Time To Wake Up, um game de jogabilidade simples e gráficos humildes, consegue se destacar por sua história interessante e pelo mergulho na psique de seu personagem principal, fazendo com que o jogador embarque em uma viagem intensa de pouco mais de três horas.
Ficha técnica:
Desenvolvimento: Eye Blink Twice
Distribuição: Eye Blink Twice
Jogadores: 1 (local)
Gênero: Ação, Aventura, Plataforma 3D
Plataformas: PC
Idioma: Ingles+
Uma jogabilidade simples, mas funcional
A jogabilidade de Time To Wake Up é bem simples. Temos um jogo em primeira pessoa no qual o objetivo é ir do ponto A ao B, podendo se movimentar, pular e trocar o layout das fases para resolver puzzles.
Embora simples, a jogabilidade funciona muito bem, principalmente porque ela está ali tão somente para contar uma história e, nesse sentido, menos é mais.
As mecânicas não precisam ser complexas para cumprir seu papel. A possibilidade de alterar o ambiente é o principal recurso para resolver os puzzles e avançar pelos cenários surreais que compõem essa jornada.
Gráficos humildes, mas criativos
Também simples, os gráficos têm pouco refinamento e detalhes, mas compensam isso com criatividade e construção de mundo, principalmente considerando o que o jogo oferece como narrativa.
Assim como a jogabilidade, os cenários em que estamos e as formas de resolver os puzzles estão ali a fim de contar uma história, e isso funciona muito bem.
A proposta visual acompanha a jornada psicológica do protagonista e ajuda a criar ambientes que fogem da realidade, contribuindo para a experiência narrativa sem precisar de um grande refinamento técnico.
Um mergulho nas memórias do protagonista
Em Time To Wake Up, acompanhamos Alan Malone, que se vê preso em um sonho e precisa percorrer um mundo surreal inspirado em suas memórias escolares. Com a ajuda de uma voz misteriosa, ele parte em uma jornada para descobrir o que aconteceu no passado e escapar das sombras que ainda o acompanham. Para isso, precisa explorar ambientes distorcidos, resolver puzzles e encontrar uma saída desse labirinto de memórias.
A história de Time To Wake Up é rápida, mas bastante intensa, servindo como uma grande sessão de terapia enquanto conhecemos o personagem.
A intensidade da história e a forma como o personagem é construído prendem o jogador muito rápido, compensando a curta duração do jogo. Um ponto negativo é a falta de legendas em português, que deixa a experiência menos satisfatória.
Uma trilha sonora discreta
A trilha sonora do jogo é um pouco insípida. Na verdade, não há muito destaque para ela, que acaba ficando em segundo plano durante a experiência.
Curto, mas intenso
Curto, mas intenso, Time To Wake Up é um ótimo jogo para quem curte narrativas e te deixa preso no divã.
Mesmo com uma jogabilidade simples, gráficos humildes e uma trilha sonora que não se destaca, o game consegue encontrar sua força na história e na construção de seu personagem principal. É uma experiência breve, mas que consegue prender a atenção do jogador e mostrar que, às vezes, menos é mais.
A franquia Hell Let Loose sempre apostou em uma proposta diferente dos shooters tradicionais: menos correria, mais estratégia, comunicação e realismo.
Expression Games/Divulgação
Em Hell Let Loose: Vietnam, essa fórmula chega a um novo cenário e ganha uma série de mecânicas que combinam muito bem com a Guerra do Vietnã.
Depois de completar os tutoriais e jogar algumas partidas, uma coisa chamou bastante atenção: o jogo consegue ser familiar para quem já conhece a franquia, mas traz novidades suficientes para fazer parecer realmente diferente.
Ambientação
A densa vegetação, os rios, vilarejos e áreas abertas fazem com que cada partida tenha uma dinâmica própria. É muito diferente de simplesmente trocar o cenário da Segunda Guerra Mundial por uma floresta.
A visibilidade limitada cria uma tensão constante. Você pode estar avançando com seu esquadrão e, segundos depois, começar a receber tiros de uma posição que sequer conseguiu identificar, mesmo quando a partida parece parada.
Esse é justamente um dos pontos mais interessantes do jogo: o ambiente também funciona como arma, ainda mais se você é novo no game, você vive com a sensação de estar na mira de alguém.
