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Review (PC) | CloverPit: Unholy Fusion aprofunda o sistema de builds sem perder a identidade do jogo

Expandir um roguelite costuma representar um desafio. Adicionar novos itens nem sempre é suficiente para justificar uma DLC paga, principalmente quando o jogo-base já possui grande variedade de conteúdo.

Unholy Fusion evita esse problema ao modificar um dos sistemas centrais de CloverPit. Em vez de apenas aumentar a quantidade de amuletos, a expansão cria novas possibilidades para utilizá-los.

Future Friends Games/ Divulgação

Por Bruno Vila Costa

A Surgery Machine muda completamente o planejamento

A principal novidade é a Surgery Machine. O equipamento permite fundir dois amuletos para gerar versões mais poderosas. Essa mecânica altera toda a lógica das builds.

Itens que antes serviam apenas como apoio passam a funcionar como ingredientes para equipamentos muito mais eficientes. Isso faz com que o planejamento deixe de considerar apenas a rodada atual.

Agora, diversas decisões são tomadas pensando em combinações que poderão surgir vários ciclos depois.


Mais conteúdo para experimentar

Future Friends Games/ Divulgação


Além da nova máquina, a expansão adiciona dezenas de conteúdos inéditos. São novos amuletos, Fusion Charms, modificadores, Memory Cards e um final secreto.

O mérito da DLC está na integração desses elementos. Os novos itens não parecem separados do restante do jogo. Eles dialogam diretamente com as mecânicas existentes e ampliam possibilidades que já faziam parte da experiência original. Isso aumenta significativamente a variedade de builds.


Nem toda mudança melhora o equilíbrio

Future Friends Games/ Divulgação


A expansão também amplia um problema do jogo-base. Com mais itens disponíveis, encontrar componentes específicos para determinadas builds se torna ainda mais dependente da aleatoriedade.

Jogadores iniciantes provavelmente terão dificuldade para entender quais fusões realmente compensam. A DLC também foi claramente pensada para quem já domina CloverPit.

Quem ainda está aprendendo os sistemas principais dificilmente aproveitará todo o potencial das novas mecânicas.


Vale a pena

Como expansão, Unholy Fusion cumpre seu objetivo. Ela modifica decisões importantes durante cada partida, amplia o número de estratégias possíveis e aumenta o fator de rejogabilidade.

O conteúdo não resolve todas as limitações do jogo-base, principalmente em relação ao excesso de aleatoriedade, mas adiciona profundidade suficiente para justificar uma nova campanha.

Para jogadores que já investiram dezenas de horas em CloverPit, trata-se de uma expansão que melhora a experiência sem descaracterizar aquilo que tornou o jogo diferente.

Nota Final: 8,5/10

Pontos positivos

  • Surgery Machine adiciona profundidade às builds.

  • Excelente integração com os sistemas do jogo-base.

  • Grande quantidade de novos conteúdos.

  • Incentiva experimentação constante.

  • Aumenta significativamente a rejogabilidade.

Pontos negativos

  • Expansão depende do conhecimento prévio do jogo.

  • A aleatoriedade influencia ainda mais algumas builds.

  • Poucas novidades narrativas.

  • Curva de aprendizado mais elevada para novos jogadores.

Review (PC) | CloverPit transforma uma máquina caça-níquel em um dos roguelites mais criativos dos últimos anos

Os roguelites costumam buscar inspiração em sistemas de combate, construção de baralhos ou exploração procedural. O CloverPit segue um caminho diferente. Desenvolvido pelo estúdio independente Panik Arcade e publicado pela Future Friends Games, o título substitui espadas, armas e cartas por uma máquina caça-níquel.

A proposta pode parecer limitada à primeira vista. Entretanto, poucas partidas são suficientes para entender que a máquina funciona apenas como ponto de partida para um sistema complexo de gerenciamento de recursos, construção de builds e tomada de decisões sob pressão.

O resultado é um jogo que encontra identidade própria dentro de um gênero cada vez mais competitivo.

