Se você é daqueles que ama Missão Impossível, Duro de Matar e qualquer filme de ação nessa linha, a série O Alvo Humano (Human Target) pode chamar a sua atenção.
Mesclando ação com drama, o seriado que estreou em 2010, acompanha a história de Christopher Chance (Mark Valley), um ex-assassino profissional que atua como guarda-costas da elite. Seu trabalho é se infiltrar na vida dos seus clientes para protegê-los e livrá-los de ameaças invisíveis. No entanto, o que começa como só mais uma missão de proteção se transforma em uma perigosa conspiração, que faz com que ele mesmo se torne um alvo.
Com produção da DC e inspirada nos quadrinhos da mesma empresa, a série foi indicada a três Emmys técnicos e, para alegria dos que odeiam ter que esperar para terminar uma história, já está finalizada e disponível para assistir completa no streaming Adrenalina Pura+. Para assistir, é só assinar o serviço via Prime Video, Apple TV, Claro TV+ ou Roku.
Criada por Jonathan Steinberg, produtor de Percy Jackson e os Olimpianos, e também por Matthew Miller (Máquina Mortífera), a produção conta com duas temporadas. Nós, da Revista Jovem Geek, conferimos os dois primeiros episódios e essas são as nossas impressões.
Qual o veredito?
Para quem ainda não sabe bem o que esperar, se prepare para encontrar muitas explosões, saltos de trem e jogos de identidade. Em O Alvo Humano, tem sempre alguma coisa acontecendo. E talvez você esteja se perguntando: isso é bom ou ruim?
A resposta é simples: depende. Se você gosta de adrenalina constante, a série pode funcionar. No meu caso, porém, ela não fluiu tão bem.
Embora tenha elementos interessantes, a sensação que fica é de que tudo acontece em grande escala o tempo todo. Explosões, reviravoltas e sequências grandiosas parecem surgir a cada momento, quase como uma tentativa constante de convencer o público de que a história de Christopher Chance merece ser contada.
O problema é que, no meio de todo esse exagero, falta o mais importante: a conexão com o protagonista. A série sugere desde o início que Chance não está se saindo tão bem em seu trabalho e quer a gente se questione o porquê. A dúvida até é plantada, mas nossa conexão com ele é tão superficial, que fica difícil realmente se importar com o desenrolar da trama.
Outro ponto que pesa é o excesso de explicações. Muitos diálogos são bastante expositivos, e as cenas de ação, apesar de visualmente interessantes, acabam soando um pouco vazias por falta de um contexto mais sólido. O humor, que deveria equilibrar o tom da narrativa, também não funciona muito bem e acaba caindo em momentos previsíveis.
Além disso, a impressão que fica é que falta desenvolver outros personagens. A história gira quase exclusivamente em torno de Christopher, quando seria mais interessante se também explorasse mais dos outros envolvidos.
Senti falta, particularmente, de uma personagem feminina mais forte, que existisse para além dos papéis já batidos de ser salva ou combatida pelo protagonista.
Obs.: Vale lembrar que essa impressão se baseia apenas nos dois primeiros episódios. É possível que a série tenha desenvolvido melhor esses elementos nos capítulos seguintes.
Mas afinal, vale a pena assistir?
Ainda que eu não tenha gostado de vários aspectos, existem alguns elementos interessantes que merecem destaque. O final do piloto, por exemplo, é instigante e consegue trazer uma pitada de mistério.
Com uma narrativa relativamente simples, O Alvo Humano é o tipo de série que funciona bem para assistir de forma despretensiosa, enquanto se faz outra coisa ou quando não se quer pensar muito. Para quem gosta de cenas de ação, especialmente, a produção pode render bons momentos, já que claramente não economiza nesse tipo de cena.
Mas será que esses elementos, por si só, fazem a série valer a pena? A resposta depende muito do que você busca: cenas de ação constantes ou uma boa história. O mistério é saber se O Alvo Humano consegue entregar as duas coisas ao mesmo tempo nos episódios seguintes.



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