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Review - A Investigação Póstuma (PC): um mistério literário preso em um loop temporal

Mother Gaia Studio/Reprodução

Inspirado em um dos personagens mais icônicos da literatura brasileira, A Investigação Póstuma leva os jogadores para uma versão noir do Rio de Janeiro de 1937, onde um aristocrata assassinado faz um pedido inusitado após a morte: descobrir quem o matou. Preso em um loop temporal, você terá apenas um dia para reunir pistas, conectar evidências e desvendar a verdade por trás da morte de Brás Cubas.

Ficha técnica

Desenvolvedora: Mother Gaia Studio
Distribuidora: CriticalLeap, Infini Fun
Plataformas: PC (Steam)
Gênero: Aventura, Casual, Indie
Modos de jogo: Single-player
Idiomas: Português (Brasil), Inglês, Japonês, Russo e Chinês Simplificado

Um clássico da literatura em forma de investigação

Mother Gaia Studio/Reprodução

Inspirado no universo de Machado de Assis, o jogo transforma Brás Cubas no centro de um intrigante mistério de assassinato, misturando literatura, investigação e ficção temporal de uma forma bastante única.

A ambientação é um dos seus maiores acertos. O Rio de Janeiro de 1937 foi recriado com muito estilo, trazendo uma atmosfera noir que combina perfeitamente com a narrativa cheia de intrigas, segredos e traições. A direção artística é muito bonita, com cenários desenhados à mão que ajudam a construir um mundo rico em personalidade e detalhes.

Mais do que apenas uma adaptação, o jogo utiliza sua inspiração literária para criar uma experiência própria, acessível tanto para fãs de Machado de Assis quanto para quem nunca teve contato com suas obras.

Investigação baseada em observação e lógica

Mother Gaia Studio/Reprodução

O grande diferencial de A Investigação Póstuma está em sua estrutura de loop temporal. Cada dia funciona como uma oportunidade para observar os comportamentos dos personagens, descobrir novas informações e testar diferentes abordagens.

Ao longo da investigação, acompanhamos as rotinas de 14 personagens distintos, cada um com seus próprios segredos e motivações. Conforme o dia reinicia, o conhecimento adquirido permanece com o jogador, permitindo que novas peças do quebra-cabeça sejam encaixadas a cada tentativa.

Outra coisa legal é que sistema de investigação evita soluções prontas e confia na capacidade de dedução do jogador. O Quadro de Investigação permite conectar evidências, reconstruir eventos e formular teorias sobre o crime. Isso torna cada descoberta especialmente satisfatória, já que o progresso depende muito mais da observação e da lógica do que de marcadores ou objetivos guiados.

A sensação de desvendar o caso aos poucos é extremamente divertida e faz com que cada novo ciclo revele informações valiosas que mudam completamente a percepção dos acontecimentos.

Atmosfera que prende do início ao fim

Mother Gaia Studio/Reprodução

Além da mecânica de investigação, o jogo faz um excelente trabalho em criar imersão. A arte detalhada, a ambientação histórica e a construção dos personagens ajudam o jogador a se sentir realmente dentro daquele mundo.

O mistério central é interessante o suficiente para manter a curiosidade acesa durante toda a jornada. Até porque cada novo dia possui novas pistas, contradições e possibilidades, incentivando a exploração e a experimentação do jogo.

Para quem gosta de narrativas investigativas, mistérios complexos e jogos que respeitam a inteligência do jogador, A Investigação Póstuma entrega uma experiência bastante memorável.

A Investigação Póstuma combina literatura brasileira, viagem no tempo e investigação criminal em uma proposta criativa e muito bem executada. Seu loop temporal transforma a busca por pistas em algo recompensador, enquanto sua ambientação charmosa e seu visual desenhado à mão ajudam a construir uma identidade única. É uma experiência que desafia o jogador a pensar, observar e montar suas próprias conclusões sobre um crime que parece cada vez mais complexo a cada reinício.

Cópia de PC cedida pelos desenvolvedores.