Future Friends Games/ Divulgação

Por: Bruno Vila Costa

Uma ideia simples executada com eficiência

Toda a experiência acontece dentro de uma pequena cela. A cada rodada, o jogador precisa quitar uma dívida utilizando o dinheiro obtido na máquina caça-níquel.

Se o valor não for alcançado antes do fim do prazo, a partida termina. Essa regra extremamente simples sustenta toda a estrutura do jogo.

Cada giro representa uma decisão. Vale investir todo o dinheiro em busca de um grande retorno ou preservar recursos para a próxima rodada? Utilizar um item agora ou guardar para uma situação mais crítica? Essas escolhas mantêm a tensão constante durante praticamente toda a partida.


Jogabilidade MUITO criativa


Future Friends Games/ Divulgação


O grande mérito de CloverPit está na construção das partidas. O jogador encontra dezenas de amuletos, melhorias permanentes, modificadores e consumíveis que alteram completamente o funcionamento da máquina.

Alguns itens aumentam multiplicadores, outros modificam símbolos específicos. Existem equipamentos focados em geração de dinheiro, redução de custos ou criação de sinergias extremamente poderosas.

Essa variedade faz com que duas partidas dificilmente sejam iguais. A progressão também funciona bem. Mesmo após derrotas, o jogador aprende novas combinações e entende melhor quais estratégias funcionam em cada situação.

O fator aleatório continua importante, mas normalmente existe espaço suficiente para adaptar a build às oportunidades encontradas.


Direção de arte e atmosfera

Future Friends Games/ Divulgação


Visualmente, CloverPit aposta em uma ambientação opressiva. A cela enferrujada, a iluminação escura e os efeitos sonoros criam uma sensação constante de desconforto.

A trilha sonora acompanha esse ritmo sem exagerar na repetição, enquanto os efeitos da máquina ajudam a transmitir a importância de cada giro. O jogo não depende de gráficos complexos para construir personalidade. Sua identidade surge justamente da combinação entre cenário, interface e design sonoro.


O que poderia ser melhor

Future Friends Games/ Divulgação


A grande quantidade de itens também cria alguns problemas. Nem todas as builds possuem o mesmo potencial, e algumas partidas acabam dependendo mais da sorte do que da capacidade de adaptação do jogador.

Em sessões muito longas, administrar dezenas de modificadores simultaneamente também pode dificultar a leitura da partida. Ainda assim, esses problemas raramente comprometem o funcionamento geral do jogo.


Conclusão

CloverPit consegue transformar uma ideia aparentemente limitada em um roguelite extremamente envolvente.

A construção de builds funciona muito bem, o gerenciamento de recursos mantém a tensão constante e o fator de rejogabilidade permanece elevado durante muitas horas.

Não é um jogo que busca contar uma grande história. Seu principal objetivo é fazer o jogador acreditar que a próxima rodada será melhor do que a anterior. Na maior parte do tempo, ele consegue.

Nota Final: 9/10

Pontos positivos

  • Conceito extremamente original.

  • Excelente sistema de progressão.

  • Grande variedade de builds.

  • Atmosfera consistente.

  • Alto fator de rejogabilidade.

Pontos negativos

  • Algumas partidas dependem excessivamente da sorte.

  • Interface pode ficar confusa em builds muito complexas.

  • Curva de aprendizado relativamente alta.

BLUE REFLECTION Quartet: Redescubra a melodia da KOEI TECMO, já disponível

A KOEI TECMO America e a desenvolvedora Gust convidam os fãs a explorarem o universo de BLUE REFLECTION de uma forma inédita com o lançamento de BLUE REFLECTION Quartet, uma coletânea que reúne os quatro títulos da franquia em uma única edição. Para celebrar a chegada da coleção, as empresas divulgaram um trailer inédito, acompanhado de uma nova ilustração assinada pelo designer de personagens e supervisor geral Mel Kishida, antecipando a atmosfera e a emoção que aguardam os jogadores. BLUE REFLECTION Quartet já está disponível em formato digital para PlayStation®5, Nintendo Switch™ e Windows PC (via Steam®).