Jogabilidade: lenta, agressiva e muito mais estratégica
Rushar sem pensar pode significar morrer em poucos segundos. O jogo mantém a proposta tática da franquia, com combates em larga escala, nas quais comunicação e trabalho em equipe continuam sendo fundamentais. Se seu squad não se comunica e alinha estratégias, se prepare para sofrer
As armas também ajudam bastante nessa sensação. Os confrontos são mais letais e cada disparo parece ter um peso maior do que em shooters arcade.
Durante minhas partidas, porém, o que mais me chamou atenção foi a movimentação. O personagem responde de maneira fluida aos comandos, e as novas possibilidades de movimentação combinam muito bem com o cenário.
É possível nadar, escalar e rastejar mais rapidamente, além de carregar companheiros feridos para fora de áreas perigosas antes de tentar reanimá-los.
E aqui está uma das maiores novidades em relação ao Hell Let Loose original.
Os helicópteros são uma das principais novidades e podem ser utilizados para transporte, suporte aéreo e lançamento de suprimentos. Do outro lado, as forças norte-vietnamitas contam com redes de túneis que permitem criar novas possibilidades de deslocamento e ataques surpresa.
Os rios também ganharam importância com a presença de barcos de patrulha.
Esses elementos não estão ali apenas para deixar o jogo mais bonito. Eles alteram a maneira como as equipes precisam pensar seus ataques e defesas, principalmente se você está jogando com os americanos.
Expression Games/Divulgação
Visualmente, Hell Let Loose: Vietnam impressiona principalmente pela construção dos ambientes.
A vegetação densa e os diferentes tipos de terreno fazem os mapas parecerem vivos, e não apenas grandes arenas para multiplayer.
O mais interessante, porém, é que os gráficos têm uma função na jogabilidade. A vegetação influencia diretamente na visibilidade e na maneira como os jogadores podem se aproximar dos objetivos. Se estamos em uma área com a vegetação alta, temos que oberservar a movimentação para identificar inimigos.
Nas minhas partidas, também não encontrei bugs que atrapalhassem a experiência, e a movimentação se mostrou bastante fluida.
Isso merece ser destacado porque, considerando a quantidade de elementos acontecendo simultaneamente, ter uma experiência estável faz bastante diferença.
Conclusão
Se você procura um FPS mais realista e gosta de jogos em que pensar antes de atirar é tão importante quanto sua mira, Hell Let Loose: Vietnam é uma excelente opção.
O jogo não tenta competir diretamente com os shooters arcade. Ele segue seu próprio caminho e transforma a Guerra do Vietnã em um campo de batalha onde informação, posicionamento e comunicação podem decidir uma partida.
Hell Let Loose: Vietnam não é simplesmente o Hell Let Loose original com outro cenário. As mudanças na movimentação, helicópteros, túneis e combate nos rios fazem com que o conflito tenha uma identidade própria.
Cópia de PC cedida pelos produtores
Nota final: 9/10
Prós:
✔️A ambientação consegue transmitir muito bem a sensação de estar em uma guerra. ✔️Novos veículos ✔️Sennsação de combate mais pesada e letal. ✔️A selva, rios e diferentes tipos de terreno criam situações variadas.
✔️Novas opções de deslocamento combinam perfeitamente com os mapas.
✔️Túneis do NVA, que mudam completamente a dinâmica de ataque e defesa.
Contras:
❌Curva de aprendizado: quem está acostumado com Call of Duty ou Battlefield pode levar bastante tempo para se adaptar (podendo ser frustante até os tutoriais).
❌Dependência do trabalho em equipe: uma equipe desorganizada pode transformar a partida em uma experiência frustrante.
❌Visibilidade: a vegetação pode ser tão eficiente para esconder jogadores que algumas mortes parecem acontecer do nada.
Eu já esperava encontrar um survival com crafting, construção, exploração e combate, mas o que realmente me chamou atenção foi perceber como o jogo consegue pegar a fórmula que já conhecemos de outros survivals e colocar por cima a identidade de RuneScape.
E isso muda bastante a experiência.
É aquele tipo de jogo em que você começa praticamente sem nada, coleta alguns recursos, constrói um abrigo improvisado e, algumas horas depois, está explorando regiões perigosas, criando equipamentos melhores, desbloqueando habilidades e se preparando para enfrentar dragões.
Ficha Técnica:
Desenvolvimento: Jagex Ltd
Distribuição: Jagex Ltd, H2 Interactive Co.
