Notícias

Séries

Filmes

Livros

Publicações Recentes

Preview: Barbarian Saga The Beastmaster (PC): você dá nada pelo Metroidvania até se viciar por ele

Nós jogamos a demo de Barbarian Saga: The Beastmaster, que chega oficialmente em setembro de 2026! Pelos trailers e pelas informações divulgadas, parecia apenas mais um Metroidvania independente tentando conquistar espaço em um gênero extremamente disputado. De início, eu tinha 0 de expectativas. Entretanto (e felizmente), o título já entrega um spoiler: Barbarian Saga: The Beastmaster é absurdamente viciante. Com visual 2D desenhado à mão e uma clara inspiração nos clássicos do gênero, o jogo combina exploração, ação intensa e elementos de RPG em uma aventura que consegue transmitir personalidade própria. Confira abaixo minhas principais impressões até o momento.

 

Ficha Técnica

  • Data de lançamento: 8 de setembro de 2026
  • Desenvolvedora: Dormidin Studio
  • Distribuidora: Selecta Play
  • Plataformas: Microsoft Windows e PlayStation 5
  • Gêneros: Ação, Aventura e Indie
  • Estúdio responsável pela publicação: Selecta Play
  • Modo de jogo: Um jogador
  • Estilo: Metroidvania 2D com visual desenhado à mão
  • Ambientação: Fantasia medieval 

A narrativa de Barbarian Saga: The Beastmaster


A história se passa em Arbórea, um mundo que viveu um breve período de paz após as devastadoras Guerras dos Portais. No entanto, essa tranquilidade está prestes a chegar ao fim. O novo rei de Imperia, aliado ao Reino Sagrado, inicia uma campanha de perseguição e guerra contra os povos não humanos. Para fortalecer seu domínio, os governantes contam com os serviços de Trece XIII, um dos últimos feiticeiros de Arbórea, e seus poderosos generais. Em meio ao caos, uma antiga profecia anuncia que um escolhido será capaz de unir homens e animais e restaurar a paz. É nesse cenário que somos apresentados ao universo de Barbarian Saga: The Beastmaster.

Assumimos o papel do último Beastmaster, um guerreiro capaz de utilizar as almas de animais e criaturas para adquirir novas formas e habilidades. Essa mecânica é um dos pilares da experiência e também uma das características mais interessantes da demo. Cada novo poder conquistado não serve apenas para tornar o personagem mais forte em combate, mas também para expandir a exploração, abrindo passagens antes inacessíveis e revelando novas áreas do vasto mapa interligado.

Principais mecânicas e jogabilidade

Para quem já é acostumado com o estilo Metroidvania, não vai se surpreender muito aqui. O mapa é contínuo e repleto de segredos, atalhos e regiões que exigem habilidades específicas para serem acessadas. O que posso recomendar é, de vez em quando, que a gente tente se lembrar de retornar a uma área antiga e tentar descobrir os segredos, como a de passagem misteriosa, bastante comum nos jogos eletrôcniicos. 

Outro elemento é o sistema de contas para o colar ritual do protagonista. Durante a aventura, encontramos presas, amuletos e raízes de plantas que podem ser equipados para modificar diferentes atributos, como ataques, vitalidade e mana. Esse sistema adiciona um componente estratégico à progressão e permite criar estilos de jogo distintos, oferecendo liberdade para experimentar diferentes combinações.

Quanto aos combates. Além das batalhas tradicionais espalhadas pelo mapa, existem arenas especiais nas quais os confrontos assumem uma apresentação diferenciada. A câmera se aproxima dos personagens e barras de energia aparecem na tela, remetendo diretamente aos jogos de luta clássicos. É uma ideia bastante criativa e que ajuda a dar identidade própria ao projeto. Nessas arenas, também é possível melhorar habilidades e conseguir itens únicos, tornando os desafios ainda mais recompensadores.

A progressão do protagonista vai além das transformações animais. Ao longo da aventura, aprendemos novas técnicas de espada ensinadas por nosso antigo mestre, utilizamos poções mágicas, lançamos maldições e exploramos o poder da espada devoradora de corações, uma arma misteriosa capaz de conceder poderes dignos de um deus. Essa variedade faz com que o combate não se torne repetitivo e garante uma boa quantidade de possibilidades para enfrentar os inimigos.

