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| Bertrand Brasil/Divulgação |
Em A terra das coisas perdidas, autor explora perda, esperança e resiliência em uma fantasia sombria e emocional
O escritor irlandês John Connolly lança no Brasil A terra das coisas perdidas (Bertrand Brasil | Grupo Editorial Record), sequência direta de O livro das coisas perdidas. A obra retoma o universo de Algum Outro Lugar, um mundo fantástico onde forças do bem e do mal coexistem, para abordar temas como luto, solidão e a dificuldade de manter a esperança em momentos extremos.
Com classificação indicativa de 12 anos, o novo livro acompanha a história de Phoebe, uma menina de oito anos que entra em coma após um grave acidente de carro. Enquanto a criança luta para sobreviver, sua mãe, Ceres, enfrenta a angústia da espera e o desgaste emocional provocado pela passagem do tempo — semanas que parecem intermináveis e colocam sua fé à prova.
Histórias como forma de resistência
Em meio à dor, Ceres encontra conforto em um gesto simples e poderoso: ler em voz alta para a filha os contos de fadas que Phoebe tanto amava. A leitura se transforma em um elo entre mãe e filha, além de reforçar o papel das histórias como abrigo emocional diante da perda — ideia que atravessa toda a obra de Connolly.
Na busca por um tratamento médico mais eficaz, Ceres retorna à sua cidade natal e descobre que, no terreno do hospital, existe uma casa abandonada que um dia pertenceu a David, o autor do perturbador O livro das coisas perdidas. A partir desse momento, o real e o fantástico passam a se misturar.
Um chamado para o desconhecido
A casa parece convocar Ceres para algo além da lógica. Ao atender a esse chamado, ela embarca em uma jornada por uma terra moldada por memórias da infância, folclore e criaturas míticas — bruxas, dríades, gigantes e mandrágoras. É nesse território instável e perigoso que talvez esteja vagando o espírito de sua filha.
Ao mesmo tempo, velhos inimigos retornam, e um deles pode deter a resposta para a pergunta que consome Ceres: ainda existe esperança?
Fantasia sombria com forte carga emocional
Com 378 páginas, tradução de Álvaro F. Filippi e preço sugerido de R$ 69,90, A terra das coisas perdidas aprofunda o universo criado por Connolly, combinando fantasia sombria e reflexão emocional. A obra dialoga tanto com leitores jovens quanto adultos, reforçando a ideia de que histórias não são entidades passivas, mas forças vivas capazes de atravessar a dor e o tempo.

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