Nota Final: 8,5/10

✅ Pontos positivos:

  • Mecânica de loop temporal
  • Investigação baseada em lógica e observação
  • Ambientação noir muito bem construída
  • Visual bonito e cheio de personalidade
  • Adaptação criativa inspirada na obra de Machado de Assis

❌ Pontos negativos:

  • Alguns momentos podem exigir muita tentativa e erro
  • A ausência de direcionamento pode frustrar alguns jogadores 
  • Ritmo mais lento durante certas etapas da investigação

Jogue A Investigação Póstuma aqui.

KOEI TECMO abre pré-venda digital de BLUE REFLECTION Quartet

A KOEI TECMO e a Gust anunciaram a abertura da pré-venda digital de BLUE REFLECTION Quartet, coletânea que reúne toda a franquia BLUE REFLECTION. O lançamento está marcado para 30 de julho de 2026 no PlayStation 5, Nintendo Switch 2, Nintendo Switch e PC (Steam).

Os jogadores que adquirirem o game na pré-venda até 29 de julho receberão um conjunto exclusivo de quatro molduras para fotos, utilizáveis no modo foto de BLUE REFLECTION: Second Light.

A coletânea reúne os quatro principais conteúdos da série:

BLUE REFLECTION

BLUE REFLECTION: Second Light

Um cenário que resume os acontecimentos do anime BLUE REFLECTION: RAY

A versão adaptada para consoles de BLUE REFLECTION: SUN, originalmente lançado para PC e dispositivos móveis.

Além disso, BLUE REFLECTION Quartet contará com um novo sistema chamado Reference, um banco de dados que reúne informações sobre personagens, relacionamentos e a história do universo da franquia.

A coletânea terá dublagem em japonês e legendas apenas em inglês.

BLUE REFLECTION Quartet será lançado em 30 de julho de 2026 para PlayStation 5, Nintendo Switch 2, Nintendo Switch e PC via Steam. Um novo trailer também foi divulgado para apresentar a coletânea e destacar a nova ilustração criada por Mel Kishida, designer de personagens da série.

Kenshiro, de Fist of the North Star, ganha trailer de estreia em Fatal Fury: City of the Wolves

 


A SNK revelou o trailer de gameplay de Kenshiro, protagonista de Fist of the North Star (Hokuto no Ken), que será o último personagem do Passe de Temporada 2 de Fatal Fury: City of the Wolves. A data de lançamento ainda não foi confirmada.

A colaboração chega em conjunto com a exibição do novo anime Fist of the North Star: HOKUTO NO KEN, atualmente em transmissão no Japão e disponível globalmente pelo Prime Video.

No combate, Kenshiro utiliza o lendário estilo Hokuto Shinken, combinando ataques rápidos, golpes baseados em pontos de pressão, mudanças de estado e combos de alto impacto. Segundo a SNK, o personagem foi desenvolvido para oferecer um estilo técnico, com forte controle de espaço e grande potencial ofensivo.

Além de integrar o elenco jogável, Kenshiro também receberá conteúdo exclusivo nos modos Arcade e Episodes of South Town. Na história, o guerreiro desperta em South Town, uma cidade dominada pela violência, onde une forças com personagens como Terry, Hokutomaru e Hotaru para enfrentar Wolfgang Krauser e desvendar um misterioso mal que assombra a cidade.

Os jogadores também poderão testar Kenshiro antes do lançamento durante a Evolution Championship Series (Evo) 2026, em Las Vegas, onde o personagem estará disponível em uma versão demonstrativa no estande da SNK.

Para acompanhar a novidade, a SNK iniciou uma promoção por tempo limitado de Fatal Fury: City of the Wolves, com descontos de até 40% nas versões digitais para PlayStation e Xbox, incluindo diferentes edições do jogo e o Passe de Temporada 1.

Lançado em abril de 2025, Fatal Fury: City of the Wolves está disponível para PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S e PC (Steam e Epic Games Store).