O maior mérito da demo é a sensação constante de "só mais alguns minutos". Quando percebi, já havia passado muito tempo jogando. Minha expectativa é de que Barbarian Saga: The Beastmaster conseguirá manter esse nível de qualidade durante toda a campanha completa, afinal depois de experimentar essa prévia, setembro parece estar mais distante do que nunca. Abaixo, alguns vídeos curtos mostrando mais da jogabilidade do jogo:

 


 


 

 

Nossos agradecimentos para quem leu até aqui! Acompanhem a Revista Jovem Geek, pois traremos futuramente a análise completa do jogo. Além disso, temos muitas outras reviews de games!

Nossos agradecimentos para a Dormidin Studio por nosso código para a preview

Review CloverPit: Unholy Fusion (PC) - levando o caos do roguelite ao limite

 

Future Friends Games/ Divulgação

Por: Bruno Vila Costa

Quando CloverPit foi lançado em 2025, a proposta parecia simples: transformar uma máquina caça-níquel em um roguelite de horror psicológico. O resultado, no entanto, foi um dos indies mais peculiares do ano. A mistura entre gerenciamento de risco, construção de builds e pressão constante para quitar uma dívida encontrou um público que buscava experiências diferentes de jogos como Balatro e Buckshot Roulette

Agora, a primeira expansão paga, Unholy Fusion, chega com uma proposta direta: aumentar a quantidade de decisões estratégicas durante cada partida. Em vez de adicionar apenas novos itens ou inimigos, a DLC introduz uma mecânica capaz de alterar completamente a forma como uma build é construída.

O jogo-base continua sendo uma ideia difícil de encontrar em outro lugar

Future Friends Games/ Divulgação

A estrutura principal permanece inalterada. O jogador está preso em uma cela enferrujada diante de uma máquina caça-níquel. Ao final de cada rodada, é preciso quitar uma dívida crescente utilizando o dinheiro obtido nas jogadas. Caso o valor não seja alcançado, a partida termina imediatamente. 

A tensão nasce justamente desse equilíbrio entre risco e recompensa. Cada rodada exige decidir quando investir recursos, quando guardar itens e quando apostar em combinações capazes de gerar grandes multiplicadores. O sistema funciona porque praticamente toda escolha influencia a rodada seguinte.

Mesmo depois de dezenas de partidas, CloverPit continua oferecendo situações imprevisíveis. O catálogo de amuletos, modificadores e melhorias cria partidas bastante diferentes entre si.

Unholy Fusion muda a lógica das builds

Future Friends Games/ Divulgação

O maior destaque da expansão é a Surgery Machine, um novo equipamento instalado dentro da cela. Sua função é permitir a fusão de dois amuletos em um único item muito mais poderoso. 

Na prática, isso altera completamente o gerenciamento dos recursos.

Antes da DLC, encontrar um bom amuleto normalmente significava mantê-lo até o fim da partida. Agora, muitos deles passam a funcionar como matéria-prima para construções muito mais eficientes. Isso obriga o jogador a pensar vários turnos à frente, sacrificando benefícios imediatos para criar combinações mais fortes posteriormente.

É uma mudança pequena na aparência, mas enorme na profundidade estratégica.

Future Friends Games/ Divulgação

Além da nova máquina, a expansão adiciona:

  • 30 Fusion Charms inéditos;

  • 11 novos amuletos;

  • quatro modificadores de símbolos;

  • sete Memory Cards;

  • um final secreto. 

Nenhum desses conteúdos parece inserido apenas para aumentar números. Todos dialogam diretamente com a mecânica de fusão.

O equilíbrio muda completamente

Future Friends Games/ Divulgação

A expansão também muda a maneira como CloverPit encara seu próprio balanceamento.

O jogo-base já permitia criar builds extremamente fortes, mas ainda havia uma sensação de controle por parte do sistema. Em Unholy Fusion, essa barreira praticamente desaparece.

