Processo de Scarlett Johansson causa racha entre executivos da Disney

Foto: The Wrap (Disney/Marvel)

De acordo com matéria publicada no site The Wrap, o processo protocolado por Scarlett Johansson contra a Disney teve maiores consequências dentro da companhia do que se imaginava. Fontes internas da jornalista Sharon Waxman, redatora da The Wrap, revelaram que Bob Iger – ex-CEO da empresa – se mostrou insatisfeito com as atitudes de seu sucessor, o também Bob Chapek, e o culpa por todo esse caos.

Tudo isso começou quando a estrela do novo filme Viúva Negra decidiu processar a companhia em julho, alegando que, com o lançamento do filme simultaneamente nos cinemas e no Disney+, houve quebra de contrato. A defesa de Johansson argumenta que o lançamento na plataforma de streaming teria impactado seus ganhos, que além do habitual cachê, também variavam de acordo com o desempenho do filme nas salas de cinema. A notícia repercutiu na indústria, o que fez com que Emma Stone, estrela de Cruella, também avaliasse a abertura de um processo pelo mesmo motivo.

De acordo com as fontes ouvidas por Sharon, a Disney tem estratégias e maneiras eficientes de lidar com seus talentos (atores, diretores, enfim: a força criativa de seus projetos) para que as coisas não deságuem em processos no tribunal e envolvam a justiça. Isso explica, segundo ela, a insatisfação de Iger, que tem em seu legado uma boa relação com talentos, o que possibilitou, dentre outras coisas, união da Marvel Studios e o estabelecimento, durante sua gestão, do Universo Cinematográfico da Marvel.

A resposta da Disney para o caso colabora para a perspectiva de Iger. Por meio de um comunicado enviado ao New York Times, a empresa classificou o processo aberto por Scarlett como sem mérito, além de julgar a posição da atriz como sendo “triste e inquietante em seu completo desprezo aos efeitos globais terríveis e prolongados da pandemia de covid-19”. Essa declaração, segundo Waxman, é infundada e hipócrita, dadas as demissões realizadas pela Disney durante a pandemia que somam mais de 32 mil funcionários.

Outra peça nesse tabuleiro de executivos está justamente relacionada à Marvel, e dá forças à insatisfação do Ex-CEO: o diretor criativo da subsidiária, Kevin Feige. O jornalista Matthew Belloni, ex-diretor do The Hollywood Reporter, revelou no final de julho, que Feige também se disse descontente com o lançamento do filme em streaming, e que gostaria que a Disney se resolvesse com a atriz. Essa pode parecer uma opinião pouco relevante, mas dada a posição de poder do diretor criativo, é capaz de aprofundar ainda mais a crise pela qual passa a companhia.
 
A resposta do público para tudo isso? Naturalmente, espera-se uma aderência maior à Scarlett Johansson, tanto por sua fama quanto por sua popularidade. Isso ajuda a complicar um pouco mais a situação para a gestão Chapek, que tem de lidar não só com o processo, mas com Iger, Feige e a percepção negativa da companhia por parte dos fãs.

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