Jogadores: até 4 Jogador
Gênero: RPG, Mundo abert
o, Aventura, Ação
Idioma: Português, Inglês. Francês
Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series X e Series S
Gráficos e estilo
Uma das primeiras coisas que gostei foi o visual. Dragonwilds tem uma estética estilizada muito bonita, não tenta ser extremamente realista e isso combina muito bem com o universo de RuneScape, e para ser sincera, eu amo esses gráficos mais lowpoly, mais fofinhos por assim dizer.
Os ambientes têm bastante personalidade, principalmente quando você começa a explorar regiões diferentes. Florestas, montanhas, ruínas, cavernas e áreas dominadas por criaturas criam aquela sensação de estar realmente entrando em uma região desconhecida.
E eu gosto bastante desse tipo de direção artística porque o jogo consegue ser bonito sem precisar exagerar nos detalhes.
Jagex Ltd/ H2 Interactive Co./Divulgação
Exploração
Explorar é uma das partes mais divertidas, você começa conhecendo uma pequena parte do mapa e, conforme melhora seus equipamentos e habilidades, consegue ir cada vez mais longe.
E sempre existe aquela curiosidade: “O que será que tem ali?” E quando percebe está fugindo de 4 ratos que querem te matar.
Apesar disso, é o tipo de jogo que recompensa muito o jogador que gosta de sair do caminho principal, você encontra recursos, criaturas, estruturas, cavernas, áreas escondidas e lugares que claramente foram feitos para despertar sua curiosidade, e quando você percebe, já está muito longe da sua base procurando algum recurso específico.
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Construção, deixem comigo
Agora vamos falar de uma das minhas partes favoritas. Eu sou praticamente o Bob, o Construtor.
Em qualquer survival que tenha construção, se deixarem, eu assumo a responsabilidade de montar o acampamento, e em Dragonwilds isso foi uma DELÍCIA.
O sistema de construção é muito bom e, principalmente, bem diversificado, você tem várias opções de paredes, estruturas e, finalmente tetos que fazem sentido! Sim, senhoras e senhores construtores de plantão, tetos bons.
Parece uma coisa básica, mas quem já jogou survival sabe o sofrimento que é tentar construir uma casa bonita e descobrir que o sistema de telhado parece ter sido criado por alguém que nunca viu uma casa.
Aqui as peças se encaixam muito bem e você consegue realmente criar estruturas que parecem construções de verdade, dá para montar uma casinha simples, uma fortaleza, um acampamento enorme ou simplesmente perder horas tentando deixar tudo bonito.
E eu definitivamente perdi horas, é um deleite construir uma fortaleza aqui.
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Survival e coleta
A estrutura de survival é bastante familiar, você coleta madeira, pedra, minérios e outros recursos, cria ferramentas, constrói estruturas e melhora seus equipamentos, mas Dragonwilds tenta fugir um pouco daquela sensação de “vou passar meia hora cortando árvore”.
A magia entra justamente para facilitar algumas dessas atividades, já que conforme você evolui suas habilidades, desbloqueia Skill Spells que podem transformar tarefas tradicionais em algo muito mais rápido e divertido, como um machado de magia para cortar árvores. E isso combina perfeitamente com a identidade de RuneScape.
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Você fica melhor fazendo aquilo que gosta
Essa foi uma das coisas que mais gostei no jogo, a forma como você evolui não parece simplesmente um personagem ganhando XP genérico e distribuindo pontos em uma árvore.
Você melhora fazendo.
Corre bastante? Você evolui sua habilidade de corrida. Usa muito o machado? Você melhora o uso do machado. Passa bastante tempo fazendo determinada atividade? Você fica melhor naquela atividade e começa a desbloquear novas habilidades relacionadas a ela.
E eu gostei MUITO disso, porque dá uma sensação muito maior de evolução natural, não é simplesmente um “ganhei experiência porque matei um inimigo.” É mais “eu passei tanto tempo fazendo isso que realmente fiquei melhor nisso.”
Isso também deixa cada jogador um pouco diferente, se alguém do grupo gosta de uma determinada atividade, pode se especializar nela, enquanto outra pessoa segue um caminho diferente e, ao mesmo tempo, ninguém fica completamente preso a uma função.
