Reboot do clássico de 1995, Screamer retorna como um jogo de corrida arcade que foge do padrão do gênero. Ao misturar mecânicas intensas com um forte foco narrativo — algo raro em jogos de corrida —, o título bebe diretamente da estética dos animes dos anos 80 e 90, criando uma identidade única que funciona surpreendentemente bem.
Ficha técnica:
Desenvolvimento: Milestone
Distribuição: PLAION
Jogadores: 1-4 (local) 1-16 (On-line)
Gênero: Corrida
Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S,
Idioma: Português+
Alta velocidade com estratégia
A jogabilidade de Screamer vai além do básico. Além das mecânicas tradicionais de corrida, o jogo adiciona sistemas como drift, turbo, Strike (ataques para destruir adversários) e o modo Overdrive — um estado de alto risco onde o carro fica mais rápido, porém instável.
Essas mecânicas se conectam muito bem e exigem habilidade e estratégia, especialmente porque cada personagem possui habilidades próprias que podem ser combinadas com esses sistemas.
O resultado é um gameplay desafiador, mas que se torna intuitivo com o tempo. O modo história cumpre bem o papel de introduzir essas mecânicas gradualmente, facilitando a adaptação do jogador.
Há também uma boa variedade de modos: desafios de tempo, drift, modo arcade e partidas em equipe, onde vence o trio com mais pontos — seja por ultrapassagens ou strikes bem executados.
Por outro lado, os modos online ainda carecem de maior profundidade, como a ausência de um sistema ranqueado. Já os modos de customização e galeria existem, mas não empolgam.
Estilo que acelera junto
Visualmente, Screamer é muito competente. O desempenho é sólido, mesmo em momentos caóticos, sem quedas perceptíveis ou bugs relevantes.
A direção de arte é um dos grandes acertos. Com forte influência europeia misturada à estética de animes e mangás, o jogo constrói um visual único. Os personagens são numerosos e carismáticos, enquanto os carros possuem designs marcantes que se destacam durante as corridas.
Os cenários também são variados e bem trabalhados, reforçando a identidade visual do jogo.
Corridas com propósito
Em Screamer, acompanhamos um campeonato de corridas em um mundo futurista onde velocidade e espetáculo se misturam com conflitos pessoais. Cada piloto entra na disputa com suas próprias motivações, histórias e objetivos, o que dá um peso narrativo incomum ao gênero.
O modo história é um dos grandes destaques, trazendo uma das narrativas mais interessantes já vistas em jogos de corrida. As cutscenes animadas ajudam a fortalecer esse aspecto, dando ritmo e impacto aos acontecimentos.
Apesar disso, a grande quantidade de personagens faz com que nem todos recebam o desenvolvimento ideal. Ainda assim, o conjunto funciona bem e deixa ganchos claros para uma possível continuação.
Batidas, ritmo e energia
A trilha sonora acompanha perfeitamente a proposta do jogo. Com faixas dançantes e frenéticas, ela reforça a intensidade das corridas.
Nos momentos fora das pistas, as músicas assumem um tom mais leve, funcionando como respiro entre uma corrida e outra. É um trabalho consistente que ajuda a manter o ritmo da experiência.
Muito mais que velocidade
Screamer consegue algo raro: unir uma jogabilidade arcade sólida com uma narrativa envolvente. A mistura pode parecer incomum, mas funciona muito bem.
Mesmo com pequenos problemas nos modos online e conteúdos secundários pouco inspirados, o jogo entrega uma experiência marcante e com identidade própria. Um ótimo exemplo de como inovar dentro de um gênero tão estabelecido.
Copia para PC cedida pelos desenvolvedores
Nota Final: 8,5/10
✅ Pontos Positivos
Mecânicas variadas e bem integradas
Narrativa forte para o gênero
Direção de arte marcante
Ótimo desempenho técnico
Direção de arte oitentista bem executada
❌ Pontos Negativos
Modos online ainda limitados
Customização e galeria pouco relevantes
Desenvolvimento desigual dos personagens





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