Geek Resenha: Os Irmãos Willoughbys

Arte: Revista Jovem Geek
Muitos de nós não temos uma família convencional. Somos mais ligados por amor do que por laços sanguíneos. Essa genuína animação traz isso, fugindo sempre do clichê de forma caricata. Agrada a quem já assistiu, na época de Natal, o filme "Klaus". Alessia Clara, uma cantora famosa, empresta sua voz a uma das personagens do filme na versão em inglês.

Com um narrador divertido (um gato), o filme se desenrola em um sucessão de ideias e acontecimentos muito bem interligados. Algumas vezes parece que a animação não sabe o que fazer com o seu plano de fundo emocional e resolve problemas e conflitos cedo; porém, isso se torna benéfico nas horas que a história quer mostrar algo diferente ou frustar nossas esperanças em relação ao futuro dos adoráveis Willoughby.

Imagem: Netflix
A animação vai de encontro com o sentido original de trazer uma lição ou valor essencial a história. Ela pretende de forma holística, sensitiva e colorida trazer o significado de algo, de alguma coisa. É sobre família, sobre confiança e relações. Os personagens podem demorar a invocar um sentimento de identificação como Toy Story, por exemplo, traz. As crianças são pouco caracterizadas antes de serem lançadas a uma aventura. Isso é relativamente compensado pelo design dos personagens.

 A empatia e diversão nunca deixam o roteiro. Os Willoughby crescem e passam para um cenário muito melhor do que o do começo, diante de nossos olhos, de maneira muito real, sensível e cuidadosa. O filme não cria grandes dramas ou dúvidas, se utilizando de grandes surpresas e criatividade para avançar a história.


Imagem: Netflix
Os sentimentos dançam diante da tela junto com as cores, as ideias, os diálogos cheios de energia  e a liderança magnífica do narrador inusitado. Certamente, você irá ficar até o final só para ser contrariado. O que você acha que irá acontecer, não acontece. E isso é excelente! "Os Irmãos Willoughby" é um filme que irá mudar sua ideia de final de forma inusitada.

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