Quando uma sequência de fusões funciona, os multiplicadores atingem níveis absurdos. Algumas partidas chegam a parecer quebradas de propósito. A diferença é que isso faz parte da identidade do jogo. Os desenvolvedores deixam claro que a intenção é incentivar o jogador a explorar combinações cada vez mais exageradas, transformando o processo de "quebrar o jogo" em parte da experiência. 

Essa decisão funciona porque CloverPit nunca buscou ser um roguelite perfeitamente equilibrado. Sua proposta sempre esteve ligada ao excesso e à experimentação.

Nem toda mudança melhora a experiência

Future Friends Games/ Divulgação


A expansão também amplia um problema já presente no jogo-base.

Quanto maior o número de amuletos disponíveis, maior se torna a dificuldade para encontrar peças específicas de uma build. Em determinadas partidas, o fator aleatório passa a influenciar demais o resultado final.

Parte da comunidade já apontava que CloverPit possui um conjunto muito grande de itens extremamente situacionais. A DLC aumenta ainda mais esse catálogo. Para jogadores iniciantes, entender quais fusões realmente valem o investimento pode levar bastante tempo. 

Outro ponto é que a expansão foi claramente pensada para quem já domina os sistemas do jogo. Quem ainda está aprendendo as mecânicas básicas dificilmente aproveitará todo o potencial da Surgery Machine.

Vale a pena?

Future Friends Games/ Divulgação


Como expansão, Unholy Fusion acerta porque modifica um sistema central do jogo em vez de simplesmente adicionar conteúdo paralelo.

A nova mecânica influencia praticamente todas as decisões tomadas durante uma partida. As builds ganham novas possibilidades, o fator experimental aumenta e o incentivo para iniciar mais uma tentativa fica ainda maior.

Ela não resolve alguns problemas estruturais do jogo-base, principalmente a dependência do acaso em determinadas runs e o excesso de itens específicos. Ainda assim, o saldo é positivo porque a expansão amplia exatamente aquilo que fez CloverPit conquistar sua comunidade: a liberdade para criar estratégias improváveis e explorar combinações cada vez mais absurdas.

Para quem já gostava do jogo original, Unholy Fusion representa a melhor forma de revisitá-lo. Para quem ainda não se adaptou ao ritmo e ao gerenciamento de recursos de CloverPit, a DLC dificilmente mudará essa impressão.

Nota Final: 8,5/10

Cópia para PC cedida pelos desenvolvedores

Pontos positivos

  • A Surgery Machine transforma completamente a construção das builds.

  • As novas fusões aumentam a profundidade estratégica.

  • Grande quantidade de conteúdo inédito sem descaracterizar o jogo.

  • Excelente fator de rejogabilidade.

  • O final secreto oferece um incentivo adicional para explorar todas as mecânicas.

Pontos negativos

  • O excesso de amuletos torna algumas builds excessivamente dependentes da sorte.

  • A curva de aprendizado fica mais alta para novos jogadores.

  • Algumas partidas podem se tornar desequilibradas quando determinadas fusões aparecem cedo.

  • A expansão aproveita pouco a ambientação para introduzir novos elementos narrativos.


O novo Passe de Batalha de Overwatch vale seu tempo e dinheiro? — Skins, progressão e preços

A Temporada 3: Na Toca do Tigre já está rolando, e trouxe um mapa novo, heroína nova, eventos e mais. Isso também significa que há um Passe de Batalha novinho para ser conquistado pelos jogadores. Mas, será que vale a pena? Após ter desbloqueado todas as recompensas, analisei as skins para formar um veredito baseado em design, preços e progressão.


Imagem: Blizzard/Divulgação


SKINS

O passe divide os visuais em dois temas: estética japonesa noturna e conteúdo sazonal de verão. A divisão foi exata, com 4 trajes para cada tema. A primeira skin é para a Freja, sendo desbloqueada com a compra do Passe Premium. Para mim, essa é sem dúvidas uma das melhores skins que a temporada trouxe. As cores são suaves, não há detalhes chamativos que deixem o conjunto poluído. É uma aparência diferente de todas as outras que a personagem tem, mas mantém o azul que é marca registrada dela, e um penteado similar ao seu original. No entanto, as flores no cabelo e na cintura remetem mais à primavera do que ao verão, mas ainda é um bom design.

