Mês do Folclore: O que é e o folclore brasileiro


Se você nos acompanha aqui no site, deve ter visto os conteúdos especiais do Mês da Música, durante julho. Trouxemos os mais diversos gêneros musicais para cá e conhecemos um pouco sobre a história deles. Em agosto, ficamos felizes em dizer que abordaremos o folclore, tendo em vista que no próximo dia 22 é comemorado o dia dele.

E, para começar o Mês do Folclore, nada melhor do que falarmos sobre o que ele é, de onde vem e é claro, como ele se desenvolveu no Brasil.

Folclore é a palavra abrasileirada de folklore e essa, por sua vez, deriva de folk-lore. Esse termo foi uma proposta de John William Thoms, um escritor, folclorista e antiquário britânico. O primeiro registro dessa palavra está em uma carta escrita por Thoms, endereçada à uma revista chamada Athenaum, em 1846. Mais especificamente, 22 de agosto de 1946, data em que hoje se comemora o Dia do Folclore.

O termo folk-lore é a junção de duas palavras inglesas: folk, que significa povo, e lore, que significa tradição, conhecimento. Com isso, folklore (ou folclore, no Brasil) quer dizer conhecimento do povo. Mesmo existindo desde 1946, o termo só se popularizou em 1878, quando a Sociedade do Folclore foi fundada, em Londres.

A Sociedade do Folclore foi a primeira instituição criada com o intuito de estudar o folclore. Apesar disso, o estudo desse tema iniciou-se muito antes, no século XVIII. Os Irmãos Grimm e Johann Gottfried von Herder são considerados os pioneiros dessa área. O folclore, hoje, é considerado uma área de conhecimento dentro da antropologia.


Mas, voltando a falar um pouco mais sobre a Sociedade do Folclore, esse foi o primeiro grupo, mas não o último. Eles ajudaram a popularizar o tema e, com isso, outras sociedades em outras partes do mundo começaram a estudar sobre. Porém, foi a Sociedade que definiu alguns elementos como sendo folclóricos, e eles se dividem em quatro:
  • Narrativas tradicionais: mitos, lendas e contos populares;
  • Costumes tradicionais: festas e danças populares;
  • Crenças e superstições: conhecimentos ligados à bruxaria, crendices no geral;
  • Linguagem popular: jargões e dialetos.
Com isso, fica mais perceptível que o folclore está, realmente, ligado ao povo e seus costumes. Existem algumas outras características que definem o que deve ser considerado como folclore e o que não deve. Essas características geram debates até hoje entre estudiosos, que não chegam a um consenso. 

A primeira delas seria o anonimato, a origem de um determinado elemento deveria ser anônima para ser considerada folclórica, mas essa é uma das características mais questionadas pelos estudiosos. A espontaneidade e oralidade também são pontos importantes, a transmissão deve ser feita através de palavras faladas e de forma espontânea. 

Transmissão de geração para geração também é uma característica marcante, junto da aceitação coletiva, a identificação deve ser em massa.

Como já dito, o folclore é o conhecimento do povo, logo ele existe em todas as partes do mundo. Na Europa e Estados Unidos, uma das lendas mais famosas é a do Cavaleiro sem Cabeça. Ele é descrito como um homem que aparece montado em um cavalo, sem sua cabeça. A lenda ganhou um conto em 1820, intitulado de A Lenda de Sleepy Hollow, uma adaptação chegou aos cinemas em 1999, dirigido por Tim Burton.


No Brasil, o folclore começou a se popularizar na metade do século XX, através de nomes como Mário de Andrade e Luís da Câmara Cascudo. O I Congresso Brasileiro de Folclore, que ocorreu em 1951, reconheceu que o estudo do folclore era parte das ciências antropológicas e culturais.

A cultura brasileira possui suas crenças e superstições, suas músicas e danças, seus mitos e lendas, suas linguagens e literatura, sua culinária e seu artesanato, e tudo isso constitui nosso folclore. A diversidade dentro desses elementos existe desde a origem, com raízes na cultura portuguesa, africana e indígena, principalmente. 

O folclore brasileiro é muito resumido somente à figura do Saci-Pererê, além de algumas outras lendas também bastante conhecidas, como a Iara, a Mula Sem Cabeça, o Curupira e alguns outros. No entanto, existem diversas outras lendas e mitos que não são tão populares, como o Capelobo e o Mapinguari.


Bom, se você não conhece tanto sobre folclore, especialmente o brasileiro, não deixe de acompanhar esse especial durante o mês de agosto. Aqui no site e em nosso Instagram terão conteúdos exclusivos. Até a próxima!

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