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| Retroware/Divulgação |
Embora à primeira vista Neon Inferno pareça apenas mais um jogo de ação surfando na onda da nostalgia, logo sua força aparece com uma jogabilidade afiada, uma estética extremamente consistente e uma trilha sonora que eleva a experiência. O resultado é um título que respeita o passado, mas consegue se sustentar com identidade própria.
Ficha Técnica:
Desenvolvedora: Zenovia Interactive
Distribuidora: Retroware
Plataformas: PC (Steam), PlayStation, Xbox, Nintendo Switch
Gênero: Run n’ Gun / Ação 2D
Modos de jogo: Single-player e cooperativo
Idioma: Português+
Data de lançamento: 19 de novembro de 2025
Ação clássica, ritmo moderno
A jogabilidade de Neon Inferno bebe diretamente da fonte dos clássicos run n’ gun dos anos 90, como Metal Slug e Gunstar Heroes. Aqui, controlamos dois personagens distintos, cada um com acesso a dois tipos de mira: a tradicional, usada para enfrentar inimigos na mesma camada do cenário, e uma mira especial que permite atingir adversários posicionados em planos diferentes da fase.
Além disso, o jogo conta com ataques corpo a corpo, usados principalmente para desviar projéteis inimigos, e um sistema de power-ups que podem ser adquiridos ao longo das fases, adicionando uma camada estratégica ao combate.
O ritmo da jogabilidade também se beneficia da variedade. Em alguns momentos, Neon Inferno quebra o padrão das fases tradicionais ao introduzir perseguições de moto e batalhas contra chefes bem marcantes. As influências de jogos como Metal Slug e até Mega Man X são claras, mas bem utilizadas, resultando em uma experiência coesa, dinâmica e divertida do início ao fim.
Neon, pixels e identidade
Apostando em um visual retrô assumido, inclusive na forma como se apresenta — com o uso de scanlines nostálgicas —, Neon Inferno encontra um ótimo equilíbrio entre homenagem e personalidade própria. A paleta de cores mais escuras ajuda a compor o clima urbano e caótico do jogo, enquanto o design dos personagens se destaca pela autenticidade e carisma.
Mesmo utilizando uma estética já bastante conhecida, o jogo consegue se diferenciar graças à sua direção de arte bem definida. Pequenas cenas inseridas durante as fases ajudam a reforçar a ambientação e o tom narrativo, contribuindo para a imersão sem quebrar o ritmo da ação.
Uma história simples, mas funcional
Narrativamente, Neon Inferno não tenta reinventar a roda. O jogo aposta em um enredo simples, típico de filmes de ação dos anos 80, com personagens carismáticos enfrentando uma cidade dominada pelo crime e pela corrupção.
A história não chega a ser um grande destaque, mas também não atrapalha. Ela serve como pano de fundo eficiente para justificar a ação frenética e funciona justamente por não se levar a sério demais, abraçando o exagero e o tom pulp que combina perfeitamente com a proposta do jogo.
Batidas que movem o caos
Talvez uma das maiores surpresas de Neon Inferno esteja em sua trilha sonora. Pulsante e energética na maior parte do tempo, ela acompanha o ritmo acelerado da jogabilidade com muita personalidade. Em momentos específicos, as músicas assumem um tom mais soturno, criando contrastes interessantes e adicionando novas camadas ao clima do jogo.
A trilha não apenas complementa a ação, mas ajuda a definir a identidade do título, tornando algumas fases ainda mais memoráveis.
Conclusão
Neon Inferno é um excelente exemplo de como usar a nostalgia como base, e não como muleta. Com uma jogabilidade sólida, visual marcante e trilha sonora inspirada, o jogo entrega uma experiência consistente e empolgante para fãs de ação clássica.
Ele não reinventa o gênero, mas executa tudo com tanta competência que se destaca facilmente entre outros títulos retrô. Para quem sente falta dos run n’ guns da era 16 e 32 bits, Neon Inferno é uma viagem obrigatória.
Nota Final: 8,5/10
✅ Pontos positivos:
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Jogabilidade fluida e bem refinada
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Ótimo uso das influências clássicas
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Direção de arte estilosa e consistente
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Trilha sonora marcante
❌ Pontos negativos:
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História pouco ambiciosa
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Pouca inovação estrutural dentro do gênero





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