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Fable demonstra profundamente seu combate em novo gameplay
Review Voidling Bound (PC) - Transformando a captura de criaturas em um shooter de ficção científica viciante
| Hatchery Games/Divulgação |
Voidling Bound é uma daquelas ideias que parecem estranhas quando descritas em poucas palavras, mas que começam a fazer bastante sentido quando colocadas em prática. Desenvolvido e publicado pela Hatchery Games, o título mistura tiro em terceira pessoa, RPG de ação e captura de criaturas em uma aventura de ficção científica bastante colorida.
Aqui, porém, você não é exatamente o protagonista que entra em campo para fazer todo o trabalho. Você assume o papel de um Space Wrangler, responsável por controlar criaturas chamadas Voidlings, evoluí-las e utilizá-las para enfrentar os perigos espalhados por planetas contaminados.
E é justamente essa combinação que faz o jogo se destacar.
Desenvolvimento: Hatchery Games
Distribuição: Hatchery Games
Jogadores: 1 (local)
Gênero: Shooter em terceira pessoa, Ação e Aventura
Português: Sim
Plataformas: PC
Uma mistura inusitada que funciona
A premissa de Voidling Bound lembra imediatamente jogos de captura de criaturas, mas a experiência está muito mais próxima de um shooter de ação. Os combates acontecem em terceira pessoa e permitem atirar, golpear, bloquear, aparar ataques, correr, pular e utilizar habilidades especiais.
A movimentação é importante, principalmente diante de grupos numerosos de inimigos. O jogo coloca o jogador contra enxames de criaturas e chefes contaminados, exigindo que você saiba quando atacar, esquivar ou utilizar uma habilidade mais poderosa.
Mais interessante ainda é que os Voidlings não funcionam simplesmente como companheiros que você captura e esquece. Eles são o verdadeiro coração da progressão.
| Hatchery Games/Divulgação |
Evoluir é tão importante quanto lutar
Cada Voidling possui caminhos de evolução ramificados que permitem alterar atributos, aparência, alinhamento elemental, habilidades e estilo de jogo. Isso cria uma camada estratégica bastante interessante.
Em vez de simplesmente procurar a criatura mais poderosa, o jogador precisa pensar em qual combinação funciona melhor para determinado desafio.
Também é possível distribuir pontos em atributos como força, vitalidade, essência, recuperação e agilidade. A pesquisa de novas melhorias amplia ainda mais as possibilidades de personalização.
O resultado é um sistema que incentiva experimentação. Uma criatura pode ser construída para privilegiar resistência e combate direto, enquanto outra pode assumir uma abordagem mais ágil ou focada em habilidades.
| Hatchery Games/Divulgação |
O sistema de genética é um dos melhores elementos
É aqui que Voidling Bound começa a mostrar suas ideias mais interessantes.
Durante a aventura, é possível encontrar ovos em áreas infestadas, chocá-los e descobrir novos Voidlings. Algumas criaturas podem apresentar características raras, e o jogador ainda pode realizar cruzamentos para combinar naturezas e atributos.
Além disso, existe um sistema de genes que permite coletar partes do corpo, cores, genes de olhos, habilidades e vantagens mutantes. Esses elementos podem posteriormente ser utilizados para criar criaturas personalizadas.
É uma mecânica que transforma a coleta em algo mais significativo. Você não está simplesmente completando uma lista de criaturas: está constantemente procurando combinações melhores.
| Hatchery Games/Divulgação |
Um mundo colorido tomado pela corrupção
Visualmente, Voidling Bound aposta em uma direção artística bastante colorida e cartunesca, contrastando com a temática de uma infestação que está consumindo os planetas.
Os jogadores precisam explorar diferentes biomas, completar missões, sobreviver a arenas e coletar recursos, ovos, pontos de pesquisa e mutágenos necessários para combater o parasita.
