Artistas LGBTQIA+ no Brasil e no mundo





O mês de junho reserva o dia internacional do orgulho LGBTQIA+ (28). É uma data de grande importância para a comunidade, que marca a luta contínua do grupo contra o preconceito e também a busca constante pelo reconhecimento de igualdade e direitos. Como exemplo, após muitos anos de influência artística e pressão popular, o STF equiparou os crimes de homofobia aos de racismo, estabelecendo as mesmas penas previstas na Constituição.

Nós, da Revista Jovem Geek, vamos aproveitar a data para homenagear elementos da comunidade LGBTQIA+ que fazem parte do universo geek e da cultura pop, clássicos e contemporâneos. Para estrear essa série de especiais, fizemos uma lista de artistas que possuem grande influência ao redor do mundo e da história. Construíram um verdadeiro legado, deixando sua marca na sociedade por meio de suas obras. Essas pessoas foram muito importantes para o mundo em seus respectivos contextos, confira:

Artistas plásticos


Andy Warhol: Conhecido como maior figura do movimento pop, Andy foi pintor e cineasta. Ele viveu durante anos com o designer de interiores Jed Johnson. É dito em círculos privados que durante anos, e intermitentemente foi, além de amigo, amante de Truman Capote, até que a química entre os dois começou a morrer.


Frida Kahlo: Foi uma importante pintora do México, que teve sua vida divulgada através de filmes, peças de teatros e livros. Foi casada com o muralista mexicano Diego Rivera. Ambos cometiam adultério; no caso de Frida, ela se relacionava tanto com homens quanto com mulheres.



Salvador Dalí: Foi um dos mais importantes pintores da Espanha, com obras surrealistas admiradas no mundo todo. Dalí teve um longo romance com o poeta Garcia Lorca com quem trocava cartas apaixonadas.


Michelangelo: Foi pintor, escultor, arquiteto e poeta da Itália, famoso por suas grandes criações, como uma escultura feita de mármore. É arriscado fazer esta afirmação sobre uma personalidade tão antiga, mas as evidências indicam que o artista era gay. Ele costumava usar modelos masculinos na hora de retratar mulheres. Contudo, a paixão de Michelangelo por um jovem nobre chamado Tommaso de Cavalieri é provavelmente a melhor prova que temos de sua sexualidade.


Leonardo Da Vinci: Leonardo Da Vinci foi uma importante figura do Alto Renascimento, e como cientista fez grandes contribuições como arquiteto, botânico, pintor, escultor, inventor, engenheiro, matemático e outras coisas mais, e é uma das pessoas consideradas polímatas. Segundo seu biógrafo, Walter Isaacson, Da Vinci teve dois namorados. Um deles se chamava Salai e já foi retratado em mais de uma obra.

Cantores

Elton John: EFoi cantor, compositor e pianista. É dono de sucessos como "Nikita", "I'm Still Stannding" e "Goodbye Yellow Brick Road". Disse que era bissexual em 1976 e gay em 1988. Constituiu a união civil com David Furnish em 2005.


Cazuza: Foi cantor, compositor, poema e dono de grandes hists. O fato do cantor ser gay não é novidade para ninguém, ainda mais depois do filme que conta a história de sua vida, “Cazuza — O Tempo Não Pára”.


Ney Matogrosso: Ex-integrante da banda Secos & Molhados, Ney Matogrosso marcou uma geração com suas canções nos anos de 1970. Defensor da causa LGBTQIA+, Ney Matogrosso é um dos artistas LGBT mais influentes e conhecidos, pois o ídolo nunca teve problemas em falar de sua sexualidade. Suas performances sempre extravagantes já foram alvo de críticas e preconceito.


Ana Carolina: A cantora começou sua carreira em 1999 e nos anos 2000 alavancou muitas músicas famosas. As canções Garganta, Quem de nós Dois e Encostar na Tua fizeram o sucesso da artista nas paradas musicais brasileiras. Lésbica, Ana Carolina namora a italiana Chiara Civello com quem se relacionou no passado.



Adriana Calcanhoto: A cantora e compositora já passou por diversos estilos musicais ao longo de sua carreira. Ela foi casada por 26 anos com a diretora carioca Suzana, filha de Vinicius de Morais. O relacionamento durou até 2015, quando a esposa da cantora faleceu. Seu primeiro disco foi lançado em 1990 e desde então Adriana é muito admirada no meio musical.



