Escolha de José Padilha como diretor da série sobre Marielle Franco gera debate sobre racismo


Nesta sexta-feira (06) foi anunciada uma série documental e uma ficcional da Globoplay sobre a vereadora do PSOL, Marielle Franco, que foi morta a tiros no dia 14 de março de 2018. Sendo anunciada perto de sua estreia, que será dia 13, a série documental será exibida após o Big Brother, no entanto, a ficcional tem previsão para 2021.

O anúncio de José Padilha (Tropa de Elite) como diretor da série ficcional levantou um debate sobre racismo nas redes sociais. Os internautas questionaram: "como poderia um homem branco de direita relatar a vivência de uma mulher negra de esquerda?"

A escolha do diretor para a série foi feita por Antonia Pellegrino, que respondeu as críticas ao site Uol: "este não é um projeto de série que você pode dar para qualquer pessoa." Pellegrino também afirmou que somente duas pessoas poderiam fazer o projeto chegar à TV Aberta, são José Padilha e Rodrigo Teixeira, todavia, Teixeira se absteve do projeto.

A autora ainda completou que gostaria de ter um diretor negro no projeto, porém não encontrou quem estivesse à altura: "se tivesse um Spike Lee, uma Ava DuVernay", disse citando famosos diretores negros estadunidenses.

Após esse comentário, muitos dos que se incomodaram com a escolha acentuaram as críticas à autora e fizeram uma seleção de, principalmente, diretoras negras que poderiam comandar o projeto.




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