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Review - Abyssus (PC) - Ação frenética desde o primeiro mergulho.

The Arcade Crew/Divulgação

Abyssus é um FPS dinâmico que tem uma pegada roguelike que mistura combate frenético e um visual incrível no estilo brinepunk. Abyssus é rápido, intenso e implacável. Aqui, não tem moleza, e se morrer, começa de novo, essa é parte do que torna a experiência tão viciante.

Ficha Técnica:

Desenvolvimento: DoubleMoose Games

Distribuição: The Arcade Crew

Jogadores: 1 a 4 jogadores
Gênero: FPS, Roguelike

Idioma: Inglês, Francês, Italiano

Plataformas: PC

Velocidade e atenção total

O ritmo é insano. Os inimigos são tão rápidos quanto você, então não dá pra ficar parado um segundo. Tem que ficar ligado em tudo — no cenário, nas brechas, nos ataques que vêm de todo lado. Joguei sozinho, mas só de imaginar com mais 3 amigos já sei que a loucura vai ser multiplicada por dez.

The Arcade Crew/Divulgação

Um mundo subaquático cheio de mistérios

O mundo do jogo é incrível. Você mergulha em um reino subaquático todo misterioso, com construções de uma civilização perdida e energia vinda da tal salmoura, que parece ter poderes absurdos. E o jogo ainda te faz pensar em coisas absurdas tipo: “Será que dá pra transformar um peixe-pescador em arma?”. E, olha, em Abyssus, isso não soa tão improvável assim.

The Arcade Crew/Divulgação

Armas personalizáveis e combate tático

Aqui, as armas não são só armas — elas são brinquedos de destruição em massa. Você tem 8 tipos, todas personalizáveis, e pode enfiar nelas o poder dos deuses antigos. Fora os 45 mods, as melhorias de habilidades e até do traje. Mas não adianta só atirar sem pensar, tem que ter coordenação, se posicionar bem e trabalhar junto com o time pra sobreviver.

The Arcade Crew/Divulgação

Rejogabilidade e evolução constante

Nada de mapa fixo ou inimigos previsíveis. Abyssus muda tudo de forma procedural, então sempre tem algo diferente para encarar. A cada nova partida, você desbloqueia mais aprimoramentos e opções estratégicas, mantendo o jogo sempre fresco. É aquele tipo de experiência que me lembra dois jogos dos quais gosto muito, Deep Rock Galactic e Warhammer: Vermintide 2: frenética, caótica e que te obriga a estar 100% ligado o tempo todo.

The Arcade Crew/Divulgação

Conclusão: um mergulho viciante

Pra mim, Abyssus é pura adrenalina e descobertas. Ele te prende pelo combate frenético, pela evolução constante e por esse mundo subaquático bizarro e fascinante. É daquele tipo de jogo que eu já sei que vou voltar várias vezes e sempre com um sorriso no rosto (mesmo morrendo mil vezes).



Cópia de PC cedida pelos produtores

Revisão: Gabriel Galdino

Nota Final: 9,5/10

Pontos positivos:

✔️ Ação frenética

✔️ Roguelike viciante

✔️ Alto nível de personalização

✔️ coop para até 4 jogadores

✔️ Mistura de referências

✔️ Mapas e inimigos gerados proceduralmente


Pontos negativos:

❌ Possível repetição

❌ Curva de aprendizado alta -  ritmo acelerado pode intimidar iniciantes


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Review: Bygone Dreams (PC) – Um souls-like com uma dose de nostalgia!

GrabTheGames/Divulgação

Bygone Dreams é um souls-like nostálgico que mistura desafio acessível, direção de arte marcante e uma narrativa envolvente. Apesar de alguns problemas técnicos como câmera e bugs de cenário, o jogo entrega  uma experiência completa, que conquista pelo carisma e pela estética inspirada e diferenciada.

Ficha Técnica

  • Desenvolvimento: Prime Time

  • Distribuição: Prime Time, GrabTheGames

  • Jogadores: 1 (local)

  • Gênero: Ação e aventura

  • Idioma: Português +

  • Plataformas: PC

Mais um souls-like na praça

GrabTheGames/Divulgação

A jogabilidade de Bygone Dreams segue a cartilha clássica dos souls-like: atacar, defender e esquivar são as bases do combate. O ritmo é mais cadenciado, exigindo atenção e leitura dos inimigos, mas sem cair na frustração exagerada de outros jogos do gênero.

