Review: ReSetna (X-BOX ONE) - combate versátil e exploração frustrante

Today's Games/Divulgação
 

ReSetna traz elementos clássicos de jogos de plataforma em uma ambientação futurística pós-apocalíptica, com chefes formidáveis, personalização de habilidades e enredo distópico.

O balanceamento de combate e exploração se perde em alguns momentos, mas o saldo final ainda entrega uma experiência divertida e cheia de segredos.


Ficha Técnica:

Desenvolvimento: Today's Games

Distribuição: Ocean Media

Jogadores: 1 (Local)

Gênero: Ação e Aventura, Plataforma, Metroidvania

Plataformas: Xbox One, Xbox Series X|S, Steam, Epic, PlayStation 5 

Idioma: Português+


Guerreira Cibernética

Imagem: Today's Games/Divulgação


ReSetna traz um combate simples: podemos saltar, esquivar, defender, fazer ataques a distância e em área, além de habilidades especiais que possibilitam hackear inimigos para causar dano ou paralisá-los. Há diferentes armas para desbloquear e elas podem ser alternadas a qualquer momento, proporcionando versatilidade ao jogador.

Os inimigos são bem variados, desde robôs simples até outros gigantescos e traiçoeiros. A IA é fraca, e muitas das vezes não consegue detectar a presença do jogador em plataformas superiores, criando um ponto cego para evitar lutas. Não há seleção de dificuldade, então o comportamento inimigo é monótono, com alguns poucos momentos difíceis.

Os chefes são bem projetados, com batalhas emocionantes e desafio na medida: nem muito fácil, nem impossível.

Há bugs. As vezes, após ressurgir de uma morte, todo o cenário fica escuro e a personagem branca. Apesar das legendas configuradas em português, alguns textos apareceram em inglês ou francês; não sei se foi um problema isolado ou se a tradução é parcial. Também há alguns problemas técnicos, como quedas de quadros no bioma Acidia e um excesso de telas de carregamento.

Mas a pior falha é a mecânica de teletransporte. Ela é imprecisa, me levando quase sempre para a direção oposta à desejada, tornando as sequências de escalada em obstáculos maiores do que qualquer boss fight.


Os Tons de um Mundo Destruído

Imagem: Today's Games/Divulgação 


Os gráficos são ok. Há vários biomas, cada um com uma identidade bem definida visualmente, mas com poucos detalhes. O cenário inicial é sem dúvidas o mais caprichado, no qual a iluminação foi melhor aplicada e os robôs procurando tralhas ao fundo representam o clima pós-apocalíptico de forma convincente.

Já os personagens, não receberam tanta atenção. A maioria deles é genérica, sem uma aparência ou personalidade memorável. A protagonista, ReSetna, se destaca justamente por seu estilo não conversar com o restante do elenco.
 

O Que Restou da Humanidade

Imagem: Today's Games/Divulgação


ReSetna, uma android de combate, desperta com o propósito de coletar os últimos vestígios de vida orgânica: mentes humanas preservadas em chips chamados de Synapticas.

A trama começa bem, mas depois de um tempo acaba se tornando necessário buscar por coletáveis e completar missões secundárias para entender os eventos que levaram o mundo a ruínas. Além disso, a progressão é confusa. Em determinado ponto passamos longos períodos combatendo inimigos simples e, de repente, enfrentamos vários chefes em sucessão.

A impressão que fica é que a segunda metade do jogo foi apressada, e a maior parte da narrativa foi distribuída entre os itens secretos espalhados pelo mundo.


O Silêncio Que Surpreende

Imagem: Today's Games/Divulgação


Durante a exploração, a trilha sonora é discreta. Quase inexistente. A princípio parece pacato, mas essa calmaria é apenas um disfarce. Durante as lutas contra chefes é quando a música se revela, sendo explosiva, frenética, trazendo a adrenalina da batalha para o jogador.

Os efeitos sonoros são reaproveitados em vários inimigos, o que gera repetição. Além disso, o som da defesa é mais alto que os demais, sugerindo um problema de mixagem.


Um Metroidvania Mediano

Imagem: Today's Games/Divulgação


ReSetna reúne chefes intensos e narrativa fragmentada. Embora o combate não apresente um desafio real, oferece liberdade para o jogador personalizar armas e aprimoramentos.

O jogo se esforça para construir uma lore com itens secretos e missões secundárias, ainda que seus problemas técnicos tentem retardar a progressão.

Nota Final: 6,5/10

Pontos Positivos
  • Combate versátil
  • Variedade de inimigos
  • Personalização de habilidades

Pontos Negativos
  • Mecânica de teletransporte imprecisa
  • Enredo precoce
  • Telas de carregamento excessivas
  • IA fraca

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