Crítica Nosso Último Verão - Revista Jovem Geek

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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Crítica Nosso Último Verão



A Netflix continua apostando bastante em comédias românticas originais, mas dessa vez a estrela não é Noah Centineo, e sim KJ Apa, o Archie de Riverdale, e Maia Mitchell, a estrela de The Fosters. 

O plot é algo muito nostálgico e intenso na cultura americana: o último verão antes de ir pra faculdade. A gente não tem esse sentimento aqui, muitas vezes não saímos de casa para cursar faculdade e não temos esse sentimento de ter que aproveitar o último verão como se fosse nossa última oportunidade de estar com nossos amigos do ensino médio e de fazer coisas de adolescente. Então eu acho que grande parte da relação afetiva com o filme se perde aí. 

Porém muitos tópicos abordados nos filmes são facilmente identificáveis com a nossa realidade aqui. Vamos abordá-los um por um. 

O filme segue 8 histórias de colegas de classe: o KJ Apa interpreta Griffin. Ele quer cursar faculdade de música, mas o pai dele é bem rígido e acha que ele deve fazer outra coisa, algo que dê dinheiro, claro. Então, ele está tentando lidar com isso enquanto tenta conquistar a Phoebe, personagem da Maia Mitchell, que está passando o verão filmando um documentário para concorrer num festival. Ela é uma personagem muito forte e determinada, e eu amo como ela é uma nerd do cinema.

Enquanto isso, nós também conhecemos Erin e Alec. Eles namoraram por dois anos, mas acharam que o ideal seria terminar quando fossem para faculdades diferentes, e concluíram que seria mais fácil fazer isso alguns meses antes de terem que de fato se mudar. Isso é mais um tópico que ilustra como se mudar para a faculdade praticamente significa começar uma nova vida do zero. Mas também percebemos como a vida é efêmera e por mais planos que você faça e por mais que você tente se prevenir das dores, dificilmente algo vai correr do jeito que você queria. Além disso, a vida universitária, aparentemente, não pode ser iniciada como um virgem nem com pouca experiência no quesito sexo. 

É por isso que o Foster, mais um personagem da trama, cria uma lista de meninas para transar durante as férias. Babaca ao cubo, né? Mas, parando pra pensar, quantos meninos não fazem a mesma coisa, frutos dessa sociedade que vê mulheres como meros objetos de prazer sexual masculino? O filme trata como isso é errado, e como essa visão da virgindade, como se fosse um problema do qual se deve ter vergonha, pode levar as pessoas a fazerem coisas absurdas e até mesmo perigosas. Como, por exemplo, os personagens do Jacob McCarthy e do Mario Quinonez Jr. que resolvem fingir serem empresários para conquistar mulheres mais velhas.

Mas, porém, entretanto, o meu destaque nesse filme super dinâmico vai pra Audrey, e é por ela que eu não classifico esse filme como mais uma comédia romântica cliché. A personagem dela está perdida, sem conseguir entrar na faculdade que ela queria e sem saber o que fazer. Mas ela se acha onde ela menos esperava. Eu não vou dar spoilers, mas eu acho que essa é a mensagem mais bonita do filme. 

“Não me julgue porque a minha definição de sucesso é diferente da sua.”

Então, mesmo que a nossa experiência brasileira de final de ensino médio seja bem diferente da norte-americana, o filme é uma graça, tem uma trilha sonora muito boa e algumas cenas perfeitas fotograficamente. 

Se você curte comédias, esse filme é ótimo pra uma tarde de domingo com brigadeiro de colher.



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