Essa variedade ajuda a evitar que a experiência se transforme simplesmente em uma sequência de arenas de combate.
| Hatchery Games/Divulgação |
O Abyss aumenta bastante a longevidade
Depois de dominar os sistemas principais, o Abyss aparece como uma espécie de teste definitivo para as criaturas construídas pelo jogador.
A proposta é simples: quanto mais fundo você avançar, maiores serão os desafios e também as recompensas. Depois de cada vitória, existe a escolha entre continuar arriscando ou retornar em segurança.
Essa estrutura adiciona uma camada interessante de risco e recompensa, especialmente para quem gosta de levar suas criaturas ao limite.
| Hatchery Games/Divulgação |
Veredito
Voidling Bound consegue transformar uma combinação improvável em uma experiência bastante competente. O jogo pega elementos conhecidos de shooters em terceira pessoa e sistemas de captura, criação e evolução de criaturas e encontra uma maneira interessante de fazê-los funcionar juntos.
O combate é rápido, mas é a evolução dos Voidlings que mantém a experiência interessante. Criar criaturas diferentes, testar combinações genéticas e encontrar a configuração ideal para cada desafio dá ao jogador um motivo constante para continuar explorando.
Não é simplesmente um “Pokémon com armas”, nem apenas mais um shooter de ficção científica. Voidling Bound possui uma identidade própria e, principalmente, entende que seu maior diferencial está na relação entre combate e criação de criaturas.
| Hatchery Games/Divulgação |
Cópia de PC cedida pelos produtores
Revisão: Gabriel Galdino
Nota Final: 9/10
Prós:
✔️Combinação criativa de shooter e captura de criaturas
✔️ Sistema profundo de evolução
✔️ Combate dinâmico
✔️ Sistema de risco e recompensa do Abyss
✔️ Direção artística colorida e carismática
Contras:
❌ Alguns sistemas exigem bastante dedicação para serem plenamente aproveitados
❌ Muitos sistemas podem confundir no início
❌ Experiência exclusivamente single-player
Review Geppy X - 70's Style Robot Anime (PC) - Homenageando os animes de mecha dos anos 70 em um anime jogável?
Lançado originalmente apenas no Japão para o primeiro PlayStation, 7 Geppy X - 70's Style Robot Anime finalmente recebeu um relançamento mundial. O obscuro jogo de nave continua inovando ao transformar um shoot 'em up em um verdadeiro anime jogável, homenageando os clássicos animes de mecha dos anos 70 em uma experiência bastante diferente da maioria dos jogos do gênero. Além disso, o relançamento trouxe diversas melhorias que modernizam a experiência sem alterar a essência da obra original.
Desenvolvimento: Implicit Conversions
Distribuição: Bliss Brain
Jogadores: 1 (local)
Gênero: Shoot 'em up
Português: Não
Plataformas: PC, Nintendo Switch e PlayStation
Um conceito diferente
Geppy X - 70's Style Robot Anime é um jogo de nave horizontal com um toque bastante particular. Aqui, os jogadores podem escolher entre três personagens diferentes, cada um com sua própria forma de combate e ataques especiais. Durante as fases, o robô também pode se transformar entre três estilos distintos, equilibrando velocidade, poder e versatilidade.
O objetivo continua sendo avançar pelos cenários derrotando inimigos e enfrentando chefes ao final de cada estágio. Porém, o grande diferencial está na forma como o jogo apresenta essa jornada.
A estrutura da campanha imita completamente um anime clássico. Temos abertura, episódio, intervalos comerciais, encerramento e até mesmo a tradicional prévia do próximo capítulo. Tudo foi pensado para que o jogador tenha a sensação de estar participando de uma série animada dos anos 70.
Outro detalhe interessante é que as cenas variam de acordo com o personagem escolhido e algumas decisões tomadas durante a campanha, oferecendo finais diferentes e aumentando o fator replay.
O relançamento também trouxe diversas melhorias de qualidade de vida, como função de rebobinar, salvamento rápido, disparo automático, filtros CRT, manual digital e seis modos extras desbloqueáveis, incluindo Boss Rush e cenários alternativos. São pequenas adições que tornam a experiência muito mais agradável nos dias atuais.
