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Review – Keep Driving (PC): Não é sobre a chegada, é sobre o caminho


Keep Driving é um jogo com uma premissa bastante interessante: pegue seu carro, faça sua jornada e curta o caminho em um RPG bastante diferente.

Ficha técnica:

Desenvolvimento: YCJY Games

Distribuição: YCJY Games e Kepler Ghost

Jogadores: 1 (local)

Gênero: RPG, Aventura, Simulação

Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch

 Idioma: português+

Um RPG diferente de tudo o que você conhece



Keep Driving é um jogo difícil de catalogar à primeira vista, mas podemos dizer que ele é um RPG com uma pegada bem diferente. Embora a temática seja totalmente diferente da dos RPGs comuns, todas as características de um estão no jogo: sistema de níveis, status de habilidades, missões principais e secundárias, organização de itens e por aí vai.

O grande problema do jogo, principalmente nos primeiros instantes, é que ele não é nada intuitivo e é muito burocrático. Isso se dá mais pela forma como o jogo se apresenta ao jogador do que por um demérito da jogabilidade em si, já que, a partir do momento em que se começa a entender o jogo, é muito fácil ser sugado para aquele mundo que ele quer apresentar.

A viagem exige que o jogador administre seus recursos, cuide do carro, escolha os caminhos e lide com os imprevistos que aparecem na estrada. Além disso, podemos dar carona a diferentes personagens, cada um com sua própria história, e realizar trabalhos para conseguir dinheiro e continuar a jornada.

Uma pixel art cheia de charme



Aqui é onde o jogo mostra o seu charme. Focando em uma pixel art muito bonita, Keep Driving consegue passar de forma muito certeira o clima de pegar a estrada por trás do conceito do jogo.

Além disso, temos diversos cenários, personagens diferentes e opções de customização que usam muito bem a direção de arte do jogo, que é simples, mas bem charmosa.

A ambientação também combina com a proposta nostálgica da aventura, que remete ao começo dos anos 2000. Tudo isso ajuda a construir a sensação de uma viagem de carro em que o destino importa menos do que as experiências vividas pelo caminho.

Uma história feita de encontros e desencontros



A história de Keep Driving se passa no início dos anos 2000, quando o protagonista acaba de comprar seu primeiro carro. Ao saber de um festival do outro lado do país, ele decide pegar a estrada e descobrir como será essa jornada. O caminho, porém, depende das escolhas do jogador, dos passageiros que encontra, dos trabalhos que aceita e dos imprevistos que precisa enfrentar.

A história de Keep Driving é fragmentada, cheia de vai e vem e desorganizada, e isso é um dos charmes do jogo, que tem como mote a própria vida, que, por si só, é cheia de percalços e confusões, idas e voltas. O jogo acerta muito ao apostar nesse tipo de narrativa.

Ainda é interessante acompanhar a história de cada personagem a quem damos carona, assim como as missões secundárias que aparecem no decorrer do jogo. São esses encontros que ajudam a dar personalidade à viagem e fazem com que cada jornada tenha suas próprias lembranças.

Uma boa trilha para pegar a estrada



Aqui vemos outra característica ótima de Keep Driving, pois, afinal de contas, é muito melhor dirigir ouvindo uma boa música. É isso que o jogo faz quando disponibiliza, por meio de itens, CDs de bandas independentes reais para tocar enquanto estamos na estrada. Além de dar visibilidade a bandas independentes, essa mecânica combina muito bem com a proposta do jogo.

Caso seja da vontade do jogador ouvir suas músicas favoritas, também é possível fazer isso no PC, já que o jogo conta com suporte a modificações. A possibilidade de personalizar ainda mais a experiência ajuda a reforçar a sensação de que estamos fazendo uma viagem do nosso próprio jeito.

Não é sobre a chegada, é sobre o caminho


Ainda que pouco intuitivo, Keep Driving tem mais do que carisma: tem alma. Mas, como em uma boa estrada, o jogo deve ser aproveitado com calma para que o jogador consiga curtir o máximo possível da experiência.

A mistura de RPG com gerenciamento de recursos, encontros inesperados e uma bela direção de arte faz com que a viagem seja muito mais interessante do que a chegada ao destino. Keep Driving é uma aventura sobre aproveitar o caminho, aceitar os imprevistos e descobrir que, às vezes, as melhores histórias acontecem quando não sabemos exatamente para onde estamos indo.