Em BLUE REFLECTION Quartet, os fãs reencontrarão a heroica série de RPG, retornando ao mundo mágico das Reflectors e vivenciando os laços entre as estudantes enquanto elas enfrentam desafios no ambiente escolar. BLUE REFLECTION Quartet permite aos jogadores redescobrir os dois jogos da série para consoles e um cenário narrativo que resume os eventos do anime de 24 episódios BLUE REFLECTION: RAY; além disso, o título BLUE REFLECTION: SUN (originalmente exclusivo para PC e dispositivos móveis) será portado para consoles pela primeira vez. Cada título contará com recursos exclusivos desta versão Quartet.

Os jogadores retornarão ao ponto de partida na versão Quartet de BLUE REFLECTION (lançado originalmente em 2017), reencontrando as estudantes Hinako, Yuzuki e Lime enquanto elas se preparam para enfrentar uma ameaça iminente ao seu mundo. Os fãs poderão apreciar os cenários, personagens e o visual atmosférico da água cintilante do jogo em alta resolução, além de aproveitar recursos ausentes no lançamento original, como velocidade de movimentação aprimorada e salvamento automático.

Após o primeiro título, a série de animação BLUE REFLECTION: RAY foi exibida em 2021. No Brasil, está disponível para assistir na plataforma de streaming Crunchyroll. Os jogadores retomarão a história das estudantes Hiori e Ruka, acompanhando-as enquanto recuperam suas memórias e coletam "Memory Shards" (Fragmentos de Memória) para aprofundar a narrativa. O relançamento também introduz novos modelos 3D das personagens principais e uma história curta adicional, desbloqueável através da coleta de Memory Shards. Além disso, um prólogo e um epílogo serão incluídos para conectar os títulos da série entre si.

Um outra boa novidade é que os jogadores poderão vivenciar a história de BLUE REFLECTION: SUN nos consoles pela primeira vez! Os fãs embarcarão na missão de proteger um mundo à beira da destruição, contando com um sistema de combate revitalizado herdado de BLUE REFLECTION: Second Light. O jogo também oferece um evento inédito para o Capítulo 24, conversas exclusivas não presentes no lançamento original e um prólogo e epílogo que conectam este título aos demais da série.  

BLUE REFLECTION: Second Light, originalmente lançado em 2021, acompanha a protagonista Ao Hoshizaki enquanto ela e suas colegas lidam com seus sentimentos, tentam recuperar memórias perdidas e descobrem a verdade sobre o mundo estranho em que entraram. Na versão Quartet do título, oito novos membros para a equipe de batalha juntam-se ao combate. Vários recursos de conveniência, como velocidade de movimento aumentada e salvamento automático, também foram adicionados. Além disso, rostos conhecidos como Yuzuki e Lime estarão disponíveis no modo de fotografia junto com outros personagens, permitindo que os fãs tirem fotos de todo o elenco.

BLUE REFLECTION Quartet também introduz um banco de dados de "Referências", permitindo que os jogadores compreendam melhor o mundo do jogo, além de oferecer insights sobre os relacionamentos entre os personagens e elementos de construção de mundo. Uma seleção de ilustrações de Mel Kishida também estará disponível para visualização na função "Galeria".

Já está disponível para PlayStation®5, Nintendo Switch™ 2, Nintendo Switch™ e Windows PC via Steam®. BLUE REFLECTION Quartet conta com dublagem em japonês e textos apenas em inglês. Para maiores informações, acesse o site oficial!
 

Trailer

 

Preview: Barbarian Saga The Beastmaster (PC): você dá nada pelo Metroidvania até se viciar por ele

Nós jogamos a demo de Barbarian Saga: The Beastmaster, que chega oficialmente em setembro de 2026! Pelos trailers e pelas informações divulgadas, parecia apenas mais um Metroidvania independente tentando conquistar espaço em um gênero extremamente disputado. De início, eu tinha 0 de expectativas. Entretanto (e felizmente), o título já entrega um spoiler: Barbarian Saga: The Beastmaster é absurdamente viciante. Com visual 2D desenhado à mão e uma clara inspiração nos clássicos do gênero, o jogo combina exploração, ação intensa e elementos de RPG em uma aventura que consegue transmitir personalidade própria. Confira abaixo minhas principais impressões até o momento.

