Filmografia de aniversário – Fernanda Montenegro


Considerada uma das melhores atrizes brasileiras e referência do cinema e dramaturgia do Brasil, Fernanda Montenegro (nome artístico de Arlette Pinheiro Monteiro Torres) foi a primeira latino-americana e a única brasileira já indicada ao Oscar de Melhor Atriz, além da única atriz indicada ao Oscar por uma atuação em língua portuguesa, sendo nomeada por seu trabalho em Central do Brasil (1998). É também a primeira brasileira a ganhar o Emmy Internacional na categoria de melhor atriz pela atuação em Doce de Mãe (2013). Orgulho nacional, Fernanda possui mais de 70 anos de carreira tendo atuado em telenovelas, minisséries, filmes, dezenas de espetáculos teatrais, publicado dois livros e participado da gravação de três álbuns musicais. Carioca da gema, a atriz completa hoje 91 anos de idade, e para comemorar nós separamos uma lista com alguns de seus principais filmes.

Confira:

A vida invisível (A vida invisível de Eurídice Gusmão) - 2019

Rio de Janeiro, década de 1940. Eurídice (Carol Duarte) é uma jovem talentosa, mas bastante introvertida. Guida (Julia Stockler) é sua irmã mais velha, e o oposto de seu temperamento em relação ao convívio social. Ambas vivem em um rígido regime patriarcal, o que faz com que trilhem caminhos distintos: Guida decide fugir de casa com o namorado, enquanto Eurídice se esforça para se tornar uma musicista, ao mesmo tempo em que precisa lidar com as responsabilidades da vida adulta e um casamento sem amor com Antenor (Gregório Duvivier). 



Redentor - 2004

Em Redentor, na década de 70, Rio de Janeiro, o bairro da Barra da Tijuca era uma espécie de terra prometida da cidade. Uma das várias construções no local era o Condomínio Paraíso, um luxuoso edifício que seria construído pela empreiteira do Dr. Sabóia (José Wilker). Célio, ainda criança, fica impressionado com a maquete do empreendimento, mostrada por seu amigo Otávio, filho do Dr. Sabóia. Com a empolgação do filho, seus pais decidem por comprar um apartamento no Condomínio Paraíso, o de número 808. Entretanto, apesar de terem pago todas as prestações durante anos, a família de Célio jamais chegou a ocupar o novo apartamento. Isto porque o Dr. Sabóia, após vender os mesmos apartamentos várias vezes, decretou falência e deixou a obra incompleta. 

Quinze anos depois, os operários que trabalharam na construção do edifício e que criaram uma favela ao seu lado, decidem por tomar posse dos apartamentos e organizam uma invasão pacífica. Com o escândalo imobiliário vindo a público, Dr. Sabóia se suicidou e deixou os negócios a cargo de Otávio (Miguel Falabella). Célio (Pedro Cardoso), trabalhando como repórter, é designado a cobrir o caso e, com isso, é obrigado a reencontrar Otávio. Obcecado com o apartamento, Célio aceita a proposta de Otávio de ser seu laranja, em troca de US$ 5 milhões. A situação foge ao controle e o tiro sai pela culatra, fazendo com que Célio se arrependa do negócio feito com Otávio. Desesperado e em busca de Deus, Célio termina por encontrá-lo. É quando ele recebe uma missão que será também sua salvação: convencer Otávio a doar toda sua fortuna aos pobres. 



O Auto da compadecida – 2000

As aventuras dos nordestinos João Grilo (Matheus Natchergaele), um sertanejo pobre e mentiroso, e Chicó (Selton Mello), o mais covarde dos homens. Ambos lutam pelo pão de cada dia e passam por vários episódios enganando a todos do pequeno vilarejo de Taperoá, no sertão da Paraíba. A salvação da dupla acontece com a aparição da Nossa Senhora (Fernanda Montenegro). Adaptação da obra de Ariano Suassuna.



O beijo no asfalto – 2017

Baseado na peça homônima escrita por Nelson Rodrigues. Ao presenciar um atropelamento, Arandir, um bancário recém-casado, tenta socorrer a vítima, mas o homem, quase morto, só tem tempo de realizar um último pedido: um beijo. Arandir beija o homem, mas seu ato é flagrado por seu sogro Aprígio e fotografado por Amado Ribeiro, um repórter policial sensacionalista. 



A primeira missa ou tristes tropeços, enganos e urucum – 2014

Inspirada no quadro “Primeira missa no Brasil”, de Victor Meireles, a trama do longa gira em torno de um grupo de cineastas, tentando reconstruir um marco na história do Brasil: a encenação da primeira missa no país, com a chegada dos portugueses. Índios perdidos estão reunidos em torno dos patrícios, que discutem como proceder o rito religioso. Dois passos para trás, no entanto, e logo vê-se tratar de um set de filmagem. Com intervenções dos poderes público e econômico na realização do filme dentro do filme, a cineasta Ana Carolina faz uma crítica às dificuldades de se fazer cinema no Brasil. 



Central do Brasil – 1998

Dora (Fernanda Montenegro) trabalha escrevendo cartas para analfabetos na estação Central do Brasil, no centro da cidade do Rio de Janeiro. Ainda que a escrivã não envie todas as cartas que escreve - as cartas que considera inúteis ou fantasiosas demais - ela decide ajudar um menino (Vinícius de Oliveira), após sua mãe ser atropelada, a tentar encontrar o pai que nunca conheceu, no interior do Nordeste.



A hora da estrela – 1985

Macabéa (Marcélia Cartaxo) é uma imigrante nordestina, que vive em São Paulo. Ela trabalha como datilógrafa em uma pequena firma e vive em uma pensão miserável, onde divide o quarto com outras três mulheres. Macabéa não tem ambições, apesar de sentir desejo e querer ter um namorado. Um dia ela conhece Olímpico (José Dumont), um operário metalúrgico com quem inicia namoro. Só que Glória (Tamara Taxman), colega de trabalho de Macabéa, tem outros planos após se consultar com uma cartomante (Fernanda Montenegro).


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