Nota Final: 8,5/10

✅ Pontos Positivos

Premissa criativa e diferente

Pixel art bonita e cheia de charme

Boa direção de arte e ambientação nostálgica

Histórias interessantes dos passageiros

Narrativa fragmentada que combina com a proposta

CDs de bandas independentes reais

Boa variedade de escolhas e acontecimentos durante a viagem

Suporte a modificações no PC

❌ Pontos Negativos

Jogabilidade simples e pouco variada

Gráficos tecnicamente humildes

Trilha sonora pouco marcante

Ausência de legendas em português brasileiro

 

Review – Time To Wake Up (PC): Freud Explica


Time To Wake Up, um game de jogabilidade simples e gráficos humildes, consegue se destacar por sua história interessante e pelo mergulho na psique de seu personagem principal, fazendo com que o jogador embarque em uma viagem intensa de pouco mais de três horas.

Ficha técnica:

Desenvolvimento: Eye Blink Twice

Distribuição: Eye Blink Twice

Jogadores: 1 (local)

Gênero: Ação, Aventura, Plataforma 3D 

Plataformas: PC

 Idioma: Ingles+

Uma jogabilidade simples, mas funcional


A jogabilidade de Time To Wake Up é bem simples. Temos um jogo em primeira pessoa no qual o objetivo é ir do ponto A ao B, podendo se movimentar, pular e trocar o layout das fases para resolver puzzles.

Embora simples, a jogabilidade funciona muito bem, principalmente porque ela está ali tão somente para contar uma história e, nesse sentido, menos é mais.

As mecânicas não precisam ser complexas para cumprir seu papel. A possibilidade de alterar o ambiente é o principal recurso para resolver os puzzles e avançar pelos cenários surreais que compõem essa jornada.

Gráficos humildes, mas criativos


Também simples, os gráficos têm pouco refinamento e detalhes, mas compensam isso com criatividade e construção de mundo, principalmente considerando o que o jogo oferece como narrativa.

Assim como a jogabilidade, os cenários em que estamos e as formas de resolver os puzzles estão ali a fim de contar uma história, e isso funciona muito bem.

A proposta visual acompanha a jornada psicológica do protagonista e ajuda a criar ambientes que fogem da realidade, contribuindo para a experiência narrativa sem precisar de um grande refinamento técnico.

Um mergulho nas memórias do protagonista



Em Time To Wake Up, acompanhamos Alan Malone, que se vê preso em um sonho e precisa percorrer um mundo surreal inspirado em suas memórias escolares. Com a ajuda de uma voz misteriosa, ele parte em uma jornada para descobrir o que aconteceu no passado e escapar das sombras que ainda o acompanham. Para isso, precisa explorar ambientes distorcidos, resolver puzzles e encontrar uma saída desse labirinto de memórias.

A história de Time To Wake Up é rápida, mas bastante intensa, servindo como uma grande sessão de terapia enquanto conhecemos o personagem.

A intensidade da história e a forma como o personagem é construído prendem o jogador muito rápido, compensando a curta duração do jogo. Um ponto negativo é a falta de legendas em português, que deixa a experiência menos satisfatória.

Uma trilha sonora discreta



A trilha sonora do jogo é um pouco insípida. Na verdade, não há muito destaque para ela, que acaba ficando em segundo plano durante a experiência.

Curto, mas intenso

Curto, mas intenso, Time To Wake Up é um ótimo jogo para quem curte narrativas e te deixa preso no divã.

Mesmo com uma jogabilidade simples, gráficos humildes e uma trilha sonora que não se destaca, o game consegue encontrar sua força na história e na construção de seu personagem principal. É uma experiência breve, mas que consegue prender a atenção do jogador e mostrar que, às vezes, menos é mais.

Nota Final: 7/10

✅ Pontos Positivos

História intensa e envolvente

Boa construção do personagem principal

Mergulho interessante na psique humana

Puzzles criativos que contribuem para a narrativa

Boa construção de mundo

Experiência curta, mas marcante

❌ Pontos Negativos

Jogabilidade simples e pouco variada

Gráficos tecnicamente humildes

Trilha sonora pouco marcante

Ausência de legendas em português brasileiro

 

Review Hell Let Loose: Vietnam (PC) — Uma experiência de guerra imersiva.

