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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Crítica: Infiltrado na Klan





Infiltrado na Klan é o que eu chamaria de filme perfeito. O longa conta a história de Ron Stallworth (John David Washington), primeiro policial negro na cidade de Colorado Springs, que começa seu trabalho na sala de arquivos e acaba infiltrado na Ku Klux Klan (organização de supremacistas brancos). Mas como isso foi possível? Bom, ele teve a ajuda do policial Flip (Adam Driver), enquanto Ron falava com os integrantes da organização pelo telefone, Flip ia nas reuniões presenciais. Detalhe, Flip era judeu.

O filme trata de assuntos seríssimos no seu decorrer, tratando-os com seriedade e intensidade e mesmo assim ele consegue integrar um tom satírico ao filme, principalmente nas cenas da investigação policial, sem ferir ninguém. Mesmo nas cenas de racismo que carregavam esse tom irônico, era possível sentir o drama e a intensidade da cena, ou seja, o diretor Spike Lee conseguiu um equilibro perfeito para o filme.

As atuações entregues nesse filme são incríveis e dignas de premiação. John D. Washington faz muito bem seu papel, entregando, no começo do filme, um Ron mais na dele, conformado, porém no decorrer do longa podemos ver sua evolução ao se familiarizar com os movimentos Black Power e ao focar em sua investigação. No final do filme vemos um Ron mais solto, alegre e orgulhoso de si mesmo.

Adam Driver também entrega uma atuação incrível, mostrando um personagem frio o suficiente para fazer seu trabalho, mas humano o suficiente para sofrer com ele, mostrando em várias cenas sua indignação com o que ouvia, através, apenas, do olhar.

A direção de fotografia do filme também é um ponto alto, com enquadramentos diferentes para cenas do núcleo branco, que eram mais serias e simétricas, e para cenas do núcleo negro, que eram mais criativas. O diretor conseguiu passar com a fotografia, tudo o que sentia, e nos fez sentir o mesmo.

Enfim, o filme conta com uma ótima edição, momentos de humor e de drama muito bem balanceados, criticas passadas através da ironia, um elenco maravilhoso e uma direção que, meus amigos, é de cair o queixo, não é atoa que o filme foi indicado ao Oscar de melhor filme, entre outras indicações. 


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