A curva de aprendizado é realmente mais amigável, o que torna o título uma ótima porta de entrada para quem nunca se aventurou em um souls-like. Ainda assim, não se engane: os guardiões corrompidos podem punir facilmente um jogador desatento.

Há uma boa variedade de armas e equipamentos que mudam o estilo de jogo e permitem experimentar diferentes abordagens. Porém, a câmera continua sendo um dos pontos fracos: sua lentidão e falta de precisão comprometem alguns combates mais intensos, lembrando bastante a sensação dos jogos da era PlayStation 2. Também encontrei situações em que o personagem ficou preso no cenário, algo que quebra o ritmo da aventura.

Uma estética nostálgica e com alma

GrabTheGames/Divulgação

Visualmente, Bygone Dreams  encanta. O estilo cel-shading, com cores vivas e um traço estilizado, lembra obras como Psychonauts e Okami. A direção de arte é consistente, criando um mundo que, mesmo simples, transmite carisma e identidade própria.

Ainda nesse sentido, a temática de sonho também é muito interessante e criativo, trazendo, de fato, trazendo sensações de jogos da era Playstation 2.

Os cenários são variados e bem construídos, os personagens têm designs marcantes, e os inimigos, ainda que não muito complexos, carregam personalidade. O jogo pode não ter o mesmo nível técnico de grandes produções, mas compensa com estilo e coerência artística.

Mantendo o sonho vivo

GrabTheGames/Divulgação

A narrativa é outro ponto forte. Em Lume, um mundo corrompido por um terrível Pesadelo, você controla Wa, um espírito destinado a salvar a terra enfrentando guardiões tomados pela escuridão. É uma trama simples, mas envolvente, que cresce conforme novos personagens surgem.

Esses coadjuvantes dão mais vida à jornada, cada um com falas e personalidades que ajudam a construir o tom onírico do jogo. A sensação é de estar explorando uma fábula sombria, com ecos de mitologia oriental e fantasia clássica.

Em Bygone Dreams são discutidos temas como sacrifício e missão existencial, numa terra dominada por trevas que transformam até os guardiões em antagonistas. A influência de mitologias eslavas e folclore bósnio reforça a ideia de um legado ancestral e espiritual que precisa ser resgatado — um contraponto à devastação do pesadelo. Em resumo: é uma história que trata sobro o sonho como o último reduto de esperança.

Boa dublagem, trilha repetitiva

GrabTheGames/Divulgação

A dublagem merece destaque: é bem dirigida, convincente e se encaixa no clima do jogo. A voz de Wa, em especial, passa emoção e reforça o peso da missão do protagonista.

A trilha sonora, por outro lado, não mantém o mesmo nível. As músicas cumprem seu papel no início, mas a repetição constante em loop acaba cansando, principalmente em áreas mais longas.

Conclusão

Bygone Dreams: Prophecy não é apenas uma promessa, mas já se mostra uma experiência divertida, com personalidade e uma estética marcante. Apesar de problemas técnicos como a câmera e alguns bugs de cenário, o jogo consegue transmitir carisma, nostalgia e um universo interessante.

Para os fãs de souls-like em busca de algo mais acessível — e para quem sente falta da magia estilizada dos tempos de PlayStation 2 — este prólogo gratuito vale muito a pena. Se o jogo completo conseguir manter esse equilíbrio entre simplicidade, desafio e identidade, há boas chances de se tornar um título de destaque dentro do gênero.



NOTA: 7/10

✔️ Jogabilidade rápida e precisa
✔️ Visual extremamente marcante
✔️ Trilha sonora envolvente e poderosa
✔️ Narrativa simbólica e provocativa

Pontos Negativos:

❌ Duração curta demais
❌ Falta de modos extras ou incentivo à rejogabilidade
❌ Variedade de inimigos limitada, o que reduz o impacto da progressão

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Review - The Book of AARU (PC) - Beleza e Ambição em Conflito com Combate Frustrante


The Book of Aaru, título independente do Amenti Studio, é um jogo que despertou meu interesse logo de cara. Misturando mitologia egípcia com uma estética sci-fi, o game apresenta uma proposta ousada e promissora — lembrando, em essência, o que Hades fez com a mitologia grega (um dos meus jogos preferidos). Aqui, divindades como Anúbis e Ísis ganham roupagens futuristas em um universo repleto de mistério, combate e narrativa simbólica. A ambientação é, sem dúvidas, o grande destaque: rica em conceito, original na execução e com identidade visual marcante.

