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Review The Blood of Dawnwalker (PC) - Um RPG sombrio que sabe como criar tensão

  

Eu já estava extremamente ansiosa por The Blood of Dawnwalker desde que comecei a acompanhar o jogo. Eu amo estética gótica, vampiros e toda essa atmosfera sombria, então, quando vi a proposta de um RPG medieval focado em vampiros, já sabia que provavelmente seria um jogo que iria me interessar.

Desenvolvido pela Rebel Wolves, estúdio formado por veteranos de The Witcher 3, o jogo inevitavelmente traz algumas comparações com a série da CD Projekt RED, mas ele tenta construir sua própria identidade através de uma ideia muito interessante: você não tem tempo para fazer tudo.


Ficha Técnica:

Desenvolvimento: Rebel Wolves

Distribuição: Bandai Namco Entertainment

Jogadores: 1 Jogador

Gênero: RPG, Mundo aberto, Fantasia Sombria, Aventura, Ação

Idioma: Português, Inglês. Francês

Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series X e Series S


Bandai Namco Entertainment/Divulgação

Uma história sobre humanidade e vampirismo

O jogo não perde muito tempo para apresentar sua premissa. Você já começa entendendo que existe uma ameaça muito maior acontecendo e que, no meio disso tudo, sua família precisa ser salva dos vampiros. Você controla Coen, um jovem que acaba se tornando um Dawnwalker, uma espécie de híbrido entre humano e vampiro. E essa dualidade está no centro de praticamente tudo.

Antes de ser de fato um vampiro, ele faz questão de mostrar quem são esses Lordes Vampiros, como eles agem e, principalmente, por que você não deveria simplesmente se juntar a eles. Você começa entendendo melhor a ameaça e conhecendo a crueldade desses personagens antes de realmente abraçar o lado sobrenatural da história.

Durante o dia, Coen mantém seu lado humano e suas capacidades tradicionais. À noite, o lado vampírico ganha força, permitindo utilizar habilidades sobrenaturais e abordagens diferentes para enfrentar os problemas.

Isso cria uma dinâmica interessante porque você não está simplesmente jogando como "um vampiro", você está tentando descobrir o quanto da sua humanidade ainda existe enquanto começa a experimentar o poder de ser um monstro. Existe um conflito ali.

Isso deixa a transformação de Coen muito mais interessante, porque não parece simplesmente um upgrade de personagem.

Bandai Namco Entertainment/Divulgação

Um mundo medieval extremamente sombrio

Aqui o jogo praticamente foi feito para mim, eu amo estética gótica e vampiresca, então a ambientação de Dawnwalker foi um dos pontos que mais me chamou atenção.

O jogo se passa em uma versão fictícia da Europa Oriental medieval durante a Peste Negra, e o mundo consegue transmitir muito bem aquela sensação de decadência, vilarejos, florestas, castelos, ruínas e áreas dominadas pelos vampiros formam um cenário que parece estar constantemente à beira do colapso.

Existe uma sensação constante de que você está entrando em um mundo que está desmoronando, existe uma diferença muito interessante entre o dia e a noite, e quando a noite chega, essa sensação fica ainda mais forte.

Os vampiros ficam mais presentes, Coen pode explorar melhor suas habilidades sobrenaturais e a sensação de perigo aumenta, ela também representa a própria dualidade de Coen e muda a maneira como você encara aquele mundo.

Bandai Namco Entertainment/Divulgação

O tempo é o verdadeiro inimigo

Aqui está provavelmente a mecânica mais interessante, mas também uma das mais controversas do jogo.

O jogo coloca você contra uma quantidade limitada de tempo e faz suas decisões realmente terem consequências. Você possui 30 dias e 30 noites para salvar sua família, mas não é um contador correndo em tempo real enquanto você explora.

O jogo divide cada dia e cada noite em segmentos, e determinadas ações consomem esses períodos, missões, treinamento, algumas atividades e outras decisões importantes gastam tempo. Explorar livremente e lutar contra inimigos comuns, por exemplo, não faz o relógio simplesmente disparar, isso cria uma situação muito interessante: você não consegue fazer tudo em uma única partida, e isso é proposital.

Além disso, determinadas missões precisam ser concluídas dentro desses períodos, se você pega uma missão e não consegue terminá-la a tempo, ela pode falhar e as consequências acontecem e eu descobri isso da pior maneira possível.