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Cada inimigo pede uma abordagem
O combate também me agradou bastante, principalmente porque os inimigos não são simplesmente “sacos de pancada com mais vida”. Cada inimigo acaba tendo determinadas armas ou tipos de ataque que causam mais dano, e isso faz com que você tenha que prestar atenção no que está enfrentando.
Isso deixa os combates mais dinâmicos, você não fica simplesmente usando sempre a mesma arma contra tudo, dependendo do inimigo, pode ser melhor trocar seu equipamento ou mudar sua abordagem.
E como o jogo é bastante focado em magia, isso também ajuda a criar uma diversidade muito legal dentro do grupo.
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Cada jogador pode seguir seu próprio caminho
Essa liberdade de especialização funciona especialmente bem no coop, um jogador pode se especializar mais em determinada arma ou habilidade, enquanto outro segue por um caminho completamente diferente.
Isso cria uma sensação muito boa de que cada pessoa realmente tem uma função dentro do grupo, sem necessariamente transformar o jogo em um sistema rígido de classes, você pode escolher como quer lutar e como quer desenvolver seu personagem, e isso deixa o grupo mais diversificado e equilibrado.
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Construir, evoluir e explorar
E é aqui que acho que Dragonwilds encontra seu melhor ritmo, você explora para encontrar recursos.
Usa esses recursos para construir, construindo, consegue melhorar sua estrutura e equipamentos, com equipamentos melhores, consegue explorar áreas mais perigosas.
E essas áreas dão acesso a recursos ainda melhores, enquanto isso, suas próprias habilidades continuam evoluindo conforme você joga, é um ciclo extremamente satisfatório. E quando você adiciona a construção no meio disso, fica ainda mais fácil perder horas no jogo.
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Dragões
E obviamente não dá para falar de Dragonwilds sem falar dos dragões, eles funcionam muito bem como grandes objetivos de progressão. Você começa enfrentando criaturas menores e, conforme vai ficando mais forte, começa a se preparar para desafios muito maiores, existe uma sensação muito boa de progressão quando você percebe que aquele inimigo que parecia impossível algumas horas atrás agora é algo que você consegue enfrentar.
E é exatamente esse tipo de evolução que eu procuro em um survival, já que constantemente você é ameaçado pelos dragões, eles ficam rondando o acampamento, enquanto nos preparamos para enfrentá-los.
Jagex Ltd/ H2 Interactive Co./Divulgação
A identidade de RuneScape
Talvez esse seja o maior mérito de Dragonwilds. Ele poderia facilmente ser apenas mais um survival de fantasia medieval, mas não é.
A presença das skills, magia, criaturas, equipamentos, referências e toda a identidade visual fazem ele realmente parecer RuneScape transformado em um survival RPG, e isso é importante porque o gênero já está cheio de jogos excelentes.
Para conseguir se destacar, precisa ter personalidade, e Dragonwilds tem.
Jagex Ltd/ H2 Interactive Co./Divulgação
Conclusão
RuneScape: Dragonwilds conseguiu fazer uma coisa que eu valorizo muito em um survival: me dar vontade de continuar jogando.
A construção é excelente, a progressão das skills é muito satisfatória, o combate consegue ser mais estratégico do que parece e a possibilidade de cada jogador desenvolver seu personagem de maneira diferente funciona muito bem no coop.
A progressão também me conquistou porque faz o personagem parecer realmente competente naquilo que faz. Você corre e fica melhor correndo. Usa uma arma constantemente e fica melhor com ela. É simples, mas cria uma sensação de evolução muito mais natural.
No final, Dragonwilds consegue pegar a fórmula de survival que já conhecemos e colocar nela uma camada muito forte de RuneScape, magia, skills e progressão, criando algo que funciona muito bem principalmente com amigos.
Cópia de PC cedida pelos produtores
Revisão: Gabriel Galdino
Nota Final: 9/10
Prós:
✔️ Construção excelente e muito diversificada
✔️ Sistema de magia muito bem integrado
✔️ Progressão natural baseada no que você realmente faz
✔️ Diferentes possibilidades de builds
✔️ Boa sensação de progressão
Contras:
❌ Algumas atividades podem ficar repetitivas
❌ Algumas áreas podem parecer um pouco vazias
❌ A experiência pode ser significativamente mais divertida em coop do que sozinho
Embora competente no que se propõe como jogo de aventura, Fading Echo não consegue se destacar, sendo um jogo que, ainda que seja aceitável, acaba se tornando esquecível.
