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Live-action de "As Meninas Superpoderosas" tem primeiras imagens divulgadas


Já começaram as gravações do episódio piloto do Live-action de As Meninas Superpoderosas e imagens dos bastidores foram compartilhadas.

A série está sendo produzida pela CW e com Chloe Bennet como Florzinha, Dove Cameron como Lindinha e Yana Perrault como Docinho. Nas imagens divulgadas elas estão na frente da casa do Professor Utonio e em outra imagem Florzinha aparece voando.

Na nova versão, elas já são jovens de 20 e poucos anos e se sentem desiludidas por terem passado a infância combatendo o crime, e talvez precisem se reunir novamente para salvar o mundo. Além disso, os traços de personalidades que conhecíamos da série original ganharam novas nuances, trazendo mais profundidade às personagens.

Confira abaixo as fotos divulgadas!

 
A diretora do piloto, Maggie Kiley, publicou em seu Instagram uma foto do primeiro dia das filmagens com uma cadeira do set que conta com o logo da série.
 
E aí? O que acharam dos visuais? Está bem fiel ao desenho, mas com certeza isso deve mudar mais para frente.
 

Um Sábado Qualquer | Obra procura por apoiadores no Catarse


Um Sábado Qualquer tornou-se um entretenimento nas redes sociais: são tirinhas virtuais que debatem utilizando divindades religiosas, com intenção de fazer com que as pessoas reflitam sobre suas ideologias. Através de tiras humorísticas, Um Sábado Qualquer traz esclarecimento, pois quanto mais você conhece a religião do próximo, mais a respeita e menos critica.

Agora, buscam por apoiadores. Conforme na Catarse:

A barreira financeira me impede de criar mais entretenimento para vocês e os anos estão passando. Cansei de procurar empresas interessadas em investir na marca, possuo muitos projetos engavetados aguardando a hora de serem lançados. Ajude-me a acelerar esse processo, você será o patrocinador do USQ!!!

O autor também promete vantagens: assinatura do gibi, sorteio de produtos, grupo no Telegram com o autor e animações.

Para conhecer melhor e para apoiar ao projeto, acesse: Catarse - Um Sábado Qualquer

"Em uma galáxia não tão distante..." Química, Ludicidade e Quadrinhos | Autora goiana utiliza da cultura geek em seu livro didático

 

As histórias em quadrinhos e sua utilização nas escolas mostraram-se um recurso interessante para o ensino de conceitos químicos, com a inserção das atividades lúdicas em sala de aula. As histórias em quadrinhos oferecem possibilidades diversas de aplicações no universo escolar, e a pesquisa de Thaiza Montine mostra bem isto. 

Thaiza Montine é professora de química e cosplayer goiana. Devido aos seus cosplays profissionais, já foi entrevistada anteriormente para duas matérias aqui no site da Revista Jovem Geek: Mês do Halloween: Cosplayers Brasileiros do TerrorEquipe Rocket│Curiosidades e cosplayers brasileiros que você precisa conhecer. Antes da pandemia de COVID-19, Thaiza era constantemente convidada para jobs cosplays, principalmente para eventos do Shopping Cidade Jardim e Morce-Go Goiás.

Recente, publicou o livro "Em uma galáxia não tão distante..." Química, Ludicidade e Quadrinhos, que mostra a possibilidade de se aprender química usando-se das histórias em quadrinhos e da cultura geek. Maravilhoso isto, não é?

Thaiza Montine. Leiam a sua entrevista na matéria Cosplayers Brasileiros do Terror.


Descrição do seu livro:

O uso de histórias em quadrinhos (HQs) tem se mostrado um recurso interessante para o ensino de conceitos químicos. Tal perspectiva parte da associação das HQs à inserção das atividades lúdicas em sala de aula. As histórias em quadrinhos, em seus diferentes gêneros, oferecem possibilidades diversas de aplicações no universo escolar, em todos os seus níveis. O desafio é saber olhar os quadrinhos como um recurso pedagógico. Sob tal enfoque, foi proposta a dez turmas de terceiro ano do ensino médio a análise de histórias em quadrinhos comerciais e a elaboração de uma HQ inédita, tendo como tema central o conteúdo de radioatividade. Esta pesquisa configura-se como um estudo de caso. A coleta de dados se estruturou como uma análise documental que teve como textos básicos para a análise as HQ no formato de gibis produzidos pelos alunos, a análise do conteúdo da transcrição das filmagens da sala de aula e dos encontros no clube, e os comentários postados em uma página de um grupo criado em uma rede social para que os alunos fizessem comentários referentes às atividades desenvolvidas. Os resultados foram analisados sob a ótica de uma categoria: “Relações entre o subtema e as HQs produzidas”. Essa categoria se divide em 4 subcategorias, a saber: “Relações efetivas entre o subtema proposto e a história elaborada”; “Relações medianas entre o subtema proposto e a história elaborada”; “Baixa relação entre o subtema proposto e a história elaborada”; e “Nenhuma relação direta entre o subtema proposto e a história elaborada”. Infere-se, a partir dos resultados, que ao criar as próprias HQs trabalhando a associação entre imagens, palavras e ideias, o aluno se apropria do conhecimento científico de forma dialógica e se sente motivado considerando-se o divertimento e o aspecto lúdico envolvido na atividade.

Locais de venda do livro:



Comentem aqui, o que acham da ideia do livro? E já leram as entrevistas com a Thaiza?


Crítica | "Mank", um breve trecho sobre a política hollywoodiana


Uma das frases mais recorrentes entre roteiristas é "escreva sobre o que você sabe". É assim que Fincher entende e nos mostra como Herman J. Mankiewcz deu vida ao clássico "Cidadão Kane".