No primeiro dia, eu fracassei em várias missões simplesmente porque ainda não tinha entendido direito como o sistema funcionava e fiquei MUITO triste, porque, como uma amante de sidequests e loot, meu instinto natural é querer fazer absolutamente tudo, só que Dawnwalker basicamente olha para você e fala: “Não, você vai ter que escolher, querida”.

E, apesar da frustração inicial, acho que esse sistema é uma das coisas que tornam o jogo tão interessante, você realmente precisa decidir o que vale seu tempo.

Você pode escolher ajudar determinado personagem, investigar uma área, procurar um equipamento ou seguir uma missão, mas cada escolha significa abrir mão de outra coisa É uma estrutura que incentiva bastante a rejogabilidade e faz com que suas decisões tenham um peso diferente do RPG tradicional.


Bandai Namco Entertainment/Divulgação

Combate

O combate mistura espada, defesa direcional e habilidades sobrenaturais. A parte humana de Coen utiliza principalmente combate corpo a corpo, seja na mão ou na espada, enquanto seu lado vampírico adiciona poderes e possibilidades diferentes durante as batalhas, existe uma preocupação maior com posicionamento e defesa do que simplesmente sair apertando o botão de ataque.

É mais dinâmico assim, e possuindo ataque, defesa e esquiva, acaba tendo um detalhe que deixa tudo muito mais interessante; Você precisa observar o inimigo, defender na direção correta e encontrar oportunidades para contra-atacar. Você pode atacar de diferentes lados e escolher de onde seu golpe vai partir, e a defesa funciona da mesma maneira, se o inimigo está atacando pela esquerda, você precisa bloquear o lado esquerdo, se ele vem pela direita, você precisa acompanhar o ataque e defender aquela direção. 

É um sistema relativamente simples de entender, mas que consegue criar bons momentos de tensão principalmente quando você está enfrentando vários inimigos ou precisa decidir quando vale a pena utilizar suas habilidades vampíricas e quando você começa a dominar isso, o combate fica muito satisfatório.


Bandai Namco Entertainment/Divulgação

Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades de Vampiros

Uma coisa que gosto na proposta é que o vampirismo não funciona simplesmente como um "modo fácil", você ganha poderes, mas também existem consequências.

Coen precisa lidar com sua fome e com a própria natureza vampírica, enquanto suas ações podem afetar a forma como determinados personagens reagem a ele, até mesmo se você estiver com muita fome, pode atacá-los sem querer. Sim, o jogo te obrigada a drenar um humano, seja principal ou não, seja seu amigo, ou não.

E é muito divertido perceber como essas habilidades mudam a forma como você encara determinados encontros., você começa com uma experiência mais próxima de um RPG medieval tradicional e, conforme vai abraçando esse lado vampírico, percebe que existem muito mais possibilidades disponíveis, essa dualidade entre humanidade e vampirismo também funciona muito bem dentro da própria história.


Bandai Namco Entertainment/Divulgação

Builds, equipamentos e progressão

E aqui entra outra coisa que me ganhou completamente: A estrutura de RPG.

Tem atributos, habilidades, builds, armas, armaduras e diferentes formas de desenvolver seu personagem. É aquele tipo de progressão que me faz pensar “Só vou melhorar mais uma coisa e depois paro.” E três horas depois estou tentando comparar todos os equipamentos possíveis para ver qual se encaixa melhor.

A variedade de possibilidades combina muito bem com o mundo aberto e com o sistema de escolhas, porque você pode desenvolver Coen de acordo com a forma que prefere jogar.


Bandai Namco Entertainment/Divulgação

Exploração e mundo aberto

O mundo de Dawnwalker é grande, mas a estrutura dele é um pouco diferente daquela de um RPG de mundo aberto tradicional. Em vez de simplesmente jogar dezenas de atividades no mapa e esperar que você faça tudo, o jogo parece querer que você escolha o que realmente importa.

A estrutura de mundo aberto funciona muito bem para mim, e aqui existe um problema: eu sou completamente incapaz de ignorar uma sidequest, se tem uma missão secundária no mapa, eu quero faze; Se tem uma casa abandonada, eu quero entrar; Se tem um baú, eu quero abrir; Se existe um caminho suspeito no meio da floresta, obviamente eu vou descobrir onde ele vai dar.

