Realm of Ink é o novo jogo roguelite de ação da Leap Studio. Aqui, nós controlamos a heroína Red, que descobre inesperadamente que é apenas uma personagem fictícia da coletânea de contos Realm of Ink, o que me lembrou muito o filme Coração de Tinta: O Livro Mágico, protagonizado pelo Brendan Fraser. Somente desvendando os segredos obscuros ela poderá desafiar seu destino. Hoje, trago para vocês a análise completa do jogo, falando um pouco mais sobre a trama, as principais mecânicas e se compensou jogar!
Ficha técnica:
- Data de lançamento: 26 de maio de 2026
- Desenvolvedora: Leap Studio
- Distribuidora: 4Divinity
- Gêneros: Ação, Roguelike, Roguelite, Artes Marciais e Visual Estilizado
- Plataformas: PlayStation 5, PlayStation 4, Nintendo Switch, Xbox One, Microsoft Windows, Xbox Series X e Xbox Series S.
Trama
Lembrando fortemente Coração de Tinta: O Livro Mágico, conforme já destacado na introdução, Red estava caçando sua arqui-inimiga, a Raposa, quando descobre que seu destino está sendo manipulado pelo misterioso “Caminho Celestial”. Ao perceber que sua vida inteira pode não passar de uma história já escrita, ela entende que existe apenas uma forma de conquistar a verdadeira liberdade: escapar daquele mundo de uma vez por todas.
Realm of Ink me lembrou bastante Hades em vários aspectos. Além de ambos serem roguelikes com uma estrutura de progressão semelhante, os dois compartilham uma ideia central importante para suas narrativas: a morte não representa o fim, mas uma oportunidade de retornar mais forte. Sempre que Red é derrotada, ela volta ao ponto de origem, pode aprimorar suas habilidades e se preparar melhor para a próxima tentativa, tornando cada fracasso parte essencial da evolução da personagem.
A diferença está na motivação de seus protagonistas. O objetivo de Zagreu, filho de Hades, é escapar do submundo para descobrir mais sobre seu passado. Já Red deseja romper os limites da própria história e abandonar o livro onde vive. Para isso, ela precisa atravessar todos os capítulos da obra, literalmente apresentados como capítulos de um livro, enfrentando hordas de monstros, inimigos cada vez mais poderosos e chefões desafiadores. Cada nova área revela mais detalhes sobre o universo de O Reino de Tinta, enquanto Red se aproxima da verdade por trás do Caminho Celestial e da possibilidade de finalmente escrever seu próprio destino.
Jogabilidade e mecânicas
Já em relação à jogabilidade e às mecânicas, Realm of Ink segue a fórmula que os fãs de roguelikes já conhecem e gostam, mas adiciona suas próprias ideias para tornar cada partida interessante. Durante a aventura, temos acesso a mais de 11 estilos diferentes de "Peles Pintadas", que funcionam como classes ou estilos de combate distintos. Cada uma delas altera completamente a forma de jogar, oferecendo golpes, habilidades e poderes próprios. Isso incentiva a experimentação constante, permitindo que cada tentativa tenha uma sensação diferente da anterior.
O sistema de progressão também oferece bastante liberdade para criar estratégias. É possível combinar habilidades, aprimoramentos e efeitos especiais para montar builds extremamente poderosas. Como todo bom roguelike, parte da diversão está justamente em descobrir sinergias inesperadas e criar combinações capazes de transformar uma partida aparentemente difícil em uma verdadeira demonstração de poder.
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| Cuidado para não gastar toda a sua prata, pois, às vezes, você vai querer para se alimentar e recuperar a sua HP |
Outro destaque está nas mais de 200 Relíquias disponíveis. Elas permitem criar artefatos únicos e personalizar ainda mais cada partida, ampliando consideravelmente as possibilidades de construção de personagem. Dificilmente duas partidas serão exatamente iguais, já que sempre existe uma nova combinação para testar ou uma estratégia diferente para experimentar.
O conteúdo também vai muito além da campanha principal. Existem NPCs especiais espalhados pelo mapa, salas secretas repletas de recompensas, desafios opcionais e até mesmo um modo infinito para quem deseja continuar evoluindo seu personagem e testar seus limites. É aquele tipo de jogo que sempre oferece um motivo para jogar "só mais uma partida".
Um detalhe que eu amei: o sistema de companheiros espirituais. Se o nível de dificuldade estiver alto demais ou você precisar de uma ajuda extra, essas criaturas entram em ação para lutar ao seu lado. Os espíritos não servem apenas como suporte passivo; eles possuem habilidades próprias e podem se tornar peças fundamentais da sua estratégia durante os combates.
Conforme você encontra e combina diferentes Tesouros de Tinta, seus companheiros evoluem para formas cada vez mais poderosas e visualmente impressionantes. Isso cria uma camada adicional de progressão que torna cada nova descoberta ainda mais recompensadora. Só não se esqueça de alimentá-los e fortalecê-los ao longo da aventura. Afinal, ao lado desses aliados espirituais, você enfrentará monstros, demônios e até entidades divinas em batalhas que ficam cada vez mais espetaculares conforme avança pelos capítulos de O Reino de Tinta.
Considerações finais
- Nota: 7/10
Realm of Ink não é um daqueles jogos que entram na lista dos melhores do gênero, mas é viciante. Sempre existe aquela sensação de que você consegue avançar um pouco mais na próxima tentativa, desbloquear uma nova combinação de habilidades ou encontrar uma estratégia ainda mais eficiente. Esse ciclo de progresso funciona muito bem e consegue prender a atenção por várias horas. Literalmente.
Claro, não é do mesmo nível de Hades, que continua sendo uma das principais referências quando o assunto é roguelike dos últimos anos. Ainda assim, Realm of Ink demonstra um esforço genuíno para entregar uma experiência bem produzida e com identidade própria. A inspiração é evidente, mas o jogo consegue incorporar elementos de fantasia chinesa e sua própria mitologia para criar algo que vai além de uma simples cópia. Outro ponto positivo é a estabilidade. Durante todo o tempo que joguei a versão para consoles, não me deparei com bugs que atrapalhassem a experiência. Tudo funcionou de forma consistente, desde os combates até os sistemas de progressão.
Visualmente, é importante alinhar as expectativas. Realm of Ink não possui o orçamento ou o nível técnico de produções gigantes como Ghost of Tsushima e Resident Evil. Ou talvez Diablo, cuja jogabilidade talvez seja a comparação mais próxima em alguns momentos. Porém, em defesa da Leap Studio, estamos falando de uma desenvolvedora independente que claramente trabalhou dentro de suas possibilidades para entregar um produto caprichado. A direção artística é bonita, os cenários possuem personalidade e os efeitos visuais durante as batalhas ajudam a criar momentos bastante impressionantes. No fim das contas, Realm of Ink pode ser resumido como uma espécie de Hades com forte influência da fantasia chinesa. E ambos os jogos são bons!
Trailer







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