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| 3D Realms/Divulgação |
Reimaginação de um clássico dos FPS, Painkiller retorna apostando em uma jogabilidade rápida, violenta e extremamente frenética. Com suporte a coop online e uma boa dose de adrenalina, o jogo consegue entregar uma experiência divertida e intensa, ainda que sofra, em alguns momentos, com a sensação de repetição.
Ficha Técnica
Título: Painkiller
Desenvolvedora: Anshar Studios
Distribuidora: 3D Realms
Plataforma: PC, Playstation 5, Xbox Series
Gênero: FPS
Modos de Jogo: Single-player/online
Idioma: Português+
Velocidade, caos e demônios
A jogabilidade de Painkiller segue a cartilha dos FPS mais acelerados, lembrando bastante jogos como DOOM. Aqui, o foco é movimentação constante, reflexos rápidos e eliminação de hordas de inimigos em ritmo quase ininterrupto.
Além da base clássica do gênero, o jogo incorpora algumas características roguelike, como boosts temporários adquiridos durante as fases, armas com propriedades distintas e personagens com habilidades próprias. Esses elementos adicionam uma camada extra de profundidade à experiência e incentivam diferentes estilos de jogo.
O modo cooperativo funciona muito bem e potencializa ainda mais o caos, tornando as partidas mais dinâmicas e divertidas quando jogadas em grupo. Ainda assim, do meio para o final da campanha, a repetição começa a se fazer presente, com encontros e estruturas de fases que pouco variam. Nada que comprometa totalmente a experiência, mas algo perceptível para quem joga por longas sessões.
Inferno em alta definição
Visualmente, Painkiller acerta em cheio. Os gráficos são ótimos e cumprem bem o papel de representar um mundo apocalíptico, demoníaco e opressor. A direção de arte aposta em cenários sombrios, criaturas grotescas e uma estética infernal que dialoga diretamente com a identidade clássica da franquia.
Outro ponto positivo é a otimização. Mesmo com muitos inimigos em tela, efeitos visuais intensos e explosões constantes, o jogo mantém um bom desempenho, algo essencial para um FPS que depende tanto de fluidez.
Um pano de fundo funcional
Em Painkiller, o jogador assume o papel de uma alma presa no Purgatório, condenada a enfrentar hordas demoníacas como parte de um julgamento eterno. Para conquistar a redenção — ou simplesmente sobreviver — é preciso atravessar cenários infernais, derrotar criaturas grotescas e confrontar forças que representam os pecados e horrores do além.
A história é simples e claramente não é o foco principal do jogo. Ainda assim, ela oferece contexto e world building suficientes para quem deseja se aprofundar um pouco mais na lore, funcionando como um pano de fundo competente para justificar a ação desenfreada.
Peso e agressividade na medida certa
A trilha sonora de Painkiller acompanha muito bem o ritmo do jogo. Pesada, agressiva e pulsante, ela reforça a sensação constante de urgência e violência, servindo como combustível para a ação frenética.
Apesar de não se destacar de forma memorável ou inovadora, a música cumpre seu papel com eficiência, ajudando a manter o jogador imerso no clima infernal e caótico proposto pela experiência.
Um retorno sólido ao caos
Painkiller entrega exatamente o que promete: um FPS rápido, violento e extremamente divertido, especialmente quando jogado em modo cooperativo. Sua jogabilidade sólida, boa otimização e estética demoníaca fazem dele uma reimaginação respeitosa do clássico.
Por outro lado, a falta de variedade mais significativa ao longo da campanha impede que o jogo alcance voos mais altos. Ainda assim, para fãs de FPS acelerados e experiências focadas em ação pura, Painkiller é uma ótima pedida — mesmo que não reinvente o inferno, ele certamente o torna muito divertido de atravessar.
Nota Final: 8 / 10
Pontos Positivos
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Jogabilidade rápida, fluida e extremamente satisfatória
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Ótimo funcionamento do modo cooperativo online
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Direção de arte e estética demoníaca bem executadas
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Boa otimização, mesmo com muitos inimigos em tela
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Elementos roguelike que adicionam variedade às partidas
Pontos Negativos
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Estrutura de fases e confrontos pode se tornar repetitiva
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História pouco desenvolvida
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Falta de inovações mais marcantes ao longo da campanha





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