Então imagina minha felicidade descobrindo que o jogo tem um sistema em que você simplesmente não pode fazer tudo. Pois é. Você encontra missões, personagens, segredos e situações que podem se desenvolver de maneiras diferentes dependendo de quando e como você decide agir, isso faz com que explorar não seja apenas uma questão de procurar loot, é também procurar oportunidades, e como o tempo é limitado, até uma missão aparentemente pequena pode acabar se tornando uma escolha importante.


Bandai Namco Entertainment/Divulgação

Escolhas e consequências

Essa talvez seja uma das maiores forças do jogo. Dawnwalker não quer que você tenha uma experiência em que simplesmente completa todas as missões e depois volta para a história principal, você vai perder coisas; Personagens podem morrer; Missões podem mudar; Algumas oportunidades podem desaparecer.

O jogo não trata suas escolhas simplesmente como diálogos diferentes, elas podem mudar acontecimentos, afetar personagens e fazer com que determinadas oportunidades desapareçam e isso cria uma sensação muito boa de que você realmente está construindo a sua versão daquela história.

E você precisa aceitar que não é possível salvar todo mundo e ver tudo, essa filosofia combina perfeitamente com o sistema de tempo e é uma das coisas que mais diferenciam Dawnwalker de outros RPGs de mundo aberto.


Bandai Namco Entertainment/Divulgação

Direção artística e atmosfera

Visualmente, o jogo aposta pesado no lado sombrio da fantasia medieval, a ambientação combina muito bem com a temática de vampiros, principalmente quando o mundo começa a mudar conforme a noite chega. A arquitetura medieval, as florestas, as vilas e os ambientes dominados pelos vampiros criam uma identidade visual muito forte, para alguém como eu, que gosta desse lado mais gótico e sombrio, é um prato cheio.


Bandai Namco Entertainment/Divulgação

Alguns problemas

Agora, nem tudo são flores. O principal problema que encontrei foi a otimização, o jogo poderia estar um pouco mais otimizado quando se compara a alguns outros do mesmo calibre, em alguns momentos, principalmente durante determinadas cutscenes, eu tive bastante problema, pois travava demais, o que acaba quebrando um pouco a imersão.

E é uma pena, porque o jogo consegue criar momentos muito bons narrativamente e visualmente, então quando acontece uma queda brusca de desempenho justamente durante uma cena importante, você acaba saindo um pouco daquela experiência. Apesar disso, não acho que seja algo que apague todas as qualidades do jogo. É mais uma questão de polimento que espero que seja melhorada.

Algumas atividades são repetitivas, mas até aí isso não me incomoda tanto, considerando que eu posso escolher não lutar com o mesmo grupinho de bandidos que spawna no mapa. 

A passagem do tempo pode ser um problema, por mais que seja um pouco frustrante eu não poder fazer tudo que gostaria, eu entendi que a proposta é que algumas coisas sejam perdidas, e que cada vez posso fazer algo diferente, adiciona mais peso as minhas escolhas.


Bandai Namco Entertainment/Divulgação

Conclusão

Eu já tinha interesse nele pela estética gótica e vampiresca, mas foi a gameplay que realmente me ganhou.

O jogo consegue juntar tudo que eu gosto em um RPG: mundo aberto, exploração, sidequests, loot, builds, equipamentos, escolhas, diálogos e um combate divertido, enquanto adiciona uma temática de vampiros que combina perfeitamente com tudo isso.

The Blood of Dawnwalker é um RPG que tenta fazer algo que muitos mundos abertos esqueceram de fazer: fazer suas escolhas realmente custarem alguma coisa, você tem uma família para salvar, um mundo para explorar, poderes vampíricos para dominar e, acima de tudo, tempo limitado para decidir o que realmente importa.

O sistema de tempo é uma ideia excelente, mesmo tendo me feito sofrer bastante no começo. Como alguém que quer fazer todas as missões e pegar absolutamente tudo, aceitar que algumas coisas simplesmente vão escapar das minhas mãos foi doloroso, ele não é perfeito e possui alguns problemas de repetição e polimento, mas sua atmosfera, narrativa e proposta conseguem fazer dele uma experiência bastante diferente dentro do gênero.

No fim, The Blood of Dawnwalker é, para mim, exatamente o que o nome sugere: uma experiência sombria, vampiresca e cheia de escolhas, com uma ótima estrutura de RPG.