Uma carta de amor aos animes de mecha dos anos 70
Se existe um aspecto em que Geppy X - 70's Style Robot Anime se destaca, é justamente na sua homenagem aos animes clássicos.
As influências das obras de Go Nagai são extremamente evidentes. O design dos personagens, os robôs gigantes, os inimigos e a própria estrutura narrativa lembram séries como Mazinger Z e Getter Robo.
O grande destaque deste relançamento está na restauração das animações. As mais de 8 mil ilustrações desenhadas à mão foram recuperadas a partir das fitas Betacam originais e restauradas em alta definição. Além disso, as animações passaram dos 15 quadros por segundo da versão original para 24 quadros por segundo.
Os gráficos durante a jogabilidade continuam simples e até um pouco datados, lembrando muito mais os jogos da era 16 bits do que os títulos lançados no final da vida do primeiro PlayStation. Ainda assim, o charme da direção de arte continua funcionando muito bem.
A barreira da linguagem diminuiu, mas não desapareceu
A história acompanha três jovens pilotos que precisam enfrentar o Império Demoníaco Cósmico, uma organização alienígena responsável por invadir a Terra utilizando enormes máquinas conhecidas como Bestas Espaciais. Para impedir a destruição do planeta, os protagonistas assumem o controle do poderoso robô transformável Geppy-X.
A narrativa segue a fórmula clássica dos animes de mecha da década de 1970, com muita ação, drama, evolução dos personagens e até mesmo a tradicional transformação do robô no decorrer da história.
O maior problema do lançamento original era a barreira do idioma. Felizmente, o relançamento adicionou legendas em vários idiomas, incluindo o inglês. Entretanto, a ausência do português acaba sendo uma oportunidade perdida. Considerando o enorme carinho que o público brasileiro tem pelos animes clássicos, uma localização em nosso idioma teria tornado a experiência ainda mais acessível.
Uma trilha sonora que anima qualquer pessoa
A trilha sonora continua sendo um dos maiores destaques do jogo.
Todas as músicas foram claramente inspiradas nos animes japoneses da década de 1970, com canções cantadas, guitarras, sintetizadores e refrões extremamente marcantes.
Outro ponto interessante é a presença de artistas lendários da música japonesa, como Isao Sasaki, Akira Kushida e Hironobu Kageyama, nomes que ajudaram a definir a identidade sonora dos animes daquela época. A dublagem também merece elogios, reunindo alguns dos maiores nomes da indústria japonesa.
A sensação é a de estar assistindo a um anime clássico em vez de simplesmente jogar um shoot 'em up.
Um clássico que finalmente recebeu o reconhecimento que merecia
Mais do que um simples relançamento, 70 PX funciona como um importante trabalho de preservação.
Mesmo que a jogabilidade não seja tão refinada quanto a de outros jogos do gênero, a combinação entre animação, narrativa e trilha sonora continua sendo algo extremamente original.
Finalmente, um dos jogos mais obscuros do catálogo do PlayStation está disponível para um público muito maior.
Nota Final: 8,5
Prós: cenas animadas remasterizadas, trilha sonora excelente, conceito extremamente original e novos recursos de acessibilidade.
Contras: ausência de legendas em português, baixa dificuldade e gráficos da jogabilidade um pouco datados.
Preview: Better Than Dead (PC): violência, realismo e tensão em primeira pessoa
Better Than Dead é um FPS que segue uma nova linha de jogos do gênero focada na estética bodycam, buscando um nível maior de realismo tanto nas mecânicas quanto na apresentação visual. Ainda em acesso antecipado, o jogo já demonstra qual é a sua proposta e entrega uma experiência bastante imersiva, embora alguns elementos da jogabilidade ainda precisem de ajustes.