O próximo traje é para Lúcio — e isso por si só é uma ótima notícia, já que havia um bom tempo que o herói brasileiro não ganhava novos visuais. A mescla de preto e vermelho lhe caiu muito bem, e sua arma ficou fantástica. O amplificador sônico tem uma máscara oni que abre e fecha a boca durante a animação de recarga. Considerando que é isso o que o jogador vê durante quase toda sua experiência de gameplay, esse detalhe a torna a melhor skin que a oferta Premium tem a oferecer.

Outro herói que não recebia novas opções de vestuário era Junkrat. O sucateiro teve uma repaginada completa com um chapéu, vestimentas orientais casuais e um pneu recheado de explosivos. O resultado mantém o caos do personagem enquanto o coloca no tema da cultura japonesa. O chapéu é um ótimo acessório, mas os amuletos de pimenta e os chifres tornam a parte superior do design sobrecarregada.

Hazard é um herói que não recebe tanta atenção por parte da Blizzard, e vê-lo entrar no passe com um visual épico é um pouco decepcionante. Não há muito o que comentar, a paleta saiu do preto padrão para um tom creme, a calça deu lugar a uma bermuda e ele agora tem tatuagens. Mesmo com os espinhos e os tubos em azul para simular água, o único acréscimo que faz esse traje parecer inspirado no verão são os óculos escuros. Mas ainda é um detalhe muito pequeno para um herói enorme. Recomendo apenas para aqueles que desejam muito parar de usar o estilo padrão do personagem.

Agora chegamos a primeira skin gratuita do passe que, como sempre, é um visual épico. Winston Festival de Verão é sem dúvidas a pior vestimenta de todo o passe. Enquanto Hazard pelo menos tentava se aproximar de algo praiano, aqui os esforços seguiram outro rumo. Os desenhos espaciais casam com o personagem, mas não com o tema. Quanto ao resto das mudanças, apenas uma bandana, óculos vermelhos e um bigode. Esse visual deveria ter sido guardado para outro momento, e um herói diferente poderia ocupar o lugar de Winston. O elenco cresceu bastante este ano, novos jogadores foram atraídos por heróis recém chegados e a Blizzard poderia ter feito uma estratégia melhor contemplando-os. Em resumo, esse cosmético pode ser interessante para jogadores que ainda estão expandindo suas opções de personalização, mas nada além disso.

Avançando para a próxima página, encontramos Genji Vigilante. Essa roupagem coloca o ninja em uma estética noir, todo de preto, com boina, um cinto utilitário e jaqueta. O que não agradou foi a pele pintada de branca, levaram a ideia noir muito a sério. Genji tem muitos visuais incríveis, o que impede este de figurar entre um de seus melhores, mas é um design que funciona muito bem para ele e certamente vai agregar a conta de jogadores mais recentes.

Na reta final, a segunda e última skin gratuita é chamada Lanterna, para Zenyatta. Este foi um baita acerto. O chapéu e a estampa de fogos de artifício na calça formam uma aparência festiva, e transformar os orbes em lanterninhas japonesas foi brilhante! Esse visual de raridade épica é melhor do que muitas lendárias disponíveis no jogo.

O passe acaba com Sombra em seu estilo Festival de Verão. Sandálias, jeans curto, pulseiras, óculos, é um bom encerramento, pois cumpre o que as skins de Freja, Hazard e Winston não conseguiram: entregar a vibe do verão.


                                                          Imagem: Blizzard/Divulgação


PROGRESSÃO

A temporada está marcada para terminar em 11 de agosto, durando aproximadamente dois meses. Ao todo são 80 escalões para avançar. Jogar algumas partidas por dia de forma casual é mais que o suficiente para completar os desafios semanais e ganhar muito XP. O evento Ataque Ânima que está rolando é um ótimo impulso para upar seu passe, além de conceder recompensas.

Mantendo essa constância, é possível completar o passe com várias semanas de sobra, o que vai permitir ganhar escalões extras para liberar títulos de prestígios exclusivos da temporada. Mas por garantia, é importante não ingressar muito tarde no jogo, para evitar ter que fazer grind.

