Ainda em acesso antecipado, Tears of Metal traz uma mistura muito interessante entre musou, roguelike e RPG, imbuída de um carisma próprio e uma jogabilidade desafiadora.
Ficha técnica:
Desenvolvimento: Paper Cult
Distribuição: Paper Cult
Jogadores: 1 (local) 1-4 (Multiplayer)
Gênero: Ação,
Plataformas: PC
Idioma: Português+
Um musou que exige atenção
Tears of Metal se trata de um musou , jogo em que lutamos contra dezenas ou centenas de inimigos de uma vez ,com um foco maior em roguelike e RPG.
Falando primeiro das mecânicas de roguelike, temos aquela premissa clássica: jogue uma “run”, vá o máximo que puder até ser derrotado e volte mais forte.
Dentro dessa mecânica, o jogo funciona bem, fazendo com que o jogador tenha vontade de continuar jogando a cada vez que perde. Isso se dá pela dificuldade acentuada do jogo, mas não punitiva, que instiga o jogador a querer melhorar.
A mecânica também funciona muito bem. O combate é responsivo e, ao contrário de alguns musous, que acabam se transformando em um Hack and Slash, em Tears of Metal é necessário ter atenção durante os combates.
Isso acontece por causa dos diversos inimigos com padrões de ataques diferentes, fazendo com que o jogador tenha que usar a esquiva e a defesa de forma inteligente. Além disso, temos os aliados que fazemos durante a jornada e que nos ajudam nas batalhas. Esses aliados podem ser mortos caso não cuidemos da nossa retaguarda.
A parte de RPG também é interessante. Temos sistema de níveis, itens e algumas mecânicas de probabilidades na jogatina que lembram bastante os RPGs de mesa.
Porém, todo o layout dos itens, habilidades, passivas, entre outras características, ainda é pouco intuitivo, fazendo com que o jogador tenha uma certa dificuldade em entender o jogo nas primeiras horas.
Também temos um modo multiplayer que, mesmo estando em fase beta, funciona muito bem.
Uma Escócia tomada pela guerra
Os gráficos de Tears of Metal são simples, mas competentes. O uso de Cell Shading junto a uma direção de arte inspirada nas narrativas de guerras da Escócia funcionou muito bem.
Os personagens são bem distintos, assim como os chefes e subchefes. Os cenários, inimigos comuns e aliados, por outro lado, são mais genéricos.
Ainda assim, a escolha estética funciona para a proposta do jogo e ajuda a criar uma identidade própria para essa aventura medieval.
Uma jornada para recuperar a ilha
A história de Tears of Metal coloca o jogador no comando de um batalhão escocês que precisa reconquistar sua ilha. O conflito começa após o evento conhecido como Dragon Stone Meteor, que trouxe invasores para a região e, junto deles, poderes misteriosos e perigosos. O objetivo é enfrentar as hordas inimigas enquanto elas tentam extrair o poder da Mother Dragon Stone.
A história de Tears of Metal é simples, mas tem um foco maior na construção de mundo em vez de um enredo linear, de uma forma bem parecida com os RPGs de mesa, priorizando a jornada em vez da história com H maiúsculo.
Essa construção também acontece durante as próprias partidas, enquanto o jogador atravessa os campos de batalha, encontra novos artefatos, personagens e companheiros e desenvolve seu exército entre uma campanha e outra.
Heavy Metal para acompanhar a batalha
A trilha sonora de Tears of Metal foca em faixas mais elétricas e bem ritmadas, o bom e velho Heavy Metal, que combina com o jogo, mas não se destaca na jogabilidade, fazendo uma boa trilha para as batalhas, somente.
Ela cumpre bem seu papel de acompanhar os confrontos e manter o ritmo da ação, combinando com a proposta medieval e com a quantidade de inimigos que aparecem na tela.
Um potencial que ainda pode crescer
A mistura entre musou, roguelike e RPG funciona bem e faz com que cada partida tenha um propósito, seja para avançar, descobrir novas possibilidades ou simplesmente tentar chegar um pouco mais longe do que na tentativa anterior.
Por ainda estar em acesso antecipado, existe espaço para que essas ideias sejam aprimoradas e novas possibilidades sejam adicionadas. O próprio estúdio afirma que pretende acrescentar novos heróis, equipamentos, companheiros, conteúdos para a vila, além de melhorias de balanceamento, desempenho e qualidade de vida durante o período de desenvolvimento.
Por enquanto, Tears of Metal já mostra uma base bastante interessante e uma combinação de gêneros que funciona melhor do que poderia parecer à primeira vista.





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