Johnny Hooker: Johnny Hooker é uma das maiores personalidades do cenário musical queer contemporâneo. Suas canções foram muito usadas como trilhas sonoras de filmes e novelas. A performance de Hooker é cheia de figurinos brilhantes, maquiagens e salto. Uma de suas maiores canções é “Flutua” que fala sobre enfrentar a homofobia.

Candy Mel: Vocalista da extinta Banda Uó, Candy Mel é uma mulher trans que ainda segue carreira musical. A artista já estampou campanhas publicitárias de marcas de cosméticos sendo uma das primeiras trans a ocupar esses espaços na mídia. Mulher trans e negra, Candy Mel enfrentou muitos obstáculos desde quando saiu de casa no interior de Goiás para ganhar fama.

Daniela Mercury: A cantora se assumiu lésbica em 2014. É casada com a jornalista Malu Verçosa. Hoje, a cantora é ativista LGBT+ e além de levar a diversidade em seus shows, também participa da luta contra a LGBTfobia e o preconceito. Começou sua carreira em 1990 e em 1992 lançou o sucesso “O Canto da Cidade”, canção muito conhecida e tocada no Brasil.


Lulu Monamour: considerada a primeira rapper transexual brasileira, Lulu Monamour nasceu em Goiânia e apresenta uma aparência excêntrica. Em 2011 ela compôs a sua primeira música “Madame do Povo” e logo depois lançou o CD “Futuro da Rima”. A artista começou a fazer rap com a intenção de inspirar outras pessoas, principalmente da comunidade LGBT+.

Lulu Santos: Grande cantor brasileiro, Lulu Santos toca desde os 12 anos de idade. Ainda na adolescência, montou uma banda chamada Cave Man, mesmo que seu pai não apoiasse a carreira musical. Lulu fugiu de casa e percorreu o Brasil com outros músicos e depois de alguns anos se tornou um dos maiores cantores da MPB. Aos 65 anos, assumiu seu relacionamento com Clebson Teixeira, de 26 anos. Mais tarde, os dois oficializaram a união.


Gloria Groove: Daniel Garcia dá vida à drag queen Gloria Groove. Em 2002, o artista começou sua carreira fazendo parte do Balão Mágico. Já em 2006 participou de um programa de calouros apresentado por Raul Gil. No mundo da música, Gloria Groove já alcançou milhões de reproduções nas plataformas musicais e muitos fãs. A drag já se apresentou com Pabllo Vittar e Aretuza Lovi, além de outros artistas. Seus maiores sucessos são “Catuaba”, “Bumbum de Ouro”, “Arrasta” e “Muleke Brasileiro”.


Pabllo Vittar: A drag queen estourou nas paradas musicais com o hit de “Open Bar”. Depois disso, fez parceria com artistas nacionais e internacionais e lança sucessos frequentemente. Além de esbanjar talento e simpatia é uma grande personalidade da luta LGBT+. A artista já lançou sucessos como “Sua Cara”, em parceria com Anitta, “K.O”, “Todo Dia” e “Corpo Sensual”.



Liniker: Liniker de Barros Ferreira Campos, de 24 anos, esbanja talento. A cantora é vocalista da banda Liniker e os Caramelows e emplacou sucessos como Zero. A artista faz músicas no estilo soul e black music. Além da carreira musical, a cantora trans já atuou no filme Bixa Travesty.


Lia Clark: A drag queen é interpretada pelo artista gay Rhael Lima de Oliveira. Cantor, compositor e drag queen, o artista ficou conhecido pela música Trava Trava. Nascida em Santos, em São Paulo, Lia Clark já fez trabalhos ao lado de outras drag queens e está ascendendo na carreira musical.


Silva: O artista Lúcio Silva de Souza começou sua carreira em 2012, quando lançou seu primeiro álbum com seis canções. Já em 2014, lançou outro disco com a participação da cantora Fernanda Takai. Gay, namora desde 2016 o artista Fernando Sotele. Uma de suas canções mais aclamadas é A Cor É Rosa que obedece ao estilo pop, MPB e indie do artista.