 A franquia Hell Let Loose sempre apostou em uma proposta diferente dos shooters tradicionais: menos correria, mais estratégia, comunicação e realismo.

Expression Games/Divulgação

Em Hell Let Loose: Vietnam, essa fórmula chega a um novo cenário e ganha uma série de mecânicas que combinam muito bem com a Guerra do Vietnã.

Depois de completar os tutoriais e jogar algumas partidas, uma coisa chamou bastante atenção: o jogo consegue ser familiar para quem já conhece a franquia, mas traz novidades suficientes para fazer parecer realmente diferente.

Ambientação

A densa vegetação, os rios, vilarejos e áreas abertas fazem com que cada partida tenha uma dinâmica própria. É muito diferente de simplesmente trocar o cenário da Segunda Guerra Mundial por uma floresta.

A visibilidade limitada cria uma tensão constante. Você pode estar avançando com seu esquadrão e, segundos depois, começar a receber tiros de uma posição que sequer conseguiu identificar, mesmo quando a partida parece parada.

Esse é justamente um dos pontos mais interessantes do jogo: o ambiente também funciona como arma, ainda mais se você é novo no game, você vive com a sensação de estar na mira de alguém.

Jogabilidade: lenta, agressiva e muito mais estratégica

Rushar sem pensar pode significar morrer em poucos segundos. O jogo mantém a proposta tática da franquia, com combates em larga escala, nas quais comunicação e trabalho em equipe continuam sendo fundamentais. Se seu squad não se comunica e alinha estratégias, se prepare para sofrer

As armas também ajudam bastante nessa sensação. Os confrontos são mais letais e cada disparo parece ter um peso maior do que em shooters arcade.

Durante minhas partidas, porém, o que mais me chamou atenção foi a movimentação. O personagem responde de maneira fluida aos comandos, e as novas possibilidades de movimentação combinam muito bem com o cenário.

É possível nadar, escalar e rastejar mais rapidamente, além de carregar companheiros feridos para fora de áreas perigosas antes de tentar reanimá-los.

E aqui está uma das maiores novidades em relação ao Hell Let Loose original.

Os helicópteros são uma das principais novidades e podem ser utilizados para transporte, suporte aéreo e lançamento de suprimentos. Do outro lado, as forças norte-vietnamitas contam com redes de túneis que permitem criar novas possibilidades de deslocamento e ataques surpresa.

Os rios também ganharam importância com a presença de barcos de patrulha.

Esses elementos não estão ali apenas para deixar o jogo mais bonito. Eles alteram a maneira como as equipes precisam pensar seus ataques e defesas, principalmente se você está jogando com os americanos.

Expression Games/Divulgação

Visualmente, Hell Let Loose: Vietnam impressiona principalmente pela construção dos ambientes.

A vegetação densa e os diferentes tipos de terreno fazem os mapas parecerem vivos, e não apenas grandes arenas para multiplayer.

O mais interessante, porém, é que os gráficos têm uma função na jogabilidade. A vegetação influencia diretamente na visibilidade e na maneira como os jogadores podem se aproximar dos objetivos. Se estamos em uma área com a vegetação alta, temos que oberservar a movimentação para identificar inimigos.

Nas minhas partidas, também não encontrei bugs que atrapalhassem a experiência, e a movimentação se mostrou bastante fluida.

Isso merece ser destacado porque, considerando a quantidade de elementos acontecendo simultaneamente, ter uma experiência estável faz bastante diferença.

Conclusão

Se você procura um FPS mais realista e gosta de jogos em que pensar antes de atirar é tão importante quanto sua mira, Hell Let Loose: Vietnam é uma excelente opção.

O jogo não tenta competir diretamente com os shooters arcade. Ele segue seu próprio caminho e transforma a Guerra do Vietnã em um campo de batalha onde informação, posicionamento e comunicação podem decidir uma partida.

Hell Let Loose: Vietnam não é simplesmente o Hell Let Loose original com outro cenário. As mudanças na movimentação, helicópteros, túneis e combate nos rios fazem com que o conflito tenha uma identidade própria.



