Semana da cultura Nordestina


A Semana da Cultura Nordestina é comemorada no dia 02 de agosto, em homenagem a Luiz Gonzaga, o famoso “Rei do Baião”, que faleceu nesse mesmo dia em 1989.

A região nordeste é considerada a mais receptiva, calorosa e de maior ação cultural do Brasil com diversidade culinária, musical, literária, artesanal, artística, de crenças, cultos religiosos e danças que se destacam no cenário nacional. A cultura nordestina é bastante diversificada, uma vez que foi influenciada por indígenas, africanos e europeus. Com características próprias, os costumes e tradições variam de estado para estado (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia).


As festas juninas são comemoradas no mês de junho, com danças típicas como a quadrilha e o forró, bandeirolas, balões e fogos de artifício. As festas juninas fazem homenagem a santos católicos, Santo Antônio (13/06), São João (24/06) e São Pedro (29/06), e têm sua origem em comemorações para agradecer os santos pela boa safra da agricultura do primeiro período do ano. As comidas típicas da época são principalmente receitas com milho e coco, como a canjica, a pamonha, o bolo de milho e o pé de moleque preparado com massa de mandioca, o milho assado, o milho cozido, o quentão etc.
  

O Reisado ou Folia dos Reis também é uma festa de origem católica que celebra a visita dos reis magos ao menino Jesus. Nela, foliões trajados com roupas típicas enfeitadas de fitas e espelhos visitam as casas das pessoas, dançando e cantando as músicas típicas. Essa tradição está presente em apenas alguns estados da região, como Alagoas e Pernambuco.


A literatura nordestina tem grande importância histórica com títulos como Vidas Secas de Graciliano Ramos, O Quinze de Raquel de Queiroz, Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo e Terras Sem Fim de Jorge Amado, entre outras obras; porém, a literatura característica da região é a poesia popular representada pela literatura de cordel, recitada ou publicada em folhetos. Esse tipo de poesia relata os costumes e as crenças do povo, no qual os personagens podem ser reais ou fictícios.


O artesanato nordestino é bastante diversificado. A região produz trabalhos decorativos e utilitários confeccionados em cerâmica, madeira, conchas, rendas, dentre outros materiais. A mulher rendeira se tornou uma personagem típica da cultura do nordeste sendo tema de diversas canções.


O frevo, uma dança típica do carnaval pernambucano, foi declarado patrimônio imaterial da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Essa dança se caracteriza pelo ritmo acelerado, onde os passistas realizam passos acrobáticos, levando numa das mãos a típica sombrinha colorida do frevo.
  

A culinária nordestina foi desenvolvida sob a influência europeia, africana e indígena. O consumo de raízes como a macaxeira, inhame e batata doce, o preparo de comidas bem temperadas e apimentadas como o acarajé, vatapá, bobó de camarão, moqueca de peixe, sururu, as comidas de milho e coco, o cuscuz, a pamonha e a canjica... são heranças que foram adaptadas em cada estado de formas diferentes.

A cultura nordestina merece muito mais que um dia ou uma semana de homenagens. Cada detalhe dos costumes de seu povo é importante, afinal, foi aqui que o Brasil que conhecemos hoje começou há mais de 500 anos.

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