Crítica: Brigthburn - O Filho das Trevas - Revista Jovem Geek

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quarta-feira, 19 de junho de 2019

Crítica: Brigthburn - O Filho das Trevas




Essa crítica possui alguns spoilers.

Uma criança alienígena que caiu na terra através de uma nave especial foi criada por um casal de fazendeiros do interior do Kansas, onde lhe é ensinado os bons valores da humanidades. Não jovens, esta não é uma história do Superman, essa é a história de Brandon Bayer, o Filho das Trevas.

O filme deixa bem claro em sua sinopse e trailers que se trata de uma releitura da história de origem do Superman, mostrando na verdade o lado complementarmente oposto do grande herói que conhecemos.  Isso não é nenhuma novidade visto que histórias semelhantes já foram mostradas como em Injustice, onde vemos um Superman ditador; o Sindicato do crime que é mostrado versões malignas da Liga da Justiça. Trabalhado nessa ideia do "e se", Brightburn uma premissa muito bom mas que acaba pecando um pouco na execução.

Dirigido por David Yarovesky e produzido por James Gunn (aclamado por seu trabalho em Guardiões da Galáxia), o filme conta a história de um casal que não conseguia ter filhos e que em uma certa noite sua propriedade foi atingida por uma Nave espacial caída. Nela, continha um bebê que eles acabam adotando e cuidando como seu próprio filho.

O filme dá um salto de 12 anos e já vemos Brandon Bayer no colégio e começando a descobrir seus poderes que para um filme de baixo orçamento, conseguiu fazer um bom uso dos efeitos especiais, mostrando o garoto voando em focos diferentes da câmera.



O filme tem ótimas cenas de ação, que infelizmente não são muitas e são demoradas para acontecer. Mas se você curte um filme com bastante sangue, bom… este é um deles.

O que estraga um pouco o filme é a falta de desenvolvimento do personagem e uma história um pouco rasa:  nela o garoto acaba se tornando um ser extremamente ruim e agressivo sem um motivo específico e pelo que parece, as vozes que se passam pela sua cabeça o fazem ficar cada vez mais agressivo. Talvez se houvesse algum acontecimento mais plausível que o motivasse matar e a ser um ser ruim daria ao filme um gás a mais.

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Percebe-se que o filme é algo experimental e que está aberto a criar um universo maior, podendo ter versões malignas outros heróis como Aquaman e Batman. Se este for o caso, teríamos um universo maligno interessantíssimo desde que esses filmes tenham um foco no desenvolvimento dos personagens e saibam se aprofundar nessa premissa.

Brightburn é um filme regular, mas se saísse dessa ideia de que é um gênero terror o filme fica melhor e mais aceitável. A ideia é  boa, os efeitos especiais são bons, a maquiagem também tem seu bom trabalho e o que deixa ele fraco é somente a questão do pouco aproveitamento da ideia do filme para explorar mais o personagem central.

Brightburn - O Filho das Trevas conta com boa atuação de Jackson A. Dunn na pele do jovem Brandon, Elizabeth Banks, David Denman, Matt L. Jones. com o roteiro de Brian e Mark Gunn.

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