Mês Nacional - Séries brasileiras


Não é só em Hollwood que se encontram boas produções audiovisuais. Tudo bem que a capital do cinema mundial leva vantagem sobre qualquer outro lugar onde se produzem filmes e séries. Nada anormal, visto que as primeiras produções no distrito de Los Angeles datam de mais de um século. A primeira foi em 1907, com o Conde de Monte Cristo.

Ao longo dos anos, outros países passaram a investir nesse ramo cinematográfico. Muito tardiamente, o Brasil também iniciou suas produções, sobretudo, em 2001, com a criação da Agência Nacional de Cinema, a Ancine. A falta de incentivo e investimentos por parte do governo fez com que o país demorasse a se desenvolver e a produzir conteúdos de destaque para além das fronteiras. Talvez o caso de maior sucesso recente tenha sido com "Bacurau", de 2019, que foi o primeiro filme brasileiro a vencer o Prêmio Júri, na França.
Mas hoje não estamos aqui para falar sobre os filmes brasileiros que, pouco a pouco, vem conquistando seu espaço no universo das grandes produções cinematográficas universais. No especial do mês nacional vamos abrir espaço para falar também sobre a produção de séries brasileiras. De forma simples, podemos entendê-las como um conjunto de filmes relacionados em ordem que compartilham de um mundo diegético. Diferente dos filmes, a produção de séries ainda não foi alavancada no país, mas mesmo que de forma sutil, também vem ganhando seu espaço na preferência dos consumidores.

Foto: Reprodução/Facebook Netflix

Investimento em séries brasileiras

Se o incentivo aos trabalhos independentes ainda não é o ideal, no entanto, tramas nacionais também são desenvolvidas por agências cinematográficas referências no país e no mundo, como a Netflix e a Amazon Prime Video (streaming), a HBO, Fox e canais da Globo (players).

A Netflix, por exemplo, traçou um plano para o lançamento de 30 produções brasileiras (entre séries e filmes) para 2020.

"O Brasil tem talentos extraordinários e uma longa tradição em contar grandes histórias. É por este motivo que estamos animados em aumentar nosso investimento na comunidade criativa brasileira. Esses 30 projetos, em vários estágios, de produção em diferentes locais espalhados pelo país, serão feitos no Brasil e consumidos pelo mundo", revelou Ted Sarandos, chefe de conteúdo da Netflix, em comunicado à imprensa. 


Com a pandemia causada pela COVID-19, no entanto, não se sabe se essa meta será cumprida dentro do prazo estabelecido.

A Amazon Prime Video, outra gigante do streaming, foi mais uma agência a investir em novas produções de séries nacionais. Em 2019 foi feito o anúncio de seis produções: Tudo ou Nada: Seleção Brasileira, "Soltos em Floripa", "Dom"," Setembro", "Lov3" e "Projeto Marcelo D2". No Brasil, desde 2016, o anúncio dessas novas produções remete a uma proposta mais agressiva para o mercado local.

E já que estamos falando sobre séries brasileiras, a RJG separou cinco produções locais que merecem destaque. Veja se a sua preferida está na lista e fique com as indicações das séries que você ainda não assistiu. É uma melhor do que a outra. Confira:

Irmandade



A série da Netflix, produzida por Pedro Morelli, conta a história de dois irmãos: Cristina (interpretada por Naruna Costa) e Edson (interpretado por Seu Jorge), que veem suas vidas se aproximarem novamente depois de anos. Cristina é uma advogada que descobre que Edson está vivo, porém preso por ser chefe de uma facção criminosa, conhecida por "Irmandade". A personagem se vê em uma situação complicada quando precisa escolher se fica do lado da justiça ou de seu irmão. 

Coisa mais linda 



A estreia da produção da Netflix aconteceu em 2019, mas a trama se passa no ano de 1959, embalada por muita Bossa Nova, gênero musical predominante da época. A série conta a história de Malu (interpretada por Maria Casadevall), uma mulher que sai de São Paulo em direção ao Rio de Janeiro, até então, capital do Brasil, atrás de seu marido. Ao perceber que foi enganada por ele, resolve montar um negócio do zero com outras três mulheres: Adélia (Pathy Dejesus), Lígia (Fernanda Vasconcelos) e Thereza (Mel lisboa). A série trabalha fortemente com conceitos feministas e aborda a desigualdade entre mulher e homem, através da relação mulher x trabalho. Direção: Heather Roth e Giuliano Cedroni. 

3%



3%, uma série de ficção científica, foi a primeira produzida pela Netflix no Brasil, em 2016, e foi prorrogada até chegar a sua quarta e última temporada, em agosto de 2020. A série mostra o Brasil num cenário pós apocalíptico, onde os jovens, quando completam 20 anos de idade, precisam passar por provas físicas, psicológicas e morais para terem direito a morar numa região chamada de Mar Alto, único lugar onde há perspectiva para um futuro que não seja miserável. Desenvolvida por Pedro Aguilera e estrelada por Bianca Comparato e João Miguel. 

Aruanas 


É série de conscientização ambiental e investigação que você quer? Temos! Aruanas foi produzida pela Globo, em 2019, e a segunda temporada está prevista para o ano de 2021. A série conta a história das amigas Natalie (Débora Falabella), Verônica (Taís Araújo), Luiza (Leandra Leal) e Clara (Thainá Duarte) que investigam uma quadrilha de crimes ambientais na Amazônia. A produção também nos mostra a relação entre o desmatamento e o capitalismo desenfreado, que é capaz de matar vidas e trazer  prejuízos ambientais irreparáveis na busca pelo dinheiro. Direção: Carlos Manga Júnior. 

1 Contra Todos 



1 Contra Todos é um drama brasileiro, indicado quatro vezes ao Emmy Internacional (duas de melhor série dramática e duas de melhor protagonista). A série foi lançada, em 2016, pela Fox Brasil e sua quarta temporada aconteceu em março de 2020. A trama conta a história de Carlos Eduardo (Júlio Andrade), um inocente condenado injustamente após ser confundido com um "doutor" do tráfico. Para manter sua sobrevivência, o personagem precisou viver de fato uma vida que não era sua. Após alguns anos na prisão, Cadu passou a ser corrompido pelo crime e sua vida nunca mais foi a mesma. O sucesso da série foi tão grande que acarretou numa parceria entre a Fox e Globoplay para que ambas pudessem exibir as três primeiras temporadas. Direção geral de Breno Silveira e Daniel Lieff.

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