O Pequeno Príncipe: Muito mais que um livro infantil


O Pequeno Príncipe é um dos livros mais lidos no mundo, o motivo? Vocês saberão, em breve!

Em primeira instância, gostaria de enfatizar que se tivesse conhecimento da magnificência da obra, teria lido-a muitíssimo antes. Meu primeiro contato com o livro foi ainda na infância, entretanto, não havia maturidade para compreensão dos temas abordados. Todavia, há cerca de três anos, resolvi aventurar-me novamente nesse clássico da literatura "infantil".

O livro começa de uma forma bem despretensiosa, com uma linguagem simples e tocante, capaz de alcançar qualquer coração, sem analisar a faixa etária de idade.

Ele nos devolve o mistério da infância, levanta-nos questionamentos e nos faz enxergar o mundo de outra maneira.

Foi escrito por Antoine de Saint-Exupéry, no ano de 1943, ou seja, durante o período da Segunda Guerra Mundial. Apesar de ser categorizado como livro infantil, as frases do Pequeno Príncipe são profundas e carregadas de reflexões psicológicas.

Dedicatória:

“Para Léon Werth

Peço às crianças que me perdoem por dedicar este livro a um adulto.

Eu tenho uma desculpa séria: este adulto é o melhor amigo que eu tenho no mundo. Tenho outra desculpa: este adulto pode entender tudo, até livros para crianças. Tenho uma terceira desculpa: ele mora na França, onde tem fome e frio. Ele precisa ser consolado. Se todas essas desculpas não são suficientes, então eu quero dedicar este livro à criança que este adulto já foi. Todos os adultos eram crianças primeiro (Mas poucos deles se lembram dela.) Então eu corrijo minha dedicatória:

Para Léon Werth,

Quando ele era criança."

História:

Um aviador, quando criança, carregava o sonho de ser desenhista e, após ser desencorajado pelos adultos, mudou de planos.

(O livro é narrado pelo aviador)

"Abandonei, aos seis anos, uma esplêndida carreira de pintor. Eu fora desencorajado pelo insucesso do meu desenho número 1 e do meu desenho número 2. As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar toda hora explicando."

Os adultos são incapazes de reconhecerem uma jiboia engolindo um elefante e são extremamente capazes de confundir a cena com um chapéu.


Após um problema em seu avião, o aviador cai em algum lugar no deserto do Saara e conhece a criaturinha cativante e curiosa, que conquistou - e conquista - os corações por todos os cantos da Terra.

O Pequeno príncipe é um viajante do espaço, cuja curiosidade tornou-se maior que a vontade de permanecer em seu próprio lar, o pequenino asteroide B612.

Ele queria descobrir o que havia além das estrelas e partiu.


A dolorosa separação dele com a amável rosa aconteceu, o pequeno príncipe passou por 6 "países", todos bem distintos e carregados de suas próprias lições:

"Tu julgarás a ti mesmo, respondeu-lhe o rei. É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues julgar-te bem, eis um verdadeiro sábio."

Até que chegou à Terra.

Em nosso planeta, o pequeno príncipe conheceu uma raposa que o ensinou o significado de ser cativado e assim, tornaram-se amigos.

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"

“Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante"

Após alguns ensinamentos, o pequeno príncipe seguiu e, sob o sol escaldante do deserto, logo deparou-se com o aviador.

Conforme a trama se desenrola, o narrador absorve muitos ensinamentos:

É necessário que suportemos algumas lagartas, se quisermos admirar as borboletas. É necessário que passemos por momentos difíceis para valorizarmos os bons.

O que faz de uma pessoa importante é o tempo que dedicamos a ela, cativando ou sendo cativado. E ainda que existam milhares de pessoas no mundo, foi aquela determinada pessoa que ocupou um espaço exclusivo no coração, criando um laço.

Apesar da vida e responsabilidades de adultos, não devemos deixar os sonhos e a alegria da criança que há dentro de nós morrer.

A obra do autor francês foi traduzida para mais de 200 idiomas e as ilustrações foram feitas por ele mesmo, inspirado por uma sinfonia de Mozart.
O livro prende de uma forma sutil, mas altamente significante. As perguntas são incríveis e as respostas melhores ainda.

Sem dúvidas, o que mais me cativou foi o fato de a história representar a vida do autor.

As ilustrações foram feitas em guardanapos e, assim como o personagem, Antoine de Saint-Exupéry foi piloto.

A dedicatória do livro foi para Leon Werth, o melhor amigo de Exupéry, que na época sofria os horrores de ser judeu durante a Segunda Guerra Mundial.

Depois de todo esse conjunto de qualidades, é redundante indicar que vocês adquiram esse exemplar.

Citações:

“Ora, meu desenho é, com certeza, bem menos charmoso que o modelo. Não é culpa minha. Quando tinha seis anos, os adultos me desencorajaram a seguir a carreira de pintor. Não aprendi a desenhar mais nada, exceto serpentes vistas pelo lado de fora e serpentes vistas pelo lado de dentro”.

“Adultos adoram números. Quando vocês contam que têm um novo amigo, eles não ligam para o que é importante. Nunca perguntam: ‘Qual o tom da voz dele?’, ‘De que ele gosta de brincar?’, ‘Ele faz coleção de borboletas?’. Os adultos preferem perguntar: ‘Que idade tem?’, ‘Quantos irmãos?’, ‘Quanto pesa?’”.

“É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar”.

“- Se Vossa Majestade deseja ser prontamente obedecido, dê-me uma ordem sensata. Ordene, por exemplo, que eu parta imediatamente. Tudo indica que as condições são favoráveis...”.

“- [...] Se você encontra um diamante que não é de ninguém, ele lhe pertence. Se encontra uma ilha sem dono, ela é sua. Quando você é o primeiro a ter uma ideia, logo a registra como sua. Sou dono das estrelas porque ninguém, antes de mim, teve a ideia de se apropriar delas”.

“- Onde estão as pessoas? [...] A gente se sente um pouco no deserto...

- Há solidão também quando se está entre as pessoas”.

“- Só se conhece bem o que se cativa. [...] As pessoas já não têm tempo de conhecer nada. Preferem comprar tudo pronto nas lojas. Como não existem lojas que vendem amigos, as pessoas não têm amigos. Se quer um amigo, trate de me cativar!”.

“- Eis meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”.

Todas as pessoas do mundo deveriam ler O Pequeno Príncipe.

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4 Comentários

  1. Texto incrível, digno de uma grande fã da obra. Parabéns, amor

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  2. Como em todos os seus artigos, uma leitura deliciosa! Parabéns! Excelente resenha sobre uma das obras mais icônicas do Século XX!

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  3. Muito bom, maninha. Você escreve muito bem!

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  4. Muito bom, maninha. Você escreve muito bem!

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