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terça-feira, 5 de março de 2019

Resenha: Origin




Origin, a nova série original do Youtube Premium, vem para comprovar que não devemos julgar um livro pela capa.

Quem diria que uma das primeiras séries originais do Youtube seria tão boa? Ainda mais trazendo atores que não vemos repercutirem na mídia há algum tempo, como Tom Felton e Natalia Tena (o nossos Draco e Tonks de Harry Potter). 

A série de ficção-científica se passa numa nave espacial configurada para levar alguns seres humanos para colonizar um novo planeta em uma nova galáxia. O tempo todo é ressaltado que lá eles terão uma segunda chance, que eles poderão começar uma nova vida do zero, sem serem conhecidos e sem fantasmas de seus passados. 

Porém não é segredo que as nossas histórias e as nossas decisões nos moldam e é nesse espírito que cada episódio foca no backstory de cada personagem, explicando como e porque eles chegaram na nave espacial. São histórias não só emocionantes e fortes, mas verdadeiras, facilmente transportadas para a nossa realidade.

É importante ressaltar que se você não gosta de levar susto essa série não é pra você. Antes da nave chegar ao seu destino, os personagens acordam e descobrem que a nave está vazia e que foi atacada por algo que nenhum deles compreende. Enquanto eles lutam para sobreviver contra essa força alienígena, confiar uns nos outros e reconfigurar a nave para chegar no planeta certo, os sustos são assíduos, mas o plot twist no penúltimo episódio é com certeza a única coisa que você não tinha pensado antes.

A série também é importante pela diversidade dos personagens, com atores de descendência chinesa, velhos, jovens, negros e pardos. E pela discussão de assuntos como ansiedade e eutanásia apresentados com sensibilidade sob pontos de vistas diferentes. Mas principalmente a morte e como acontece de diferentes formas e afeta as pessoas de diferentes maneiras.

Origin aborda as diferenças da vida humana e da alienígena, e as nossas percepções sobre a validade de ambas com uma situação prática porém distante o suficiente para te fazer refletir como você agiria no lugar deles em cada diferente situação em que uma vida está em risco. E é assim (e com os sustos), que a série mexe com a sua cabeça. 

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