Crítica de Filme: Lightyear (com spoilers)

                                                                         O filme e personagens            

Uma aventura pelo espaço! Essa é exatamente a experiência que todos os jovens e adultos poderão viver através da nova produção da Pixar. Lightyear é uma animação feita especialmente para entendermos a origem de Buzz, um personagem do universo de Toy Story que conquistou o pequeno Andy. 


A nova produção da Pixar é capaz de entregar aos telespectadores uma percepção sobre a vida dos Patrulheiros Espaciais que após um acidente com a nave mãe, ficam presos em um planeta até então desconhecido. 


Buzz, após não aceitar ajuda de sua comandante e de um recruta, concede anos de sua vida tentando alcançar a velocidade máxima necessária para voltar para casa através da energia fornecida por um cristal. O patrulheiro não percebe que deixou de vivenciar experiências e dividir bons momentos com seus amigos.






Em sua última tentativa, Buzz acabou passando mais anos no espaço do que o normal e quando retornou a base construída neste planeta, muitas coisas já haviam mudado. Incluindo sua amiga e comandante Alisha, que já havia falecido.






A partir disso, a aventura e ação começam! Ao longo do filme, todos os conflitos são gerados em torno de um inimigo que invadiu a base do planeta com os seus robôs, Zurg- que causou o maior plot- twist no cinema, mas isso vocês vão entender daqui a pouco. 


Se você assistiu aos filmes de Toy Story, vai lembrar que Buzz é egocêntrico e gosta de trabalhar sozinho. Apesar disso ser retratado na animação, Buzz é motivado a todo momento a abrir mão dessas características para que dessa vez, ele consiga salvar as pessoas ao seu redor.


Como todos os antigos patrulheiros viveram anos de vida normais e acabam por falecer, o planeta conta com uma nova geração que cresceu ouvindo sobre a tal “volta para casa” que Buzz tanto se esforçou para alcançar, por isso uma patrulha Júnior é formada por quatro novos e totalmente  personagens distintos, incluindo o gato robô que trouxeram uma proposta incrível para todos no cinema.  








Assim que Buzz posa de sua viagem, ele é surpreendido pela líder da patrulha Izzy Hawthorne (neta de Alisha) que ao longo do filme demonstra seu bom humor e otimismo mesmo em momentos difíceis, a galera ficou muito inspirada com toda a força e persistência dela. Apesar de ser a líder do grupo e sonhar em se tornar uma patrulheira, Izzy possui muito medo de ir para o espaço, mas mesmo assim encontra forças para superar esse medo e seguir o seu sonho. 



Mo Morrison e Darby Steel são inseridos logo depois na trama, Mo na minha percepção foi um dos personagens com a personalidade mais bem trabalhada. Ele é medroso, não confia em si mesmo, muito atrapalhado e muitas vezes com vontade de desistir de tudo que parece difícil demais. Já Darby é uma personagem de pouca paciência, mas com muita coragem e persistência, muitas vezes encorajando Mo a realizar alguma ação.


Análise Geral

Lightyear é com certeza uma evolução para as animações infantis da Disney e Pixar em todos os aspectos. Essa nova produção não exitou em apostar em novas traços e individualidades, Lightyear possui cores terrosas e escuras, que é  o oposto da maioria de outras produções e é o primeiro filme da Disney e Pixar a abordar a pauta LGBTQ+ através dos cortes sobre a vida da comandante Alisha.




Além disso, o filme possui uma dublagem ENCANTADORA! Durante todo o filme, Marcos Mion, que é responsável por dar a voz a Buzz, conseguiu nos envolver com sua interpretação e técnicas impecáveis de atuação. Todas as emoções de alegria, dúvida, medo, inspiração e entusiasmo foram muito bem interpretadas e sem grandes analogias ao apresentador, tornando-as especialmente ligadas ao patrulheiro espacial. 


Apesar de ser um filme surpreendente e capaz de nos fazer refletir, nada é perfeito. Assim como qualquer outra produção cinematográfica, Lightyear também possui erros de roteiro em algumas cenas de intensa ação, mas nada que irá afetar a experiência no cinema. 




     O Clímax e Plot Twist

Desistir Jamais! Esse grupo de patrulheiros enfrentaram muitas lutas e batalhas que às vezes eu parava para me questionar se tudo realmente iria acabar bem. Zurg não dava um momento de paz para Buzz e os patrulheiros em formação, eram robôs para todos os lados e momentos de reflexão frisando a ideia de que fazer algo juntos é mais fácil e pedir ajuda não é sinal de fraqueza. 


Durante boa parte do filme, ficamos sem saber qual era o objetivo de Zurg ter invadido aquele planeta hostil. Até que Zurg consegue alcançar o grupo e a operação festa surpresa (nome dado por Izzy para concluir a missão de fazer Buzz  voltar para casa)  é quase impedida. 


Embora o plano seja simples, Zurg estava atrás do Cristal criado que finalmente era o suficiente para alcançar a velocidade máxima. Quando o vilão questiona Buzz durante um diálogo, o cinema já estava preparado para citar a tão famosa cena de Toy Story: “Buzz, eu sou o seu pai…”  Mas não rolou, Zurg não é o pai Buzz. 


A explicação para esse fato que nos surpreendeu é que Zurg, na verdade, é uma versão de Buzz em um futuro, ou seja, caso Buzz não desista de tentar voltar para casa, ele se tornaria Zurg! Uma pessoa fria que estaria disposta a acabar com a vida de todas aquelas pessoas apenas para conseguir voltar para casa e ser reconhecido por isso. Na minha opinião, tudo isso fez muito mais sentido na trama de Lightyear que aborda a viagem pelo espaço e super velocidade. 






Considerações Finais

Eu não costumo assistir filmes de animação no cinema, mas esse conseguiu me prender do início ao fim! O design e 3D  estavam deslumbrantes, essa é uma dos melhores (produções) da Pixar para 2022. Ir ao cinema para assistir vai ser como estar pertinho deles durante a aventura e relembrar um personagem inspirador da infância e finalmente vamos poder compreender o porquê deste ser o filme favorito de Andy.


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