Ficha técnica:
Desenvolvimento: MONTE GALLO
Distribuição: Micropose
Jogadores: 1 (local)
Gênero: FPS
Plataformas: PC
Idioma: Inglês+
Realismo acima de tudo
A jogabilidade de Better Than Dead preza pelo realismo. O personagem morre com poucos tiros, a movimentação muitas vezes é mais pesada e a mira depende da própria arma, aumentando significativamente a dificuldade.
Porém, ao analisarmos a jogabilidade com mais atenção, alguns problemas começam a aparecer.
O principal deles está na própria proposta do jogo. Better Than Dead pede, em vários momentos, uma abordagem mais frenética, mas nem sempre oferece ferramentas para que isso aconteça de forma natural.
As balas, por exemplo, são infinitas, mas o carregamento da arma continua sendo obrigatório. Isso faz com que o jogador seja forçado a recarregar durante os confrontos e, como os inimigos eliminam o protagonista com poucos disparos, a tendência é abandonar a agressividade e optar por uma abordagem mais estratégica.
Outro problema está na inteligência artificial. Depois de algumas horas, torna-se perceptível que os inimigos repetem padrões e posições com muita frequência, fazendo com que a experiência se transforme em um exercício de memorização e tentativa.
Ainda assim, levando em consideração que o jogo está em acesso antecipado, a jogabilidade consegue cumprir bem o seu papel.
Hong Kong nunca pareceu tão real
Se existe um aspecto em que Better Than Dead realmente impressiona, é no visual.
Todo o poder gráfico do jogo parece ter sido direcionado para a construção dos cenários. Restaurantes iluminados por letreiros de neon, becos escuros, casas noturnas e corredores apertados criam uma ambientação extremamente convincente. Essa representação de Hong Kong é, sem dúvida, um dos maiores destaques da experiência.
Os modelos dos inimigos são mais simples, mas isso acaba passando despercebido graças ao excelente trabalho realizado na ambientação.
A direção de arte também merece elogios. Ao apostar em uma atmosfera mais sombria e realista, o jogo consegue mergulhar o jogador em sua proposta rapidamente, criando uma sensação constante de tensão.
Uma história contada nas entrelinhas
Better Than Dead não possui uma narrativa tradicional.
A história acompanha uma mulher que foi vítima de exploração sexual e decide buscar vingança contra aqueles que destruíram sua vida. Armada apenas com uma pistola e uma câmera corporal, ela percorre diferentes cenários em busca de seus responsáveis.
Grande parte da narrativa é construída de forma indireta, através das fases e da ambientação.
Mesmo sem diálogos elaborados ou grandes cenas cinematográficas, o jogo consegue transmitir sua mensagem. Os cenários, os detalhes visuais e a própria direção artística ajudam a construir uma experiência narrativa bastante eficiente.
Uma trilha que cumpre seu papel
A trilha sonora não é um dos grandes destaques do jogo, mas funciona bem dentro da proposta.
As músicas acompanham a tensão dos confrontos e ajudam a reforçar a atmosfera inspirada nos filmes de ação de Hong Kong das décadas de 1980 e 1990, uma das principais influências do projeto.
No entanto, falta um pouco mais de variedade entre as faixas. Em alguns momentos, a trilha acaba ficando em segundo plano, dando mais espaço aos efeitos sonoros dos disparos, dos passos e dos ambientes.
Ainda assim, o trabalho de ambientação sonora é competente e contribui para a imersão.
Um projeto com muito potencial
Better Than Dead é um ótimo representante dessa nova geração de jogos em estilo bodycam. A proposta funciona, os gráficos impressionam e a atmosfera é extremamente envolvente.
Por outro lado, alguns problemas de jogabilidade e o comportamento dos inimigos mostram que ainda há espaço para melhorias. Felizmente, como o jogo ainda está em acesso antecipado, existe uma grande margem para ajustes.
Se os desenvolvedores conseguirem refinar algumas mecânicas e equilibrar melhor a relação entre realismo e ação, Better Than Dead tem tudo para se tornar uma das experiências mais interessantes do gênero.
Copia para PC cedida pelos desenvolvedores