 

Ficha Técnica

  • Data de lançamento: 8 de setembro de 2026
  • Desenvolvedora: Dormidin Studio
  • Distribuidora: Selecta Play
  • Plataformas: Microsoft Windows e PlayStation 5
  • Gêneros: Ação, Aventura e Indie
  • Estúdio responsável pela publicação: Selecta Play
  • Modo de jogo: Um jogador
  • Estilo: Metroidvania 2D com visual desenhado à mão
  • Ambientação: Fantasia medieval 

A narrativa de Barbarian Saga: The Beastmaster


A história se passa em Arbórea, um mundo que viveu um breve período de paz após as devastadoras Guerras dos Portais. No entanto, essa tranquilidade está prestes a chegar ao fim. O novo rei de Imperia, aliado ao Reino Sagrado, inicia uma campanha de perseguição e guerra contra os povos não humanos. Para fortalecer seu domínio, os governantes contam com os serviços de Trece XIII, um dos últimos feiticeiros de Arbórea, e seus poderosos generais. Em meio ao caos, uma antiga profecia anuncia que um escolhido será capaz de unir homens e animais e restaurar a paz. É nesse cenário que somos apresentados ao universo de Barbarian Saga: The Beastmaster.

Assumimos o papel do último Beastmaster, um guerreiro capaz de utilizar as almas de animais e criaturas para adquirir novas formas e habilidades. Essa mecânica é um dos pilares da experiência e também uma das características mais interessantes da demo. Cada novo poder conquistado não serve apenas para tornar o personagem mais forte em combate, mas também para expandir a exploração, abrindo passagens antes inacessíveis e revelando novas áreas do vasto mapa interligado.

Principais mecânicas e jogabilidade

Para quem já é acostumado com o estilo Metroidvania, não vai se surpreender muito aqui. O mapa é contínuo e repleto de segredos, atalhos e regiões que exigem habilidades específicas para serem acessadas. O que posso recomendar é, de vez em quando, que a gente tente se lembrar de retornar a uma área antiga e tentar descobrir os segredos, como a de passagem misteriosa, bastante comum nos jogos eletrôcniicos. 

Outro elemento é o sistema de contas para o colar ritual do protagonista. Durante a aventura, encontramos presas, amuletos e raízes de plantas que podem ser equipados para modificar diferentes atributos, como ataques, vitalidade e mana. Esse sistema adiciona um componente estratégico à progressão e permite criar estilos de jogo distintos, oferecendo liberdade para experimentar diferentes combinações.

Quanto aos combates. Além das batalhas tradicionais espalhadas pelo mapa, existem arenas especiais nas quais os confrontos assumem uma apresentação diferenciada. A câmera se aproxima dos personagens e barras de energia aparecem na tela, remetendo diretamente aos jogos de luta clássicos. É uma ideia bastante criativa e que ajuda a dar identidade própria ao projeto. Nessas arenas, também é possível melhorar habilidades e conseguir itens únicos, tornando os desafios ainda mais recompensadores.

A progressão do protagonista vai além das transformações animais. Ao longo da aventura, aprendemos novas técnicas de espada ensinadas por nosso antigo mestre, utilizamos poções mágicas, lançamos maldições e exploramos o poder da espada devoradora de corações, uma arma misteriosa capaz de conceder poderes dignos de um deus. Essa variedade faz com que o combate não se torne repetitivo e garante uma boa quantidade de possibilidades para enfrentar os inimigos.

O maior mérito da demo é a sensação constante de "só mais alguns minutos". Quando percebi, já havia passado muito tempo jogando. Minha expectativa é de que Barbarian Saga: The Beastmaster conseguirá manter esse nível de qualidade durante toda a campanha completa, afinal depois de experimentar essa prévia, setembro parece estar mais distante do que nunca. Abaixo, alguns vídeos curtos mostrando mais da jogabilidade do jogo:

 


 


 

 

Nossos agradecimentos para quem leu até aqui! Acompanhem a Revista Jovem Geek, pois traremos futuramente a análise completa do jogo. Além disso, temos muitas outras reviews de games!

Nossos agradecimentos para a Dormidin Studio por nosso código para a preview