Com o Passe Supremo e algumas horas diárias em partidas, consegui concluir todos os 80 escalões principais em 15 dias. Esse tempo vai ficar mais longo para aqueles que optarem por passes mais básicos, jogarem menos, ou não participarem dos eventos, que costumam dar bastante XP adicional.



Imagem: Blizzard/Divulgação


GRÁTIS, PREMIUM OU SUPREMO?

A trilha gratuita do passe entrega apenas duas skins épicas, além de alguns cosméticos variados: sprays, emotes, poses de vitória, falas, etc. Mas sempre vale a pena, pois ao todo o jogador ganha 600 moedas. Moedas essas que podem ser gastas na loja, ou na própria versão Premium do passe.

O Premium é a melhor opção. A sensação de ser recompensado a cada escalão incentiva a jogar. Além do desbloqueio das 8 skins e todos os outros cosméticos, essa oferta concede até 80 prismas míticos. Essa é a moeda mais cara do jogo. Os prismas podem ser usados para comprar skins míticas para personagens e armas. Essa raridade possui personalização de cores e acessórios, efeitos sonoros e visuais, efeitos de abate e até detalhes no HUD. O Passe Premium custa 1000 moedas — o pacote com essa quantia exata em moedas está saindo por R$ 46,00. Em comparação, adquirir apenas os prismas custaria cerca de R$300,00! Considerando as moedas gratuitas, o passe sempre paga 60% de seu custo.

O Passe Supremo é a variação mais robusta, e também a mais cara. Inclui todo o conteúdo Premium, além de 2000 moedas, 20 saltos de escalão para avançar mais rapidamente e duas skins extras. É importante ressaltar que essas skins adicionais não são um conteúdo exclusivo dessa oferta, podendo serem obtidas separadamente pelo site da Blizzard. Em teoria é um preço que vale a pena pelo que é oferecido, mas R$ 219,90 foge um pouco do que os brasileiros estão dispostos a investir em um passe. Se algum dos visuais extras te interessa muito, talvez dê para considerar comprar o Passe Supremo para garanti-lo, e usufruir de todos os outros benefícios.

Seja qual for o caminho que você escolher, o passe têm boas recompensas, especialmente para quem joga com heróis da função dano. Lembrando, a temporada vai até 11 de agosto.

Overwatch é um multiplayer em equipes disponível gratuitamente para Xbox One, Xbox Series X|S, PC, Playstation 4 e 5, e Nintendo Switch.

Review Witchspire (PC) Magia, exploração e aquele conforto de um mundo de fantasia

 

Joguei Witchspire recentemente e ele me conquistou logo nas primeiras horas.

Pra quem gosta de jogos de sobrevivência, exploração e construção, mas está cansado da fórmula tradicional de sair cortando árvore com machado e quebrando pedra com picareta, Witchspire traz uma proposta muito mais mágica e charmosa.

É um daqueles jogos que conseguem misturar aventura, progressão e cozy game sem perder a sensação de descoberta.


Ficha Técnica:

Desenvolvimento: Envar Games

Distribuição: Envar Games, Envar Publishing

Jogadores: 1 a 4 Jogadores

Gênero: Coop online,Aventura, RPG, Fantasia

Idioma: Português, Inglês. Francês

Plataformas: PC 


Visual e direção artística 

Uma das primeiras coisas que me chamou atenção foi o visual.

Quem me conhece sabe que eu adoro gráficos estilizados, e Witchspire acerta em cheio nisso. O jogo tem uma direção artística muito bonita, com cores vibrantes, ambientes mágicos e um visual que parece saído de um livro de fantasia.

Ele não tenta ser hiper-realista. Em vez disso, aposta em personalidade, e isso faz com que o mundo tenha muito mais identidade.

As florestas, ruínas, construções e criaturas têm um charme enorme e fazem você querer explorar cada canto do mapa.


Envar Games, Envar Publishing/Divulgação

Exploração e sensação de aventura 

Explorar o mundo é facilmente uma das melhores partes do jogo.

Sempre existe algo novo para encontrar, seja recursos raros, novas criaturas (que são fofinhas demais), áreas escondidas, segredos espalhados pelo mapa e locais mágicos que despertam a curiosidade.

