Entrevista com o cantor de funk MC Maha - Revista Jovem Geek

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terça-feira, 24 de março de 2020

Entrevista com o cantor de funk MC Maha


Dominic Patrick da Costa-Maha, conhecido popularmente como MC Maha, é um cantor, ex-modelo e ator de Brasília. O MC conseguiu inovar no mercado musical juntando cultura nerd e funk ao lançar  seu primeiro hit Harry Porra e a Bruxinha Rabuda, que hoje já conta com mais de 7 milhões de visualizações.

O cantor concedeu uma entrevista exclusiva para a Revista Jovem Geek onde nos contou desde suas influências no mundo nerd ao seu processo criativo. Veja a seguir:


- Você estudou teatro por um tempo e é ex-modelo, como em meio a isso, você se encontrou no funk?

MC Maha: Não sei, foi meio que bagunçado mesmo. Sempre quis ser artista, né? Desde pequeno fazia teatro, desde a primeira série e gostava da aula de teatro mais do que das outras. Já tinha essa lombra de ser ator e quando fiz 17 anos entrei para uma agência de modelo, entrei para uma seleçãozinha que teve e aí comecei a modelar.
No mundo da moda, tive mais contato com o teatro, os dois são bem colados e reacendeu essa coisa de querer ser ator, nesse meio tempo gostava muito de cantar também, então sempre cantava nas resenhas com os amigos e tudo. Comecei a sair mais, conhecer o funk, comecei a cantar funk com os amigos e aí nessas acabei caindo no rolê de funk, de gostar de fazer.
 Um dia fiquei sabendo do estúdio do WS e fui lá. Eu trabalhei durante um ano num hotel, saí e fiquei cantando no metrô e na rua por um tempo, uns reggaezinhos e botava o chapeuzinho. Depois entrei numa banda de axé, juntava os cachês que ganhava, meu amigo também me ajudava e aí conheci o WS e pegava os trocadinhos que eu tinha para pagar as produções com ele, "Harry Porra" foi a quarta que a gente fez.

- E como agora você está no meio da música, pretende voltar para atuação? Quem sabe até protagonizar um filme nerd e depois fazer uma música.

MC Maha: Assim, eu amo tanto atuar como cantar, não sei qual dos dois eu gosto mais. Agora a gente está na música, né? Querendo ou não nosso trabalho está dando mais para esse lado, mas se surgir uma proposta legal...Nossa! Abraço na hora.
O mundo do teatro e da atuação não é tanto você que cria as oportunidades, as oportunidades meio que aparecem e você vai fazendo trabalho ou outro. Não é o tipo de trabalho que dá para você chegar do nada e falar "e aí, me contrata". É complicado o mercado da atuação, você tem que ser convidado mesmo, mas se rolasse, nossa! Na hora.

- Então a ideia de misturar a cultura nerd com o funk veio dessa sua relação com o teatro?

MC Maha: Não foi muito uma ideia planejada, fiz a "Harry Porra" aleatoriamente, eu brincava muito de Harry Potter na infância, depois que ela deu bom, falei "vou seguir essa próxima na mesma ideia", que foi a "Senhor dos Anais". Foi indo, o pessoal acabou pedindo muito música desse gênero e foi o que virou.

- Você falou que brincava muito de Harry Potter na infância, qual o impacto que a cultura nerd tem/teve na sua vida?

MC Maha: Não sei, eu sempre fui mais nerd quando era mais novo, sempre fui do Pokémon e tal. Galera ia para a quadra jogar futebol, eu queria ficar jogando Pokémon, sempre voltado pra esse lado meio otaku, da minha infância até meus 17/18 anos. Eu ia para os eventos de anime aqui de Brasília, tinha o Kodama, que era um evento até da Embaixada Japonesa.
Me afastei um pouco da cultura geek, mas não tanto, quando fiz 18 e comecei a ir para as baladinhas, rolêzinhos e agora no funk acabei voltando. Engraçado isso, né? A vida leva a gente por caminhos e traz a gente de volta de formas diferentes.

- E nisso de juntar os dois (cultura geek e funk), quais os maiores desafios que você encontrou? Até em relação à crítica.

MC Maha: Sem dúvida o pessoal critica, mas isso de crítica é impossível não ter. Até se você não fizer nada alguém vai te criticar, só de você existir, alguém vai tacar uma pedra em você, as pessoas sempre querem falar mal e xingar alguma coisa. Não tem para onde correr, o mundo é difícil, o bagulho é fazer o que gosta, crítica sempre vai ter, em qualquer lugar.

- E como artista, quem te inspira?

MC Maha: Hoje em dia não tenho muito bem alguém que me inspira, não. Sei lá, eu tô me contentando em encontrar minha própria onde, hoje em dia. Mas na época me inspirava muito no MC Lan, Livinho também, a Billie Eilish também acho f@da, tem muitos artistas, se eu for falar aqui, não vou mais parar, mas é muita gente assim que eu acho f@da, essa galera que cria coisas um pouco mais fora do genérico, sabe?
Eu gosto de gente que é um pouco fora da curva, me chama atenção.

- E das suas músicas qual a sua favorita?

MC Maha: Konohatron, Eu Kimetsu no seu Rayba, Boku no Piru e Ben 10 também.

- E você escreve todas elas sozinho ou alguém te ajuda?

MC Maha: Eu crio. Nem chego a escrever, crio na mente mesmo e a gente grava.

- Tem algum projeto que os funkeiros nerds já podem esperar para ser lançado? 

MC Maha: O projeto que eu tô trampando agora é o clipe de The Witcher. Mas em relação à música nova, sem planos ainda, sempre bolo isso mais na hora mesmo.

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