Ficha técnica:
Desenvolvimento: Emeteria
Distribuição: New Tales e Com2uS Holdings
Jogadores: 1 (local)
Gênero: Ação, Aventura, Plataforma 3D
Plataformas: PC
Idioma: Português+
Uma aventura que não vai muito além do básico
A jogabilidade de Fading Echo é simples, mas funciona bem. Temos o comum de um jogo de ação e aventura: vá ao ponto A ou B e complete missões entre esses objetivos. O jogo tem uma boa mecânica de evasão e uma interessante mecânica de elementos, que mistura elementos de jogabilidade de jogos como Splatoon e Metroid. Os elementos de puzzle do jogo também são bons.
O problema é que só isso não faz o jogo crescer. Embora o level design, por exemplo, seja bom, o jogo não dá ao jogador vontade de explorar os cenários, haja vista que não há qualquer recompensa para isso. Existem alguns baús que dão pontos para desbloquear novas habilidades, mas o jogador consegue esses mesmos pontos durante as batalhas, então a recompensa não parece interessante.
Além disso, a falta de colecionáveis no game, característica quase sempre presente em jogos do gênero, acaba deixando o jogo com uma cara de vazio, sem explorar todo o potencial de seu level design.
Gráficos competentes, mas pouco inspirados
Os gráficos de Fading Echo são competentes. Temos boas cutscenes e uma direção de arte bonita, pouco imaginativa no que diz respeito aos inimigos, mas que consegue se destacar em alguns cenários. As animações também estão boas, bem como o uso das cores.
Visualmente, o jogo consegue entregar uma experiência agradável, mas não apresenta elementos suficientes para se destacar em meio a tantos outros títulos de ação e aventura.
Uma história que não consegue prender a atenção
Em Fading Echo, acompanhamos One, uma jovem conhecida como Lenda, que precisa salvar seu mundo, Corel, de uma corrupção chamada Paradoxo. Essa força está destruindo a realidade e consumindo tudo pelo caminho, enquanto One atravessa ilhas flutuantes e mundos em colapso para enfrentar Maddock, o líder do Paradoxo. Durante a jornada, ela também conta com um grupo de aliados que a acompanha nessa missão.
A história de Fading Echo é regular. Boa o bastante para o jogador perceber que há um enredo por trás do jogo, mas não o bastante para prender sua atenção. Além disso, é um pouco confusa, deixando algumas pontas soltas e não engrenando como deveria.
Uma história que não consegue prender a atenção
Em Fading Echo, acompanhamos One, uma jovem conhecida como Lenda, que precisa salvar seu mundo, Corel, de uma corrupção chamada Paradoxo. Essa força está destruindo a realidade e consumindo tudo pelo caminho, enquanto One atravessa ilhas flutuantes e mundos em colapso para enfrentar Maddock, o líder do Paradoxo. Durante a jornada, ela também conta com um grupo de aliados que a acompanha nessa missão.
A história de Fading Echo é regular. Boa o bastante para o jogador perceber que há um enredo por trás do jogo, mas não o bastante para prender sua atenção. Além disso, é um pouco confusa, deixando algumas pontas soltas e não engrenando como deveria.
Uma trilha sonora esquecível, mas com uma surpresa
A trilha sonora de "Fading Echo" é esquecível. Não há nenhum momento em que ela se destaque.
Já os sons e, principalmente, a dublagem em PT-BR merecem destaque. Muito bem-feita e bem interpretada pelos dubladores, a dublagem em português consegue, em alguns momentos, melhorar o próprio enredo do jogo, sendo a grande surpresa da experiência, na realidade.
Um jogo que poderia ter sido melhor
Embora tenha uma jogabilidade competente, bons puzzles e uma direção de arte interessante, o jogo não consegue aproveitar todo o potencial de suas próprias ideias. A falta de incentivos para explorar os cenários, somada a uma história que não prende a atenção e a uma trilha sonora pouco marcante, faz com que a experiência não deixe uma impressão duradoura.
1666: Amsterdam, nova obra da equipe que trabalhou nos primeiros Assassin's Creed, é interessante e tem potencial, ao mesmo tempo em que precisa caminhar bastante para chegar a um ponto de qualidade inquestionável.