A sensação é de estar constantemente avançando e descobrindo algo novo.

E quando você desbloqueia mais formas de locomoção e habilidades, a exploração fica ainda mais divertida.



Envar Games, Envar Publishing/Divulgação


A magia em vez das ferramentas 

O grande diferencial de Witchspire é justamente a forma como ele substitui ferramentas tradicionais por magia.

Em vez de simplesmente coletar recursos da maneira convencional, grande parte das suas ações gira em torno de feitiços e habilidades mágicas.

Isso faz com que até tarefas comuns pareçam mais interessantes.

Além disso, voar pelo mapa em uma vassoura nunca deixa de ser divertido.

Pode parecer um detalhe pequeno, mas ajuda muito a criar a fantasia de realmente estar vivendo como uma bruxa em um mundo mágico.


Envar Games, Envar Publishing/Divulgação


Familiares e companheiros 

Outro sistema que gostei bastante são os familiares.

Além de serem criaturas carismáticas, eles ajudam durante a aventura e fazem o mundo parecer mais vivo.

Existe algo muito satisfatório em encontrar novas criaturas, fortalecer seus companheiros e ver seu pequeno grupo crescer ao longo da jornada.

É um sistema que adiciona personalidade sem parecer uma obrigação.



Envar Games, Envar Publishing/Divulgação


Combate  

O combate é simples de entender, mas divertido de executar.

Como era de se esperar, o foco está nos feitiços e habilidades mágicas.

Você precisa administrar suas habilidades, escolher quando atacar e aproveitar bem os recursos disponíveis durante os confrontos.

Não é um sistema extremamente complexo, mas funciona muito bem dentro da proposta do jogo.

As criaturas e inimigos também têm designs interessantes, o que deixa os confrontos visualmente bem legais.


Envar Games, Envar Publishing/Divulgação


Construção e progressão 

A parte de construção é outro ponto que me agradou bastante.

Criar sua própria base, organizar recursos e transformar um pequeno espaço em um verdadeiro refúgio mágico é extremamente satisfatório.

Conforme você progride, desbloqueia novas possibilidades, melhorias e sistemas que vão dando uma boa sensação de crescimento.

É aquele ciclo clássico de: explorar → coletar → construir → melhorar → explorar mais

E sinceramente, funciona muito bem.

Envar Games, Envar Publishing/Divulgação


Atmosfera 

O que mais me fez continuar jogando foi a atmosfera.

Witchspire consegue ser acolhedor sem perder o senso de aventura.

É um daqueles jogos onde você entra para cumprir uma tarefa rápida e acaba passando horas explorando, decorando sua base ou procurando recursos para desbloquear alguma novidade.

Existe uma sensação constante de conforto, mas também de curiosidade.

Você sempre quer ver o que existe depois da próxima colina.


Envar Games, Envar Publishing/Divulgação

Conclusão 

Witchspire é exatamente o tipo de jogo que me agrada.

Tem gráficos estilizados lindos, um mundo cheio de personalidade, sistemas fáceis de entender e uma temática mágica extremamente charmosa. Ele pega elementos conhecidos dos jogos de sobrevivência e construção, mas adiciona uma identidade própria através da magia, dos familiares e da atmosfera de fantasia.

Se você gosta de exploração, progressão constante, construção de base e mundos mágicos cheios de personalidade, vale muito a pena ficar de olho.

Nem todo jogo de sobrevivência precisa de machados e picaretas. Às vezes, uma vassoura voadora e alguns feitiços resolvem tudo. 

Cópia de PC cedida pelos produtores

Revisão: Gabriel Galdino

Nota Final: 9/10

Prós:

✔️ Mundo mágico extremamente agradável de explorar 

✔️ Coop muito divertido 

✔️ Sistema de magia integrado à gameplay 

✔️ Construção de base satisfatória 

✔️ Fácil de aprender e jogar 

Contras:

❌ Combate não é tão profundo quanto outros RPGs de ação 

❌ Ainda há espaço para mais conteúdo e variedade

❌ Algumas tarefas de coleta podem se tornar repetitivas com o tempo 



👉 Compre este jogo aqui