Contudo, apesar da ideia instigante, a execução ainda deixa a desejar — especialmente no aspecto técnico e na fluidez da jogabilidade.

Ficha Técnica:

Desenvolvimento: Amenti Studio

Distribuição: Amenti Studio

Jogadores: 1 (local)
Gênero: Roguelike
Idioma: Português, Inglês, Francês, Italiano entre outros.

Plataformas: PC


Amenti Studio/Divulgação

Uma história misteriosa nas areias do tempo

No papel da destemida exploradora Emily Sands, desaparecida em 1926 durante a busca pelo templo de Osíris, o jogador é lançado em um mundo onde a mitologia se funde à ficção científica. Amaldiçoada e despojada de sua humanidade, Emily deve atravessar masmorras repletas de armadilhas engenhosas, desafios imprevisíveis e combates intensos, em busca de respostas e redenção. O cenário, montado com capricho, é visualmente cativante e ambientado com marcos distintos em cada área — o que reforça a sensação de estar explorando um verdadeiro mundo perdido.

Amenti Studio/Divulgação

Conceito brilhante, combate travado

A proposta de The Book of Aaru é recheada de sistemas interessantes: duas armas equipáveis com ataques em cadeia, finalizações espetaculares, glifos para upgrades, power-ups fabricáveis, e até uma mecânica de distorção do tempo, que transforma momentos de perigo em oportunidades ofensivas. A meta-progressão ativa incentiva a iniciativa do jogador, não apenas a conclusão de fases, e há um sistema de escolha de rotas — entre caminhos seguros ou arriscados, com recompensas proporcionais ao desafio.

Amenti Studio/Divulgação

Infelizmente, apesar de toda essa profundidade mecânica, a execução do combate não acompanha a ambição do design. Os movimentos são travados, pouco responsivos e, muitas vezes, os ataques não atingem corretamente os alvos, seja por problemas de mira ou colisão. Jogar com controle oferece uma experiência levemente melhor do que com teclado e mouse, mas ainda assim o sentimento é de que falta refinamento no controle do personagem — algo essencial em um gênero que exige reflexos rápidos e precisão.

Amenti Studio/Divulgação

Um mundo procedural que encanta e desafia

A cada partida, o jogo gera novas combinações de salas, inimigos e armadilhas, mantendo a sensação de novidade constante. Os calabouços são compostos por cenas desenhadas à mão, o que garante personalidade a cada etapa.

Amenti Studio/Divulgação

Veredito

The Book of Aaru é uma obra ousada, cheia de personalidade, que claramente mira alto em termos de estética, ambientação e complexidade. Seu universo sci-fi-mitológico é encantador, e os sistemas de jogo têm profundidade para atrair tanto iniciantes quanto veteranos do gênero rogue-lite. No entanto, os problemas na fluidez da movimentação e na precisão dos combates acabam frustrando o jogador (como me frustrou diversas vezes), impedindo que a experiência atinja todo o seu potencial.

Com atualizações e polimentos, Aaru pode vir a se tornar impecável. Mas, por enquanto, permanece como uma obra visualmente fascinante e conceitualmente rica, que ainda busca encontrar sua forma ideal.



Cópia de PC cedida pelos produtores

Revisão: Gabriel Galdino

Nota Final: 6,5/10

Pontos Positivos:

✔️ Visual Estilizado

✔️ Sistema de Progressão

✔️ Mecânicas Interessantes de Combate e Tempo

✔️ Customização


Pontos Negativos:

❌ Movimentação Travada e Pouco Fluida

❌ Colisão nos Ataques

❌ Experiência com Teclado e Mouse Inferior


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Review - Battle Train (PC) - deck-builder explosivo sobre trilhos, com visual caricato e humor afiado

Bandai Namco/Divulgação


Ficha Técnica:

Desenvolvimento: Terrible Posture / Nerd Ninjas
Distribuição: Bandai Namco
Jogadores: 1 (local)
Gênero: Montagem de Decks, Roguelike
Idioma: Português, Inglês, Espanhol, Frances +
Plataformas: PC, Nintendo Switch


Battle Train combina deck-building roguelike com combates táticos sobre trilhos de trem — tudo embrulhado em um game show caótico e cheio de personalidade. O visual cartunesco, o humor escrachado e a ação estratégica fazem do game uma experiência única — embora não seja exatamente para todos os gostos.