Cópia de PC cedida pelos produtores

Nota final: 9/10

Prós:

✔️A ambientação consegue transmitir muito bem a sensação de estar em uma guerra.
✔️Novos veículos
✔️Sennsação de combate mais pesada e letal.
✔️A selva, rios e diferentes tipos de terreno criam situações variadas.
✔️Novas opções de deslocamento combinam perfeitamente com os mapas.
✔️Túneis do NVA, que mudam completamente a dinâmica de ataque e defesa.

Contras:

❌Curva de aprendizado: quem está acostumado com Call of Duty ou Battlefield pode levar bastante tempo para se adaptar (podendo ser frustante até os tutoriais).
❌Dependência do trabalho em equipe: uma equipe desorganizada pode transformar a partida em uma experiência frustrante.
❌Visibilidade: a vegetação pode ser tão eficiente para esconder jogadores que algumas mortes parecem acontecer do nada.


Obscurium é novo roguelike brasileiro inspirado no folclore nacional e chega em 2027

O folclore brasileiro é a principal inspiração de Obscurium, novo jogo independente da Wild Pepper Games anunciado para PC em 2027. O título mistura elementos de roguelike e construção de baralhos em uma aventura de terror na qual os jogadores precisam enfrentar criaturas lendárias para conquistar uma segunda chance de viver.

O jogo já pode ser adicionado à lista de desejos no Steam, e seu primeiro teaser apresenta um pouco da atmosfera sombria da experiência.

Em Obscurium, a morte é apenas o começo


Em Obscurium, o jogador morre, mas sua alma não segue adiante. Em vez disso, acaba em uma versão desconhecida e hostil do Brasil, chamada Obscurium. Para conquistar uma segunda chance, será necessário cumprir um pacto e caçar criaturas folclóricas que escaparam para o mundo dos vivos.

A aventura é apresentada em primeira pessoa e conta com combates de cartas por turnos. Durante cada partida, o jogador percorre um mapa, escolhe os caminhos que deseja seguir, constrói seu baralho e enfrenta inimigos cada vez mais perigosos.

Como em outros jogos do gênero roguelike, a derrota obriga o jogador a recomeçar. Entretanto, nem tudo é perdido: o grimório preserva o conhecimento acumulado, incluindo as criaturas derrotadas e aquelas que conseguiram matar o caçador. Assim, cada tentativa oferece novas informações para enfrentar os desafios seguintes.

Capelobo, Pisadeira e Caboclo d'Água são alguns dos inimigos


Um dos principais destaques de Obscurium é a presença de figuras do folclore brasileiro. Entre os adversários confirmados estão o Capelobo, a Pisadeira e o Caboclo d'Água, cada um com comportamentos, fraquezas e formas próprias de combate inspiradas nas lendas tradicionais.

O sistema de batalhas exige planejamento. Os jogadores posicionam cartas em uma mesa dividida em quatro colunas, enquanto as criaturas respondem com suas próprias jogadas. Cada invocação precisa ser paga com uma carta que já esteja na mesa, fazendo com que uma ação ofensiva também possa abrir espaço para novos perigos.

O objetivo é acertar a criatura até ativar as dez Runas de Selamento, que aprisionam sua alma no grimório. Por outro lado, receber ataques demais faz com que a vela do jogador se apague, encerrando a tentativa.

Visual inspirado em xilogravuras e literatura de cordel

A identidade visual do jogo busca inspiração na xilogravura tradicional e nos cordéis do Nordeste brasileiro. A proposta é transformar histórias conhecidas do imaginário popular em encontros assustadores, ambientados em um Brasil mais sombrio e hostil.

O mapa também tem papel importante na progressão: os jogadores poderão escolher entre diferentes regiões, cada uma com suas próprias lendas e ameaças. As decisões tomadas durante a exploração alteram o percurso, contribuindo para que as partidas tenham experiências distintas.

Com a combinação de folclore nacional, terror e estratégia baseada em cartas, Obscurium busca apresentar uma perspectiva sombria de histórias que fazem parte da cultura brasileira.

Ficha técnica

  • Jogo: Obscurium

  • Desenvolvedora: Wild Pepper Games

  • Gênero: Roguelike, estratégia e construção de baralho

  • Plataforma: PC (Steam)

  • Lançamento: 2027

  • Idiomas: Português do Brasil e inglês



Obscurium está previsto para chegar ao PC em 2027. Para acompanhar novidades, acesse a página do jogo no Steam ou siga a Wild Pepper Games no Instagram e o perfil oficial do título no X.