Escritores


Oscar Wilde: Grande nome da literatura clássica, foi preso por ser gay. O Retrato de Dorian Gray serviu como prova de “flagrante indecência” no processo que o levou à prisão. A versão sem censura só foi publicada no Brasil mais de 120 anos depois, traduzida do original datilografado. Ou seja, construindo pela primeira vez a versão que Wilde gostaria que estivéssemos lendo hoje.


Roxane Gay: conhecida por sua obra engajada nas temáticas do feminismo, movimento negro e anti-gordofobia. Seu livro Fome é sua autobiografia, onde a autora explora a sua relação com a comida e relaciona seu desejo pela comida a um abuso sexual que sofreu aos 12 anos. Ela se tornou uma jovem com transtornos de ansiedade e ao comer compulsivamente ela utilizava seu corpo como esconderijo contra seus piores medos. Por anos Roxane guardou sua história só para si, até conceber este livro.

Vitor Martins: autor das obras Quinze Dias e Um milhão de Finais Felizes. Seu trabalho é em sua maioria voltado ao público jovem. Abordando questões como o combate à gordofobia e a descoberta da homossexualidade, ele fala sobre como é lidar com essas questões na sociedade atual que ainda é repleta de preconceitos.



Ariel Levy: bissexual e feminista, ela escreveu em seu livro As Regras não se Aplicam o seu relato sobre o lugar da mulher na sociedade contemporânea. Em seus textos, Ariel reflete sobre erros e acertos das mulheres de sua geração que foram criadas para resistir às regras tradicionais e serem feministas, além de falar como essas mulheres sentem-se frustradas por nem sempre conseguirem corresponder aos níveis de perfeição que são cobrados.



Federico García Lorca: foi um poeta e dramaturgo espanhol, assassinado aos 38 anos em um crime motivado por sua orientação sexual e política — ele era gay e apoiava o socialismo. Seu livro O divã do Tamarit foi publicado postumamente e é uma das maiores obras do autor.



Gabriela Barreira e Igor Pires: são os autores de Textos Cruéis Demais Para Serem Lidos Rapidamente. A obra fala sobre amor por si mesmo e por outra pessoa, tratando de forma delicada a questão. O livro em questão é uma coletânea de poemas ilustrados, resultado de um projeto que reúne mais de 1 milhão de fãs nas redes sociais e também de diversas conversas com uma diversidade de público impressionante.


Richard Zimler: autor premiado pelo livro O Evangelho Segundo Lázaro, falou em entrevista ao site português Visão: “Ainda há jovens homossexuais com problemas. É importante que figuras públicas digam ‘sou homossexual, sou lésbica, mas feliz e realizada’”. Seus livros e sua posição em defesa dos direitos LGBTQIA+ são sempre lembrados.



Safo de Lesbos: Safo foi uma mulher da Grécia antiga que viveu 600 anos antes de Cristo. Ela amou homens e mulheres e por causa de seu interesse pela a arte e a política, construiu um legado que sofreu inúmeras tentativas de ser esquecido pela sociedade de seu tempo. Safo escrevia sobre o desejo e sobre como uma mulher pode desejar. Seus estudos eram transmitidos de mãe para filha de forma oral.

Álvares de Azevedo: Começando no século XIX, pertenceu a segunda geração romântica, sendo um importante contista, dramaturgo, poeta e ensaísta. Morreu antes de completar vinte e um anos, mas deixou na história clássicos como “Noite na Taverna” e a antologia poética “Lira dos Vinte Anos”. Na sua obra mergulhava nas dores, ironia e amores impossíveis (quem nunca?). Na carta de despedida, deixou um depoimento lindo para seu amante, chamado Luís.


Mário de Andrade: Figura fundamental do modernismo brasileiro, idealizador da famosa Semana de Arte Moderna. Foi um importante articulador cultural, atuando como escritor, crítico, folclorista e músico. Suas obras foram pioneiras na poesia e prosa modernista, com obras clássicas como “Macunaína” e “Pauliceia Desvairada”, presentes em qualquer livro de literatura didático que se preze. Tido como discreto e reservado, Mário tinha várias inseguranças em relação a sua sexualidade por medo de perder seu prestígio como intelectual. Em cartas para amigos, como Manuel Bandeira, trazidas à público recentemente, ele deixou claro sua homossexualidade.