Cópia de PC cedida pelos produtores

Revisão: Gabriel Galdino

 

Nota Final: 9/10

Prós:

✔️ Excelente temática vampiresca 

✔️ Estética gótica linda 

✔️ Sistema de combate direcional 

✔️ Escolhas com consequências 

✔️ Grande potencial de rejogabilidade 

Contras:

❌ Otimização ainda poderia ser melhor 

❌ Sistema de tempo pode frustrar bastante no começo

❌ Algumas atividades podem ficar repetitivas 



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SEGA confirma presença na BGS 2026 com estande ampliado

A SEGA está confirmada na Brasil Game Show 2026. A empresa participará novamente da maior feira de games das Américas, que acontece entre os dias 9 e 12 de outubro, no Distrito Anhembi, em São Paulo.

Esta será a quarta participação consecutiva da SEGA com um estande próprio no evento. Para a edição deste ano, a companhia prepara uma estrutura maior: o espaço terá o dobro do tamanho em relação ao estande apresentado na BGS do ano passado.

Apesar da confirmação, as atrações que estarão disponíveis para o público ainda não foram divulgadas. De acordo com a organização, os detalhes sobre os jogos e atividades que a SEGA levará para a feira serão anunciados mais próximo da realização do evento.

BGS 2026


A Brasil Game Show 2026 será realizada de 9 a 12 de outubro, no Distrito Anhembi, localizado na Avenida Olavo Fontoura, 1209, em Santana, São Paulo. O primeiro dia será exclusivo para imprensa e negócios, além dos portadores dos Passaportes Premium e Camarote. O evento funcionará das 13h às 21h.

Os ingressos para a feira já estão disponíveis, com opções de entradas para dias individuais e diferentes modalidades de passaporte. Entre as opções estão o Passaporte Premium, Passaporte Business e Passaporte Camarote, que oferecem benefícios como acesso antecipado e entrada exclusiva.

Realizada desde 2009, a BGS já recebeu mais de 3,4 milhões de visitantes ao longo de suas edições. O evento reúne grandes empresas da indústria de games, lançamentos, estúdios independentes e personalidades do mercado mundial de jogos eletrônicos.

Mais informações sobre as atrações da SEGA na BGS 2026 devem ser divulgadas nos próximos meses.


Review: Duskfade (PC) – O valor do tempo


Baseado nos clássicos jogos de aventura do PlayStation 2, Duskfade impressiona pela sua robustez e qualidade, virando quase um título obrigatório para quem gosta do gênero. O jogo não tenta reinventar a fórmula dos clássicos de ação e aventura, mas utiliza muito bem elementos já conhecidos para entregar uma experiência divertida, bonita e bastante carismática.

Ficha técnica:

Desenvolvimento: Weird Beluga 

Distribuição: Fireshine Games 

Jogadores: 1 (local)

Gênero: Ação, Aventura, Plataforma 3D 

Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 

Idioma: Português+

Uma aventura clássica que ainda funciona 



A jogabilidade de Duskfade se trata do bom e velho jogo de ação e aventura, como jogos como Spyro, Ratchet & Clank e tantos outros que marcaram a época do PlayStation 2.

Porém, jogos desse gênero têm aos montes na indústria de jogos indies. O que diferencia Duskfade dos demais é justamente seu escopo e sua qualidade.

A movimentação funciona muito bem. O design de níveis é ótimo, principalmente para o jogador que quer achar colecionáveis durante as fases, bem como a progressão do jogador, que, a cada fase cumprida, aprende novas habilidades que incrementam a jogatina.

Esse incremento se dá tanto no sentido da exploração quanto no combate, que, embora um pouco impreciso, funciona bem.

Um mundo que impressiona 


Os gráficos de Duskfade são ótimos. A escolha estética por um 3D nos moldes dos jogos da época do PlayStation 2 foi muito acertada. Além disso, os cenários são um show à parte, com cada área do jogo sendo diferente uma das outras e bastante criativa.

O uso de cores é muito bem feito e a direção de arte finaliza bem aquilo que vemos nos cenários, criando um mundo que consegue ser bonito sem perder a identidade de uma aventura clássica.

A direção de arte também acerta bastante, desde os adversários até o próprio personagem principal, que pode trocar de roupa no decorrer da jogatina ao conseguir determinados colecionáveis.