“Seven” (1995), “Clube da Luta” (1999), “Zodíaco” (2007) e “Garota Exemplar” (2014) fazem parte do currículo do diretor e, mesmo quando entrou em um hiato para filmes, ele agora contratado pela Netflix, produziu a série Mindhunter, que também segue muito alinhada com suas outras escolhas narrativas: um thriller com análise psicológica profunda das personagens. Então, o que esperar exatamente de uma biografia dramatizada sobre um dos roteiristas mais lembrados da história do cinema, tanto pela era em que viveu, quanto pelo filme que escreveu dirigida por David Fincher? 

Sabemos que sua tentativa passada com um drama em “O Misterioso Caso de Benjamin Button” (2008), Fincher não agradou a muitos, principalmente por praticamente suprimir sua identidade visual. Contudo, a surpresa dessa vez é boa, porque ele não esconde seu estilo e, inclusive, o utiliza para criar ainda mais camadas para aquela guerra política velada que perdurava durante as décadas de 30 e 40 em Hollywood.


O roteiro é de Jack Fincher, pai do diretor que passou muito tempo estudando a Era de Ouro do cinema americano e especialmente sobre a produção de Cidadão Kane, e escreveu o script há muito tempo, mas David até o momento não tinha encontrado a oportunidade certa para produzir o longa. Agora, com seu pai já falecido, Fincher conseguiu o apoio da Netflix e, segundo o mesmo, com algumas alterações no material original apenas para poder filmá-lo, ele ainda manteve a autoria apenas no nome de Jack. Entretanto, essas mudanças podem ter sido significantes para o desequilíbrio narrativo que impacta, negativamente, o encerramento por causar uma certa confusão não premeditada, mas chegaremos lá.

A história em “Mank” se passa em duas linhas de tempos diferentes: uma no presente que é marcada por Mankiewcz (Gary Oldman) se recuperando de um acidente enquanto é requisitado por Orson Welles (Tom Burke) para escrever o roteiro de Cidadão Kane em um curto prazo; e uma do passado que mostra as relações de Mank dentro da indústria hollywoodiana no final da década de 30 e começo de 40. O tempo atual é marcado por uma tensão entre Mank e sua assistente Rita Alexander (Lily Collins) que possuem personalidades opostas e precisam trabalhar juntos pela finalização da obra. A questão é que Mank é caracterizado pelo seu alcoolismo, e, embora não seja uma pessoa ruim, possui um temperamento difícil e uma atitude sarcástica, o que contrasta com a passividade e elegância de Rita.

Já o passado é preenchido como se fosse uma memória que influencia a criação da história que Mank está desenvolvendo. Em uma rede política intensa, temos personagens que marcam pessoas reais que realmente movimentaram e comandavam as dinâmicas da época, entre elas William Randolph Hearst (Charles Dance), Louis B. Mayer (Arliss Howard) e a atriz Marion Davies (Amanda Seyfried), que consegue transitar entre a frieza dos grandes magnatas e a ausência de polidez de Mank, sendo um elo entre os dois núcleos e que foi belamente interpretada por Seyfried.


Esteticamente, todo o universo daquela época é impecavelmente realizado. Fincher apresenta um domínio técnico impressionante quando mimetiza as técnicas estéticas de "Cidadão Kane" para aplicar no filme contemporâneo, o que faz toda uma nova geração se deparar com o clássico e sua beleza. A profundidade dos planos, o equilíbrio de sombras e os figurinos, principalmente de Marion, criam uma profunda beleza para todo aquele clima pesado de política e desonestidade. Infelizmente, o ponto que fere o filme se encontra justamente em sua história. Por mais que exista um esforço didático em fazer com que qualquer público entenda o jogo que está sendo projetado, ainda assim é uma obra que não consegue sair tanto do seu nicho, mas agrada a Academia por ser extremamente referencial e prestar uma homenagem a própria indústria cinematográfica hollywoodiana. Já em seu contexto do presente, a precisão técnica continua presente e até prende mais nossa atenção em uma situação que pouco se valoriza por si só, mas mesmo assim, o valor final das ações desempenhadas pelas personagens é terminar o roteiro, e como se trata de um conto biográfico sabemos o final, então por uma boa parte do tempo nada se move exatamente. 

O ponto de virada se dá quando Mank, que antes não havia se importado com os créditos pelo roteiro por estar desacreditado pela indústria, repensa e pede para Orson Welles voltar atrás. Nesse instante, é revelado um antagonista que passou a maior parte do filme escondido e simplesmente não é desenvolvido. Fincher queria evitar que o longa atendesse o popular artigo da crítica Pauline Kael que fala sobre Orson Welles não ter participação no roteiro de "Cidadão Kane" e do menosprezo que a indústria tinha com a classe de roteirista, mas também não queria deixar de representar aquilo que Jack Fincher acreditava. O que gerou um terceiro ato que parece totalmente deslocado dos demais e também insatisfações instantâneas.

Portanto, Mank é uma personalidade complexa, mas dentro da corrupção e ganância daquela Hollywood que cada vez mais prioriza o dinheiro ao invés da arte, faz com que ele pareça uma boa figura. Não há santos, você pode ser um frio magnata, mas ainda fazer de tudo por sua amada como Hearst, pode ser como Marion, bondosa, gentil, mas ainda assim a amante ou assumir a carapuça de Mank: inteligente e, de certa forma, justo, mas que entra em decadência devido ao alcoolismo e as brigas que arranja ao estar alcoolizado. A indústria do cinema cria raízes destrutivas e capitalistas como qualquer outra, mas o que a diferencia é o glamour que rodeia seus membros como um fino véu, e foi sobre essa vivência de aparência que Mank conseguiu idealizar e criar Charles Foster Kane.