Review: Dracamar (PC) – Uma aventura das antigas, para o bem ou para o mal


Dracamar é um ótimo exemplo de como um jogo pode funcionar muito bem como porta de entrada para o gênero de aventura e plataforma 3D. Inspirado nos clássicos da era PlayStation 1 e PlayStation 2, o título entrega uma experiência simples, carismática e acessível, mas acaba esbarrando em alguns problemas de polimento que impedem voos mais altos.

Ficha técnica:

Desenvolvimento: Petoons Studio, 3Cat

Distribuição: Petoons Studio

Jogadores: 1 (local)

Gênero: Aventura, Plataforma 3D 

Plataformas: PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 

Idioma: Português+

Uma aventura simples e acessível 



Dracamar segue a linha dos jogos de aventura da época do PlayStation 1 e PlayStation 2. Controlamos nosso personagem durante diversas fases onde, além de concluir os objetivos principais, também podemos encontrar vários colecionáveis e aprender novas mecânicas conforme avançamos na campanha.


A estrutura das fases incentiva a exploração e recompensa o jogador curioso, algo bastante característico dos grandes plataformas 3D do passado.


Embora funcione bem na maior parte do tempo, o jogo apresenta alguns problemas de polimento, principalmente na movimentação. Não é incomum o personagem ficar preso no cenário por alguns segundos ao tentar alcançar um segredo pulando contra uma parede, por exemplo.


Como primeiro jogo para uma criança ou para alguém que nunca teve contato com o gênero, Dracamar funciona muito bem. Já para quem é mais experiente com jogos de plataforma 3D, a experiência tende a parecer simples demais e um pouco limitada.

Bonito, mas sem muita personalidade 



Os gráficos de Dracamar são competentes e apresentam bom desempenho durante toda a campanha.

A direção de arte aposta em cenários coloridos, personagens simpáticos e uma ambientação inspirada nas paisagens do Mediterrâneo, criando um visual agradável e bastante acessível para jogadores de todas as idades.

Apesar disso, falta um pouco mais de personalidade. O jogo é bonito, mas dificilmente apresenta algum elemento visual realmente marcante que o diferencie de outros títulos do gênero.

Uma aventura leve do começo ao fim 



A história acompanha três jovens heróis: Caliu, Foc e Espurna, em uma jornada para impedir os planos do maligno Rei Crad, um dragão que pretende conquistar o mundo de Dracamar. Durante a aventura, o grupo precisa explorar diversas ilhas, resgatar os mágicos Okis e coletar as Moki-bolas para reconstruir pontes e devolver o equilíbrio ao mundo.

A história é simples e até um pouco boba, mas isso está longe de ser um defeito. Pelo contrário, ela combina perfeitamente com a proposta do jogo e lembra bastante os antigos jogos de aventura da era PS1 e PS2, focando mais no clima leve da jornada do que em grandes reviravoltas.

Uma trilha que cumpre seu papel 



A trilha sonora de Dracamar não chama muita atenção. As músicas são agradáveis e acompanham bem a proposta descontraída da aventura, mas dificilmente permanecem na memória após terminar o jogo.

Ela cumpre sua função sem atrapalhar a experiência, embora pudesse ter composições mais marcantes.

Uma aventura para novos jogadores 

Dracamar presta uma bela homenagem aos jogos de aventura da era PlayStation, trazendo uma experiência simples, divertida e bastante acessível. Seus problemas de polimento impedem que ele alcance um nível maior de excelência, mas dificilmente comprometem a diversão.

Talvez ele não convença quem já conhece profundamente o gênero, mas pode encantar justamente quem está dando os primeiros passos nos jogos de plataforma 3D.

Copia de PC cedida pelos desenvolvedores

Nota Final: 6,5/10

✅ Pontos Positivos

Boa porta de entrada para o gênero
Exploração agradável e cheia de colecionáveis
Direção de arte simpática
Campanha acessível para jogadores iniciantes

❌ Pontos Negativos

Problemas de polimento na movimentação
Direção de arte pouco marcante
Pode parecer simples demais para jogadores experientes