Uma história sobre perda e superação



Em Duskfade, acompanhamos Zirian, um jovem que precisa salvar sua irmã das garras do Desespero enquanto tenta restaurar o tecido do tempo e descobrir os segredos dos Mestres Relojoeiros. Para isso, ele conta com a companhia de um Cuco mecânico e precisa explorar um mundo que foi mergulhado em uma noite eterna por uma misteriosa Torre do Relógio.

A história também trabalha temas como perda, luto e amadurecimento, fazendo com que a jornada de Zirian seja mais do que simplesmente atravessar fases e derrotar inimigos. O mundo também guarda fragmentos de histórias e segredos que ajudam a construir sua narrativa.

A história de Duskfade é muito boa e bem estruturada, ainda que simples e fácil de ser entendida para quem tem mais experiência com narrativa. Com um pouco de atenção, dá para saber o final do jogo na primeira hora.

Ainda assim, o fio narrativo funciona muito bem com o jogo e acaba trazendo um tema interessante, que é desenvolvido também de uma forma interessante.

Uma trilha sonora que acompanha a jornada 



A trilha sonora de Duskfade também é muito boa, trazendo um bom clima de aventura para o jogo e conseguindo, portanto, criar uma sensação de jornada que funciona muito bem.

A trilha foi construída para acompanhar a jornada de Zirian por diferentes ambientes, utilizando temas recorrentes para personagens e momentos específicos. A composição também mistura elementos orquestrais com sons eletrônicos, metal e outras influências, ajudando a diferenciar os momentos da aventura.

É uma trilha que cumpre muito bem sua função e combina com a proposta de uma aventura que parece saída diretamente da era dos grandes jogos de plataforma 3D.

Uma aventura com A maiúsculo 


Duskfade é um jogo de aventura com A maiúsculo e deve ser jogado pelos entusiastas do gênero, bem como por aqueles jogadores que querem somente se divertir.

Mesmo utilizando uma fórmula conhecida, o jogo consegue entregar uma experiência extremamente competente, com ótima movimentação, fases criativas, bons gráficos e uma direção de arte que sabe muito bem o que quer fazer.

Duskfade é, acima de tudo, uma bela homenagem aos jogos de aventura da era PlayStation 2 e um dos melhores exemplos recentes de como essa fórmula ainda pode funcionar muito bem.

Chave para PC disponibilizada pela JF Games PR

Nota Final: 9/10

✅ Pontos Positivos

Jogabilidade divertida e competente

Excelente design de níveis

Ótima direção de arte

Cenários criativos e variados

Boa progressão de habilidades

História bem estruturada

Excelente homenagem aos jogos de aventura do PlayStation 2

❌ Pontos Negativos

Combate um pouco impreciso

História relativamente previsível

 

Review - 4ª Temporada de Overwatch reformula por completo o passe de batalha

                                           Imagem: Blizzard Entertainment/Divulgação

Depois de anos de espera, finalmente Overwatch lançou a heróina D.mon. A nova tanque chegou ao jogo com o lançamento da Temporada 4: Heróis de Busan. Mas as novidades não param por aí, a Blizzard também realizou diversas mudanças focadas na qualidade de vida do jogo, como modernização de mapas e um sistema de passe de batalha totalmente reformulado.

No modelo de progressão antigo, o passe consistia em um avanço linear, desbloqueando recompensas desde o escalão 1 até o 80. Agora, os cosméticos estão agrupados em trilhas. Após concluir a trilha introdutória, os jogadores podem escolher o que querem desbloquear a seguir. Desenvolvedores explicaram que o intuito é dar mais agência aos jogadores, permitindo que eles priorizem conquistar primeiro o que consideram mais importante.

                                             Imagem: Blizzard Entertainment/Divulgação

O tema da vez é cibernético, e o visual da trilha introdutória é para D.va. O estilo cibermecânica combina as primárias azul e amarelo, além de detalhes e manchas de tinta na cor rosa (provavelmente um toque pessoal da própria D.va). Essa skin é desbloqueada automaticamente com a compra do Passe Premium, que também concede um bônus de +20% de experiência durante toda a temporada.

A próxima trilha fica a critério do jogador, mas caso nenhuma seja selecionada, o jogo segue um padrão indo da esquerda para a direita. Nessas condições, a skin seguinte será cibercaubói para Cassidy. É um visual bem minimalista, predominantemente preto, com um azul néon acentuando o chapéu, cinto, botas, e uma jaqueta estilo Cyberpunk 2077.