Caio Fernando Abreu: um dos poucos declaradamente gay do cenário. Foi jornalista, dramaturgo e escritor que abordou em suas obras suas questões sexuais e afetivas de maneira visceral. Uma das suas obras mais marcantes e conhecidas nesse sentindo é “Morangos Mofados”, que fala também da morte e da solidão. Enfrentou a ditadura civil militar com suas produções, por isso acabou sendo exilado. Ganhou três prêmios Jabutis em sua carreira. Portador de HIV, morreu aos 51 anos, na década de 90, no mesmo dia que Mário de Andrade.
Atores

Neil Patrick Harris: Mais conhecido por atuar em How I Met Your Mother, já foi indicado a prêmios como o Emmy e Globo de Ouro. O ator está junto com seu marido, David Burtka, desde 2004 e, com seus dois filhos, formam uma das famílias mais fofas de Hollywood.



Cara Delevingne: A modelo e atriz é bissexual. Ela já namorou a atriz Michelle Rodriguez e a cantora St. Vincent. No momento, tem um relacionamento com Ashley Benson. “Levei muito tempo para aceitar a ideia. Até que eu me apaixonei por uma menina, aos 20 anos, e entendi que eu tinha que aceitar isso”, contou Cara para a Vogue americana.


Kristen Stewart: Kristen é atriz, diretora e roteirista de filmes. Já tinha admitido relacionamentos com algumas mulheres e falado sobre sua sexualidade, mas foi em fevereiro deste ano que ela falou abertamente sobre isso em TV nacional. “Eu sou tão gay, cara”, disse no Saturday Night Live.


Bella Thorne: Atriz, cantora, autora, diretora, produtora executiva, modelo, empresária... Em agosto do ano passado, Bella postou fotos beijando a ex-cunhada, Bella Pendergast, nas redes sociais. E, quando perguntada por um fã se era bissexual, ela respondeu diretamente: “sim”.

Laverne Cox: A atriz de Orange is the New Black é uma mulher trans. Além de seu trabalho como artista, ela fala e escreve sobre direitos transexuais.

Amandla Stenberg: A atriz de Tudo e Todas as Coisas é pansexual. “Não me importo com gênero da pessoa pela qual eu estou interessada, eu simplesmente me sinto atraída por pessoas. Acho que as pessoas não estão muito acostumadas com o termo pansexual, então quando não entendem, eu costumo dizer que sou bissexual”, contou à CAPRICHO.


Ellen Page: É atriz, diretora e produta. Em um evento pró-LGBT, em 2014, a atriz revelou ser lésbica com um discurso emocionante. Hoje, ela é uma das que mais luta pela causa e é casada com a coreógrafa Emma Portner.


Brandon Flynn: Famoso por interpretar o personagem Justin de 13 Reasons Why, o ator se assumiu gay e, em 2017, teve um relacionamento muito fofo com Sam Smith. Infelizmente, em setembro do ano passado o relacionamento chegou ao fim.


Shannon Purser: A Barb, de Stranger Things, e a Sierra, de Sierra Burgess É Uma Loser, se declarou bissexual em 2017. “Eu não faço isso normalmente, mas sinto que agora é um bom momento para falar sobre minha vida pessoal. Recentemente me afirmei bissexual para meus amigos e minha família. Isso é algo que ainda estou processando e tentando entender”, escreveu no Twitter.


Jim Parsons: Conhecido por interpretar o personagem Sheldon na série The Big Bang Theory. Em 2012, Jim revelou ser gay e assumiu o relacionamento de 10 anos com o diretor de arte Todd Spiewak, com quem se casou em 2017.


Miley Cyrus: Em 2015, Miley se declarou pansexual. “Quando entendi melhor o meu gênero, que não é definido, comecei a entender o porquê de não me sentir heterossexual nem homossexual […] Acho que o alfabeto LGBTQ poderia continuar para sempre. Tem um ‘p’ que deve existir, de ‘pansexual’”, disse à Variety. Atualmente, ela é casada com Liam Hemsworth.


Sophie Turner: Em entrevista à Rolling Stone, a atriz de Game of Thrones foi outra que disse que não se importava com o gênero das pessoas com quem se relacionava. “Eu amo uma alma, não um gênero”, disse, ao declarar que já ficou com garotas. Agora, contudo, ela acredita ter encontrado o verdadeiro amor em Joe Jonas, com quem se casou.

Tem algum artista LGBTQIA+ que você é muito fã e não está na lista? Comenta aqui.

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