Resenha | Bom Menino (Good Boy)

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IMPORTANTE: Não damos spoilers em lançamentos.

Bom Menino parte de uma premissa muito interessante e pouco explorada no cinema atual: um filme onde o personagem principal é um pet — no caso, um cachorro — que vive a história sob sua perspectiva no gênero de suspense/terror. Embora o treinamento do cachorro seja louvável e impressione pela naturalidade, o filme em si não empolga tanto quanto poderia, funcionando mais como um estudo curioso de técnica do que como uma narrativa impactante.

Ficha Técnica:

Direção: Ben Leonberg
Roteiro: Ben Leonberg, Alex Cannon
Produção: Ben Leonberg, Kari Fischer
Distribuição: Independent Film Company / Paris Filmes
Gênero: Terror / Suspense
Idioma: Inglês / Português+ (dependendo da versão)
Classificação Indicativa: 12 anos (aproximada)

Sinopse

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Contada através da perspectiva de um cachorro, Bom Menino acompanha a mudança de Todd e seu fiel cão Indy para a casa de campo da família após a morte de um parente. A antiga residência, que antes pertencia ao avô de Todd, é conhecida por ser assombrada por uma presença maléfica. Apesar dos rumores, Todd ignora os avisos, o que faz com que seu cachorro perceba e reaja a presenças fantasmagóricas e sobrenaturais pelos cantos aparentemente vazios da mansão. Conforme seu dono começa a sucumbir às forças sombrias que rondam a casa, Indy precisará confrontar essas atividades malignas para proteger seu companheiro humano.

Resenha — Suspense canino com coragem, mas sem profundidade


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O maior mérito de Bom Menino realmente está no cachorro Indy, que atua de forma incrível e responde de maneira convincente aos momentos de tensão que o filme apresenta. O uso de um cão real como protagonista, sem recorrer a efeitos especiais, é louvável e demonstra o esforço e carinho do diretor de trabalhar com seu próprio animal.

Esse recurso funciona muito bem nos momentos em que a narrativa pede expressividade simples — relances de medo, latidos, reações a sons estranhos — tornando a experiência sensorial mais envolvente, especialmente para quem gosta do gênero.

No entanto, tirando a atuação canina e a ideia original por trás do projeto, o filme é morno em sua execução. Ele consegue, em alguns momentos, criar boas cenas de tensão e atmosfera assustadora, mas raramente alcança o impacto emocional ou narrativo que a proposta inicial sugere.

Direção e execução


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Ben Leonberg, ao escolher focar a câmera frequentemente no nível de visão do cachorro e manter a narrativa centrada em Indy, cria um ponto de vista único que poderia ser um diferencial narrativo. No entanto, a falta de desenvolvimento mais profundo dos personagens humanos e o enredo relativamente superficial fazem com que essa abordagem especial acabe soando mais como curiosidade técnica do que como avanço real do gênero.

Atmosfera e ritmo


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Com cerca de 73 minutos de duração, Bom Menino propõe um ritmo mais atmosférico e silencioso do que barulhento ou explosivo, o que agrada em alguns momentos por reforçar a sensação de isolamento e medo gradual. Porém, os sustos e os momentos de tensão não conseguem se acumular de forma memorável, deixando o espectador com a impressão de que o filme poderia ter ido mais longe em sua proposta de horror psicológico.

Veredito


Bom Menino é um filme com uma ideia original e um protagonista improvável que conquista pelo coração e pela técnica de atuação natural do cachorro Indy. No entanto, ele falha em transformar essa promessa em uma experiência realmente marcante no gênero de suspense/terror. Pode funcionar como um entretenimento leve e curioso, especialmente para quem gosta de histórias com animais, mas não alcança o impacto que sua premissa poderia oferecer.

Disponível em: Amazon Prime Video (Aluguel)

Nota Final: 7/10

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