Review Manairons (PC)

Os Manairons estão de volta… e desta vez, não vão ficar quietos! Manairons é um jogo de plataforma de ação em 3D inspirado nas lendas de pequenas criaturas que vivem nos Pirineus. Aqui, controlamos Nai para enfrentar o latifundiário que tomou o controle de uma charmosa vila usando o poder do “canut”, combinando magia, flauta e muita confusão ao longo das fases. Aqui, precisamos combater inimigos, explorar cenários e aproveitar um mundo fantástico. Confira aqui na Jovem Geek a nossa review para saber sobre o que exatamente se trata o título e se compensa jogar!

Ficha técnica: 

• Gênero: Ação, Aventura
• Desenvolvedor: JanduSoft, 3Cat
• Distribuidora: JanduSoft
• Série: JanduSoft
• Data de lançamento: 19 de fevereiro de 2026 
• Plataformas: Steam 

A trama do jogo

Manairons é um jogo de plataforma de ação em 3D ambientado nos Pirineus, onde lendas ancestrais se misturam com fábricas fumegantes, magia travessa e criaturinhas peculiares que parecem ter saído diretamente do folclore local. O cenário combina natureza exuberante com elementos industriais que contrastam entre si, criando uma atmosfera curiosa e cheia de personalidade.

A impressão que eu tive foi de que o título também foi diretamente inspirado em The Legend of Zelda: Minish Cap. A estética e a jogabilidade se assemelham um pouco, especialmente na importância dada à exploração e à interação com o ambiente. Além disso, a música e a flauta têm papel central em Manairons, funcionando como parte essencial da mecânica do jogo, influenciando puzzles, progressão e até a relação com os personagens que habitam esse universo encantado.


Nós jogamos com Nai, um manairó que usa um capuz vermelho me lembrando ainda mais o Link, que acaba de despertar após séculos aprisionado no “canut”, um artefato mágico tão antigo quanto suspeito. Sua libertação acontece graças a uma bruxa que surge no momento certo e lhe confia uma tarefa urgente: recuperar o “canut” e impedir o caos que ele está espalhando pela região.

O responsável por essa confusão é Llorenç (esse nome esquisito mesmo), um latifundiário sem carisma e obcecado por progresso a qualquer custo. Ele decidiu usar o poder dos manairons para acelerar a industrialização da pacata vila de Vilamont. O resultado é um cenário desolador. As lojas estão fechadas, os moradores vivem escondidos dentro de casa e os próprios manairons trabalham sem descanso, explorados por engrenagens e máquinas que não param. Nada disso combina com as lendas que cercam essas criaturinhas mágicas.

Cuidado com as galinhas!

Nai não aceita essa realidade. Com a ajuda de melodias mágicas ancestrais, e algumas notas que nem sempre saem perfeitas, a gente controlará outros manairons, coordenando suas habilidades para avançar pelos cenários. A flauta é o coração da jogabilidade (já um spoiler do tópico seguinte). Entre desafios de plataforma, momentos de ação e quebra-cabeças que exigem atenção ao ambiente, o jogo constrói um ritmo envolvente. Há segredos escondidos nas montanhas, passagens alternativas e detalhes que recompensam a curiosidade. Aventura, tensão e criaturas nada pacientes fazem parte do pacote.  

Jogabilidade 

Cuidado com as ratoeiras

Joguei este título pelo PC via Steam, que permitia jogar tanto pelo teclado quanto por controle de XBox. Particularmente, preferi a jogabilidade por controle, mas cada jogador pode ir por sua preferência.

A flauta é o coração da jogabilidade, conforme dito anteriormente. É por meio dela que a gente resolve enigmas, carrega objetos, ativa mecanismos, supera obstáculos e enfrenta membros da própria espécie que agora servem a Llorenç. Cada nota executada tem uma função específica dentro do design do jogo, exigindo que o jogador observe o cenário, identifique padrões e experimente combinações sonoras para desbloquear caminhos ou alterar o ambiente ao redor. Em vez de depender de força bruta, a progressão acontece através da interpretação correta dos sons e da interação estratégica com os elementos do mapa.

Não ironicamente, até a parte de porradaria é com a flauta, com golpes rápidos e poderes especiais sendo emitidos para derrotarmos os oponentes. O combate mistura ritmo e posicionamento, permitindo ataques básicos encadeados e habilidades que consomem energia, criando pequenas janelas táticas durante os confrontos. A parte interessante é que nunca matamos nossos antigos amigos, apenas derrotamos mesmo. Só desmaiam. Isso reforça a proposta narrativa do jogo e mantém coerência com o tom emocional da história.

 



Música e ação! Alguns vídeos curtos abaixo para verem melhor como funciona a mecânica de música:

 


 


 

Considerações finais

 

  • Nota: 7/10 

Manairons é um jogo muito fofo e, ao mesmo tempo, difícil. Você quer facilidade? Não tem! A gente sequer escolhe o nível de dificuldade aqui. O desafio faz parte da proposta desde o início e é incorporado de forma orgânica à estrutura do jogo. Cada fase exige atenção, precisão nos movimentos e raciocínio rápido para resolver puzzles e executar as sequências de plataforma no tempo certo. Não há atalhos nem ajustes para suavizar a experiência, o que pode afastar quem prefere algo mais casual, mas certamente agrada quem busca um teste real de habilidade e persistência.

Para minhas considerações finais, não posso falar muito de aspectos negativos porque encontrei alguns raros em minha aventura. Sempre há bugs ou problemas técnicos, mas quase nada que comprometesse a experiência, o que já conta muitos pontos a favor, especialmente em um cenário em que lançamentos independentes às vezes sofrem com instabilidades. Os dois únicos problemas: primeiro que a luta é simplificada até demais e não tem uma mira nos oponentes e, além disso, às vezes dá umas travadas na hora de subir as cordas.

Escalar nessas cordas é MUITO chato!

Por conseguir cumprir com o que promete, mesmo tendo um leve bug, minha nota é 7/10. Acredito que o bug seja fácil de corrigir. Meu maior problema é não ter uma mira em batalha. E claro, Manairons não se tornaria um dos meus novos jogos favoritos, principalmente porque não costumo gostar de títulos focados em puzzles. Para quem aprecia o gênero e gosta de ser constantemente desafiado, é uma recomendação fácil. Fofura e diversão garantida! Nossos agradecimentos para a JanduSoft pelo código de Review!

 Trailer

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