Crítica | A Pedra Mágica


Lançado em 2009 e com duração de 1h 29m, A Pedra Mágica é um filme de fantasia voltado para o público infantil, feito com a parceria dos Estados Unidos com Emirados Árabes e distribuído pela Warner Bros. Pictures. A história se passa em uma típica cidadezinha onde os moradores dela trabalham para a mesma empresa, a Black Box - líder em tecnologia e que já lançou todo tipo de aparato eletrônico que poderiam inventar. E tudo estava indo aparentemente bem até uma pedra com as cores do arco-íris cair na cabeça de um garoto de 11 anos, Toby Thompson, e ele descobrir que, segurando a pedra, pode fazer qualquer pedido que ele se realizará.

A partir daí o filme se torna uma bagunça divertida, pois a história não segue uma ordem cronológica dos fatos: ele é dividido em pequenos "episódios" que vão sendo passados em ordem aleatória, como por exemplo começar com a pedra batendo na cabeça do Toby, e só depois explicar o motivo dessa pedra ter parado ali.


É um filme muito colorido, que apesar de não ter grandes efeitos especiais, é ótimo para passar o tempo e dar algumas risadas. Não é um filme complexo ou com um super roteiro, principalmente levando-se em consideração que foi feito para crianças e pré-adolescentes, mas que ainda assim consegue passar uma boa mensagem para adolescentes e adultos. Ele retrata o quanto os adultos conseguem ser egoístas e maldosos com seus desejos, movidos pela ganância, pelo poder e pela vingança. Não trata só pela questão da pedra mágica que realiza desejos, mas pelas condutas de quem a segura. 

Um exemplo é o senhor Black, dono da Black Box e que apesar de já ser dono de uma empresa rica e que possui tantos produtos, continua em uma busca insaciável por mais dinheiro e mais invenções.

É interessante ver o relacionamento dos pais do Thompson, que acabam entrando em uma competição para ver quem irá conseguir ser promovido e quem irá para o olho da rua. 

Aliás, isso gera uma das minhas cenas favoritas, quando o senhor Black diz que quem ganhar essa competição vai ser promovido, e quem perder vai ter que "pegar a família e rua" e eles dizem, "mas nós somos casados, como vamos ir embora se um de nós vai ganhar e o outro perder?". Ao que o senhor Black responde, rindo, "mas isso não faz o menor sentido" e conclui com "a sua vida conjugal não me diz respeito". 

Episódio 3: Os Descomunicadores

É bom ver também como as crianças são inocentes em seus pedidos, e um tanto até ingênuas. Ver o relacionamento de um pai que tem fobia de germes e por isso deixa o filho trancado dentro de casa, não permitindo que ele saia para fora. Toby, que sofre bullying por uma garota chamada Helvética e os amigos dela. Toby, na sua carência por amigos, chega a desejar para a pedra mágica que ela traga amigos para ele, e aparecem vários alienígenas pequenininhos em suas naves para lhe fazer companhia.

Temos também Loogie e seus irmãos Laser e Lug, que chegam a pedir estoque infinito de chocolate, criam um cânion com crocodilos e serpentes venenosas. A irmãzinha caçula deles começa a falar mentalmente com ambos, e é interessante ver como a "pedra mágica" vai deixando de ser só um objeto inanimado e passa a ter "vontade própria", algo como o Um Anel, de O Senhor dos Anéis.

A produção do filme ficou por conta de Robert Rodriguez e Elizabeth Avelián. Robert, aliás, foi também o autor da trilha sonora, montador, supervisor de efeitos, diretor de fotografia e é bem conhecido por trabalhar com outras obras infantis, como Stark Boy & Lava Girl e Pequenos Espiões. Durante o filme, é possível pegar referências de outros filmes como Scarface (1983), Os Caça-Fantasmas (1984), Deu a Louca nos Monstros (1987), etc.

O elenco conta com os atores Jimmy Bennet (Tobby Thompson), Jolie Vanier (Helvetica), Kat Dennis (Stacey). Leo Hiward (Laser), Jake Short (Nose), Travir Gagnon (Loogie), James Spader (Sr. Black), Leslie Mann (Jane), Jon Cryer (Thompson pai).

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