Gameplay estratégica e intuitiva


Bandai Namco/Divulgação

Apesar do visual brincalhão e da proposta caótica, Battle Train surpreende com uma jogabilidade sólida e bem pensada, que equilibra estratégia, deck-building e raciocínio espacial de forma acessível.
Cada partida se desenrola em trilhos sobrepostos, onde você precisa construir caminhos com cartas, posicionar trens de ataque ou defesa e antecipar os movimentos do inimigo. A missão principal é simples: destruir os depósitos adversários antes que os seus sejam explodidos.

Parece direto — e é — mas a variedade de cartas, efeitos e o fator tempo criam uma tensão constante.

Quem nunca jogou um deck-builder consegue entender a lógica em poucos minutos, graças ao tutorial objetivo e menus bem explicados. Mas, conforme você avança, percebe como as sinergias entre cartas, upgrades e perks desbloqueáveis podem transformar sua estratégia.

Além disso, o mapa oferece escolhas ramificadas de caminho, encontros aleatórios e NPCs que te desafiam ou ajudam — o que traz variedade mesmo jogando solo.

História leve e divertida


Bandai Namco/Divulgação

A narrativa se desenrola em meio a diálogos cômicos, trocadilhos e reviravoltas malucas. É um pano de fundo bem-humorado que não tenta ser profundo — o que garante leveza e ritmo, mas também pode frustrar quem espera uma trama envolvente ou com maior peso dramático.

Você é um piloto (ou “condutor de batalha”) encarregado de salvar o mundo… com trens. Sim, a trama gira em torno de uma guerra entre facções absurdas que resolveram transformar os trilhos em campos de batalha — com estações flutuantes, engenheiros malucos e trens que mais parecem tanques sobre rodas.

Estilo gráfico e humor certeiro

Bandai Namco/Divulgação

Um dos primeiros pontos que chamam a atenção em Battle Train é seu estilo gráfico vibrante e ousado, que mistura elementos de animação 2D estilizada com modelagem 3D cartunesca — lembrando uma fusão entre desenhos animados dos anos 2000 e jogos como Team Fortress 2 ou Plants vs. Zombies. É uma direção de arte que não busca realismo, mas sim expressividade — e acerta em cheio.

Os trens são exageradamente armados, os personagens têm proporções caricatas, e os mapas parecem brinquedos com esteroides. Tudo pulsa com cores fortes, animações exageradas e detalhes bobos, como cartazes engraçados nas estações ou NPCs fazendo caretas em segundo plano.
O visual reforça a ideia de que o jogo é uma paródia do próprio gênero de combate, com um mundo onde a guerra é absurda, quase infantil — mas sempre estilosa.

Pontos fracos

Bandai Namco/Divulgação

Nem todo mundo vai embarcar nesse trem
A proposta caótica, com muito RNG e uma pegada mais voltada ao humor e à experimentação, não agrada a quem busca controle total ou profundidade narrativa. A história é divertida, sim — mas também pouco pretensiosa, o que pode fazer jogadores mais imersivos perderem o interesse rapidamente.

Repetitividade e limitação de modos
Apesar das variações nas runs, o loop principal pode começar a soar repetitivo após algumas horas. Sem PvP ou co-op, a experiência permanece estritamente solo. Em certos momentos, empates e batalhas demoradas drenam o ritmo, e há ainda travas de progressão que exigem desbloquear novas cutscenes para avançar — o que pode incomodar quem quer apenas seguir jogando direto.

Conclusão

Battle Train é um deck-builder ousado e cheio de estilo, que mistura ação tática, trilhos explosivos e um humor sem noção em um pacote visualmente cativante. É um jogo para quem curte partidas rápidas, boas risadas e uma experiência que não se leva a sério.
Por outro lado, não agradará a quem prefere tramas densas, controles precisos ou modos competitivos mais robustos.

Se você curte rir enquanto destrói trens no caos mais colorido possível, este trem é pra você. Mas se busca uma jornada emocional ou um desafio competitivo consistente, talvez seja melhor esperar a próxima estação.


Cópia de PC cedida pelos produtores

Revisão: Gabriel Galdino

Nota Final: 8/10

Pontos postivos:

✔️ Estilo Gráfico ✔️ Humor
✔️ Simplicidade de Aprendizado ✔️ Rejogabilidade ✔️ Personagens

Pontos negativos:

❌ Repetitividade de Gameplay
❌ Gameplay Pouco Inovadora ❌ Historia Curta

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