Review: Dracamar (PC) – Uma aventura das antigas, para o bem ou para o mal


Dracamar é um ótimo exemplo de como um jogo pode funcionar muito bem como porta de entrada para o gênero de aventura e plataforma 3D. Inspirado nos clássicos da era PlayStation 1 e PlayStation 2, o título entrega uma experiência simples, carismática e acessível, mas acaba esbarrando em alguns problemas de polimento que impedem voos mais altos.

Ficha técnica:

Desenvolvimento: Petoons Studio, 3Cat

Distribuição: Petoons Studio

Jogadores: 1 (local)

Gênero: Aventura, Plataforma 3D 

Plataformas: PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 

Idioma: Português+

Uma aventura simples e acessível 



Dracamar segue a linha dos jogos de aventura da época do PlayStation 1 e PlayStation 2. Controlamos nosso personagem durante diversas fases onde, além de concluir os objetivos principais, também podemos encontrar vários colecionáveis e aprender novas mecânicas conforme avançamos na campanha.


A estrutura das fases incentiva a exploração e recompensa o jogador curioso, algo bastante característico dos grandes plataformas 3D do passado.


Embora funcione bem na maior parte do tempo, o jogo apresenta alguns problemas de polimento, principalmente na movimentação. Não é incomum o personagem ficar preso no cenário por alguns segundos ao tentar alcançar um segredo pulando contra uma parede, por exemplo.


Como primeiro jogo para uma criança ou para alguém que nunca teve contato com o gênero, Dracamar funciona muito bem. Já para quem é mais experiente com jogos de plataforma 3D, a experiência tende a parecer simples demais e um pouco limitada.

Bonito, mas sem muita personalidade 



Os gráficos de Dracamar são competentes e apresentam bom desempenho durante toda a campanha.

A direção de arte aposta em cenários coloridos, personagens simpáticos e uma ambientação inspirada nas paisagens do Mediterrâneo, criando um visual agradável e bastante acessível para jogadores de todas as idades.

Apesar disso, falta um pouco mais de personalidade. O jogo é bonito, mas dificilmente apresenta algum elemento visual realmente marcante que o diferencie de outros títulos do gênero.

Uma aventura leve do começo ao fim 



A história acompanha três jovens heróis: Caliu, Foc e Espurna, em uma jornada para impedir os planos do maligno Rei Crad, um dragão que pretende conquistar o mundo de Dracamar. Durante a aventura, o grupo precisa explorar diversas ilhas, resgatar os mágicos Okis e coletar as Moki-bolas para reconstruir pontes e devolver o equilíbrio ao mundo.

A história é simples e até um pouco boba, mas isso está longe de ser um defeito. Pelo contrário, ela combina perfeitamente com a proposta do jogo e lembra bastante os antigos jogos de aventura da era PS1 e PS2, focando mais no clima leve da jornada do que em grandes reviravoltas.

Uma trilha que cumpre seu papel 



A trilha sonora de Dracamar não chama muita atenção. As músicas são agradáveis e acompanham bem a proposta descontraída da aventura, mas dificilmente permanecem na memória após terminar o jogo.

Ela cumpre sua função sem atrapalhar a experiência, embora pudesse ter composições mais marcantes.

Uma aventura para novos jogadores 

Dracamar presta uma bela homenagem aos jogos de aventura da era PlayStation, trazendo uma experiência simples, divertida e bastante acessível. Seus problemas de polimento impedem que ele alcance um nível maior de excelência, mas dificilmente comprometem a diversão.

Talvez ele não convença quem já conhece profundamente o gênero, mas pode encantar justamente quem está dando os primeiros passos nos jogos de plataforma 3D.

Copia de PC cedida pelos desenvolvedores

Nota Final: 6,5/10

✅ Pontos Positivos

Boa porta de entrada para o gênero
Exploração agradável e cheia de colecionáveis
Direção de arte simpática
Campanha acessível para jogadores iniciantes

❌ Pontos Negativos

Problemas de polimento na movimentação
Direção de arte pouco marcante
Pode parecer simples demais para jogadores experientes


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