesmo que o desempenho de Martin como professor e marido melhorem, logo a narrativa volta para o lugar comum e expõe o resultado de um consumo exagerado representado pelo descontrole daqueles homens.


Contudo, o filme possui uma conclusão inesperada. Martin, após perceber as consequências do alcoolismo e descobrir que a deterioração do seu casamento estava pior do que imaginava, passa por uma fase complicada necessária para o reencontro com o autoconhecimento.

Ao atingi-lo, ele quer conquistar sua esposa de volta e quando consegue uma esperança para isso, em uma sequência muito bem filmada e altamente cativante, o professor celebra com muito álcool acompanhado de jovens como vimos no início. Existe um certo otimismo no final, o que gera um conflito entre acusar o vício ou colocá-lo como um elemento comum da vida. Vinterberg não consegue mesclar e nem tomar uma decisão sobre assumir uma visão mais conservadora, ou torná-la mais libertadora e experimentalista fazendo com que o filme como um todo seja uma ambiguidade mal planejada.

Quando analisamos a parte punitiva do longa não é absurda e chocante como em “Réquiem for a Dream” (2000) e “Clímax” (2018), o diretor opta por abraçar uma ideia mais real, baseada mais na ideia de sentimentos reprimidos que a bebida permite serem verbalizados. Mas, ainda assim, ele retoma a questão de que beber exageradamente vai ser um agravante para a infelicidade e o escapismo da realidade é efêmero. Existe uma certa inocência em criar esse tipo de narrativa sem um aprofundamento, levando em conta também que só conhecemos a fundo apenas Martin, negligenciando as outras histórias e alcançando um entendimento apenas superficial.

Portanto, é um filme robusto que tenta se distanciar de uma narrativa criada há muito tempo, mas cai em uma ambiguidade que não é bem-vinda, que expõe uma falta de sensibilidade e condução do diretor para manter sua história tão interessante quanto a premissa. A vida possui seus altos e baixos e precisamos reconhecer isso sem uma culpa constante, pensamento tão bem representado na sequência final, mas a construção para isso não precisaria ser tão medíocre.

Crítica | "Nomadland" transita pelo deserto, mas recua ao enfrentar o problema



O favorito do Oscar 2021 é fruto de um cinema autoral para uma Hollywood que precisa de novas visões e representatividade.

“Nomadland” é um filme baseado no livro “Nomadland: Surving America in the Twenty-First Century” de Jessica Bruder, que fala sobre o estilo de vida dos nômades modernos que vivem pelos Estados Unidos se deslocando periodicamente. Frances McDormand e Peter Spears obtiveram os direitos da obra e convidaram a diretora chinesa Chloé Zhao para roteirizar e dirigir o longa. Ela também ficou responsável pela edição, o que resultou em uma obra muito autoral com riqueza de detalhes das intenções formais de Zhao. É nesse cenário que conhecemos Fern (Frances McDormand) e embarcamos em sua van para uma jornada sem rumo aparente.

Após perder o emprego e o marido, Fern, uma moradora de meia-idade da comunidade de Empire em Nevada, decide vender o que pode e fazer da sua van seu lar por onde roda o interior dos EUA. Nessa jornada vemos como é o estilo de vida dos nômades contemporâneos que são pessoas fora do modelo do cidadão ocidental típico e estão na contramão da sociedade de consumo, seja por opção, crise financeira, escapismo ou todas opções, sendo assim, o filme representa que existe uma pluralidade dentro desse nicho. O background da protagonista está atrelada à crise de 2008 que afetou sua estabilidade financeira, que aliada ao luto pela morte de seu cônjuge teve como resultado uma fuga para a estrada. Esse período vivido pela personagem é contemplado pela frieza e austeridade da câmera de Zhao, vemos ela se adaptando à nova vida, enfrentando trabalhos sazonais, julgamento familiar, sua própria dor, mas acima de tudo, conhecendo várias pessoas com histórias diferentes.



Fern é uma personagem dura, fechada e pragmática, palavras não são suas primeiras escolhas, mas é uma excelente ouvinte. Essa faceta que induz a criação de subcamadas tão subjetivas poderia ser totalmente monótona, mas Frances McDormand consegue transmitir a rigidez e a abertura necessária. Além disso, Zhao optou por não utilizar atores profissionais para interpretar os nômades, sendo assim, o que vemos em tela são pessoas reais interpretando a si mesmos com uma narrativa criada pela diretora.

Na minha visão, Frances é uma das poucas grandes atrizes de Hollywood que consegue executar tão brilhantemente essa ponte entre esse cast não profissional de forma tão natural, e, consequentemente, valorizando a intenção do longa em misturar a ficção e o documentário. Outra aliada para manter essa unidade estilística é a fotografia de Joshua James Richards, que aproveita a luz natural e as paisagens desérticas para criar planos que refletem tanto a frieza quanto a humanização da personagem, e quando são montados por Chloé emitem uma energia onírica para a trajetória.



Contudo, o filme perde sua força ao tangenciar sua crítica ao modelo econômico vigente que causa esse efeito do nomadismo. Existe a premissa de que o capitalismo falhou, vemos isso com as perdas materiais de Fern, os empregos sazonais precários disponibilizados pela Amazon e com uma breve discussão que ocorre quando a protagonista encontra a irmã e a família dela. Parece que Zhao se encontra um pouco receosa em aprofundar essas questões, permanecendo muito mais na superfície e optando por uma construção mais convencional baseado no drama de sua recém-nômade. Isso não seria um ponto ruim, caso a diretora não tivesse um estilo mais voltado para o não-convencional, criando um caráter artificial para o sentimento contemplativo e cru que ela pretende apresentar. Esse equilíbrio entre o aprofundamento característico do cinema independente e a convenção de um modelo mais hollywoodiano não encontra um espaço apropriado para discutir as questões levantadas no começo e acaba não desmistificando essa pseudoliberdade que é tão romantizada pelo próprio sistema que não atende às demandas de sua população.

Por fim, temos uma personagem que busca na estrada uma certa redenção para sua dor, mas o seu passado é sempre uma questão. É interessante como os núcleos passageiros com os não-atores e suas respectivas vivências transformam Fern, como Swankie que possui um câncer terminal, mas decidiu que não passaria o resto da sua vida endividada em um hospital, então segundo a mesma, ela decidiu viver. No fim, Fern toma a mesma decisão e deixa o passado para trás e vai de encontro à estrada. Em termos técnicos, o longa fecha impecavelmente, mas passa uma mensagem turva sobre até onde a estrada é uma escolha ou o único lugar possível.