Ficha técnica:
Desenvolvimento: Panache Digital Games
Distribuição: Panache Digital Games
Jogadores: 1
Gênero: Ação e Aventura
Plataformas: PC
Idioma: Português+
Um Assassin's Creed em uma Amsterdam sombria
Em 1666: Amsterdam, temos a boa e velha jogabilidade advinda dos jogos de Assassin's Creed, principalmente dos primeiros. Temos que fazer missões em um mundo semiaberto, da forma mais silenciosa possível durante o dia e de forma mais bruta à noite. Isso acontece porque, de dia, nossa personagem é apenas mais uma civil, enquanto, à noite, ela vira uma bruxa.
De dia, a jogabilidade usa e abusa do stealth, para que o jogador possa completar as missões sem ser visto, enquanto à noite temos mais liberdade para usar nossas habilidades em combate, bem como utilizar as magias para uma estratégia mais furtiva.
A jogabilidade de 1666: Amsterdam lembra, e muito, a dos antigos Assassin's Creed e também não é por menos. O jogo é criação de Patrice Désilets, o principal idealizador e diretor criativo dos primeiros jogos da franquia Assassin's Creed.
Porém, isso cria uma problemática. Por ser muito parecido com os antigos AC, Amsterdam se parece muito com um jogo da década passada, o que pode não agradar muitos jogadores. Além disso, o combate é um pouco travado e a movimentação deixa um pouco a desejar.
Um dos destaques do jogo, que é o controle, pelo jogador, do gato parceiro da personagem principal, também carece de melhor movimentação, fazendo com que o jogo, nesse sentido, necessite de maior refinamento.
Uma Amsterdam que poderia ser mais bonita
Os gráficos do jogo também deixam a desejar. Tecnicamente, o jogo pede muito hardware e entrega muito pouco em troca. Faltam aos personagens um pouco mais de textura e definição, e as cutscenes não estão em sua melhor forma. Resta claro que falta refinamento nos gráficos e o jogo necessita de otimização nesse sentido.
Por outro lado, a direção de arte é interessantíssima. Buscando uma perspectiva histórica mais realista, vemos isso de forma clara nos cenários, principalmente nas casas e nas roupas dos NPCs. Além da própria personagem principal, que funciona bem tanto em sua forma "civil" quanto em sua forma "bruxa".
Entre humanos e demônios
A história de 1666: Amsterdam acompanha Noa, a Colecionadora, uma personagem que utiliza feitiçaria para investigar entidades demoníacas escondidas sob rostos humanos. A proposta do jogo é justamente dividir essa investigação entre o dia e a noite: durante o dia, Noa investiga Amsterdam, enquanto, à noite, precisa enfrentar seus próprios demônios.
A história de 1666: Amsterdam é interessante e envolvente e consegue muito facilmente trazer o jogador para aquele mundo. Como o jogo ainda está em acesso antecipado, ainda não temos todos os meandros da narrativa, porém, temos um bom enredo e uma boa construção de mundo, principalmente se levarmos em consideração o arcabouço histórico que o jogo traz.
Um problema deste acesso antecipado diz respeito às legendas que, na versão analisada, ainda não estão totalmente traduzidas, o que atrapalha a imersão do jogador. A página da Steam atualmente lista o português do Brasil entre os idiomas com interface e legendas, portanto, essa situação pode ser alterada durante o desenvolvimento.
Uma trilha que acompanha a escuridão
Tecnicamente, o jogo sofre de alguns problemas no som, principalmente nos diálogos entre os personagens. A trilha em si é boa, mas muito parecida com outras que tratam da temática do jogo.
Porém, a trilha não atrapalha de forma alguma o jogo e cumpre bem seu papel durante a aventura.
Um potencial que ainda precisa amadurecer
1666: Amsterdam é um jogo promissor, porém, ainda sofre com alguns problemas de otimização e refinamento e não é um jogo para qualquer um, sendo recomendável somente àqueles que gostam bastante dos antigos Assassin's Creed.
A proposta de misturar a estrutura dos primeiros jogos da franquia com uma Amsterdam histórica, magia e uma protagonista que alterna entre a vida civil e a forma de bruxa é interessante. Porém, no estado atual, ainda existe um caminho considerável para que todas essas ideias alcancem seu potencial.
Por enquanto, 1666: Amsterdam é uma experiência que vale mais a pena acompanhar durante o acesso antecipado e aguardar seu lançamento final.