Brigitte cibercampeã vem em seguida, e pessoalmente é a lendária que menos me interessou. Nessa releitura, a jovem engenheira veste um macacão branco e um colete de couro. O resto de seu corpo é envolvido por uma armadura robótica com botas, ombreiras e manoplas. Seu mangual tem o formato de um troféu, o que é um detalhe bem legal, reforçando a fantasia de campeã. Ainda na trilha de Brigitte, há um visual épico para Zenyatta: cibergato, que, como o nome sugere, põe uma cabeça de gato robô no monge omnico. Ainda que não altere completamente a aparência do herói, é uma recompensa gratuita imperdível.

Se a skin lendária de Brigitte deixou a desejar, o mesmo não pode ser dito sobre Pharah ciberraptor. Sua armadura de aço preto é imponente; a máscara de caveira e os chifres são um sinal claro para evitar chegar perto desse demônio voador durante as partidas.

Por fim, Moira recebe o traje ciberelegante belíssimo. Sendo uma geneticista sem medo de usar a tecnologia para ultrapassar os limites das capacidades humanas, o tema do passe combinou com ela de maneira incrível. A renda, o penteado, o braço mecânico, tudo se encaixa naturalmente em quem ela é, tanto em personalidade quanto em gameplay.

Ainda há duas trilhas extras no passe. Uma se dedica à entregar moedas e prismas míticos, enquanto a outra reúne dois visuais épicos. O primeiro é para o Winston. Ciberprimata põe no gorila um capacete com moicano verde, bem punk, enquanto seu traje espacial é tingido de rosa choque com um degradê roxo e pontilhado azul celeste. Já a skin épica de Sojourn, cibervigia, não tem uma paleta tão chamativa. Todo o corpo é preto. Pés, joelhos, rosto e cabelo são violeta. A única mudança em relação a seu visual padrão é a presença de um capacete. É uma épica bonita e gratuita, mas honestamente um potencial desperdiçado. Sojourn é quase toda composta por próteses cibernéticas, ela era a candidata perfeita para ter ganho uma skin lendária, não uma épica com poucas mudanças.

                                               Imagem: Blizzard Entertainment/Divulgação

Com essa reformulação no passe de batalha, uma nova mecânica foi implementada. Agora é possível hackear uma skin lendária e substituí-la por outra de sua escolha. Há uma coleção de 12 skins de loja disponíveis para fazer essa troca. Dentre essa seleção, há opções para todos os gostos, desde Reinhardt Papelão até Lifeweaver Sakura. Um uso de hack é disponível por passe, e a equipe confirmou que as opções de troca serão renovadas a cada temporada.

Mesmo com as mudanças, o passe premium segue custando o valor padrão de 1.000 moedas. Ao completá-lo, o jogador terá recebido 80 prismas míticos (suficientes para adquirir uma skin mítica completa), 5 skins lendárias, 3 épicas, um total de 1.750 créditos para comprar cosméticos comuns e do Overwatch clássico. 600 moedas podem ser obtidas por todos, independentemente de possuir o passe premium ou não. Também há uma caixa de itens lendária gratuita.

                                                Imagem: Blizzard Entertainment/Divulgação

O passe de batalha supremo é uma oferta para aqueles que estão dispostos a gastar mais. Custando cerca de R$ 220, o pacote inclui:

  • Passe Premium
  • 20 escalões 
  • 2.000 moedas
  • Skin lendária Demônia Divina para D.mon
  • Skin lendária Metalcore para Rainha Junker

Observação: essas skins não são cosméticos exclusivos dessa oferta. É possível adquirí-las individualmente através do site de Overwatch, com dinheiro real.

Outra novidade é que passes de batalha de temporadas antigas foram confirmados para retornar ao jogo. Ainda não foi detalhado qual passe especificamente irá voltar e qual será o preço. O que sabemos é que, uma vez adquiridos, permanecerão disponíveis para serem concluídos sem tempo de expiração; se você já possuía o passe, mas não o completou, poderá prosseguir de onde parou sem custo adicional. Esse retorno está marcado para acontecer durante a atualização de meio de temporada, que ocorre em setembro.

Com a nova mecânica de hackear e o retorno de passes antigos, está ficando cada vez mais fácil para os jogadores de Overwatch conquistarem os cosméticos que mais desejam. A temporada 4: Heróis de Busan se encerrará no início de outubro