Resenha | Tudo que Você Precisa é Matar

Paris Filmes/Divulgação


IMPORTANTE: Não damos spoilers em lançamentos.

Baseado na light novel All You Need Is Kill, de Hiroshi Sakurazaka — que já inspirou o filme hollywoodiano No Limite do Amanhã — Tudo que Você Precisa é Matar é uma animação que acerta ao ser precisa, ágil e emocionalmente focada, com movimentos fluídos e uma narrativa que explora muito bem sua premissa de ficção científica.

Ficha Técnica

Direção: Kenichiro Akimoto

Roteiro: Yûichirô Kido

Distribuição: Paris Filmes

Gênero: Animação, Ficção Científica

Idioma: Japonês com legendas em portugûes

Duração: 1h22min

Estreia: 12 de fevereiro de 2026 (cinemas)

Sinopse

Num futuro próximo, a humanidade enfrenta a extinção após uma gigantesca flor alienígena conhecida como Darol surgir sobre o Japão e liberar criaturas monstruosas chamadas Mímicos. Rita, uma jovem voluntária, morre em combate… mas quando acorda, percebe que está de volta ao início daquele mesmo dia — presa em um ciclo temporal implacável. Ao lado de Keiji, outro guerreiro em loop, ela precisa aprender, evoluir e tentar encontrar uma maneira de quebrar o ciclo para salvar o futuro.

Viver para lutar, morrer para aprender

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O roteiro de Tudo que Você Precisa é Matar se destaca ao tratar temas como amadurecimento e autoconhecimento dentro de uma premissa de ficção científica. Ao colocar seus protagonistas em um ciclo temporal, o filme usa elementos típicos de coming of age para explorar como experiências repetidas podem moldar caráter e compreensão de si mesmo e dos outros.

A relação entre os personagens cresce de forma orgânica, e o argumento consegue equilibrar emoção e ação sem perder o foco emocional central.

Ritmo impecável e direção eficiente

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Com cerca de 1h20 de duração, Tudo que Você Precisa é Matar não desperdiça segundos. O ritmo é sólido, nunca deixa o espectador entediado e faz com que cada cena pareça necessária. Nenhum momento parece “enchimento” — e essa concisão narrativa é um dos pontos fortes da obra.

A direção também acerta ao manter uma fluidez de animação que é visualmente atraente e funcional. As cenas de batalha são bem coreografadas, e mesmo que não rompam fronteiras estilísticas, cumprem seu papel com competência. A decisão de um design mais estilizado para os personagens o afasta de um visual genérico de mangá e dá ao filme um charme próprio.

Uma trilha que apoia sem ofuscar

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A trilha sonora não é um elemento que salta aos ouvidos, mas funciona como um suporte eficaz ao ritmo rápido do filme. Ela ajuda a reforçar climas e tensões sem se tornar protagonista — uma escolha adequada ao tom ágil da história.

Conclusão – Direto, emotivo e certeiro


No fim das contas, Tudo que Você Precisa é Matar sabe exatamente o que quer ser. Sem excessos ou arroubos desnecessários, o filme entrega uma narrativa concisa, com ritmo firme e foco emocional aguçado. A fusão entre ficção científica e amadurecimento dos personagens funciona, dando peso humano à jornada, e a direção competente garante que o espectador esteja sempre envolvido.

Mesmo sem uma trilha marcante, a animação se sustenta pela eficiência narrativa e pela maturidade com que trata seus temas. É uma obra direta, bem construída e emocionalmente honesta — e justamente por isso funciona tão bem.


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