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segunda-feira, 1 de junho de 2020

Movimento #BlackLivesMatter


Na última semana, o Twitter foi praticamente dominado pela hashtag #BlackLivesMatter, que depois se espalhou para as outras redes sociais, como Instagram e Facebook.

Black Lives Matter: ceci est un mouvement politique! | Mediapart

O movimento Black Lives Matter (em português: Vidas Negras Importam) existe desde 2013, quando três ativistas negras (Alicia Garza, Patrisse Cullors e Opal Tometi) organizaram um protesto contra a absolvição de George Zimmerman, um vigilante de bairro envolvido na morte de Trayvon Martin, um jovem negro de 17 anos. No final de 2014, com os assassinatos dos jovens negros Michael Brown, no Missouri, e Eric Garner, em New York, cometidos por policiais, o movimento atingiu grandes proporções e uma marcha pela liberdade, com mais de 500 ativistas, foi feita na cidade de Brown. Depois disso, o movimento convocou manifestações por todo o país, na luta contra o racismo e a brutalidade policial contra pessoas negras.

Black Lives Matter

Hoje, o movimento luta contra o racismo, a violência policial e a situação econômica, política e social precária de pessoas negras por todo o país. 

A hashtag foi para os Trending Topics de diversos países, incluindo os EUA e o próprio Brasil, além de ter ficado também nos TTs Mundo. O motivo? O assassinato brutal de um homem negro cometido por um policial branco, durante o dia e no meio da rua, com outros três policiais envolvidos e diversas pessoas por perto, algumas que inclusive filmaram o ato todo (que durou cerca de 9 minutos) e postaram nas redes sociais. 

George Floyd era segurança em um restaurante antes da pandemia, ele jogou futebol americano no ensino médio e tinha o apelido de Gigante Gentil, o que mostrava que já na época, apesar de seu porte físico, ele não era um garoto violento. 

Caso George Floyd: quem era o americano negro morto sob custódia ...

Floyd foi abordado pela polícia no dia 25 de maio de 2020 durante o dia, os oficiais acharam que ele era um homem procurado por passar cheques falsos na cidade, George em momento algum reagiu a prisão e não estava armado. Ele foi algemado, deitado no meio da rua de bruços, dois policiais sentaram em suas costas e pernas para evitar que se movesse (J. Alexander Kueng e Thomas K. Lane), um terceiro policial se ajoelhou e pressionou um dos joelhos em seu pescoço, enquanto mantinha as mãos no bolso (Derek Chauvin), o quarto policial (Tou Thao) ficou em pé próximo aos colegas e a viatura para evitar que alguém se aproximasse. Por pelo menos 7 minutos, George foi sufocado enquanto pedia para que o soltassem, ele disse diversas vezes que não conseguia respirar e implorou para não morrer. Os policiais foram demitidos e o assassino preso.

A população se negou a permitir que seu nome fosse esquecido e uma onda de protestos ainda toma diversas cidades do país. Diversos outros casos foram relembrados, a justiça é pedida e o confronto direto com a polícia é diário. Pessoas colocaram fogo em suas próprias casas. Centenas foram presas e não se sabe ao certo o número de mortes durante os protestos. Prédios e viaturas policiais são depredados e incendiados. A última vez que o país passou por algo semelhante foi durante a década de 1960, após o assassinato do líder Martin Luther King, um pastor que passou anos lutando pelos direitos civis.

Revolta pela morte de George Floyd se apodera de Minneapolis ...


Londres também registra protestos por morte de George Floyd ...


Aqui no Brasil, o movimento Vidas Negras Importam começou a ganhar mais força recentemente. A violência policial cresce mais a cada dia contra negros que moram em comunidades. O racismo ainda cresce cada vez mais. Para aqueles que não querem relembrar os mortos de outros países, no nosso país tivemos um caso bem recente: João Pedro, um garoto negro de 14 anos, morador de uma favela em São Gonçalo, assassinado dentro da própria casa por policiais que invadiram a residência procurando traficantes e não pouparam balas ao verem um negro.

Caso João Pedro: agentes investigados por morte de garoto mudaram ...

Não permitam que eles sejam esquecidos.

George Floyd
João Pedro
Breonna Taylor
Ahmaud Arbery
Atatiana Jefferson
Phillando Castille
Michael Brown
Eric Garner
Tamir Rice

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