Don’t Stop, Girlypop! chega com uma proposta estética inusitada: e se juntássemos o frenesi de um FPS com uma estética Y2K vibrante e exagerada? O jogo da Funny Fintan Softworks consegue misturar essas duas características de forma orgânica e muito divertida, ainda que tropece em alguns detalhes de jogabilidade ao longo da experiência
Ficha técnica:
Desenvolvimento: Funny Fintan Softworks
Distribuição: Kwalee
Jogadores: 1 (local)
Gênero: FPS, Arena Shooter
Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch
Idioma: Português+
Movimento é vida
A jogabilidade de Don’t Stop, Girlypop! se apoia na fórmula clássica de FPS — andar, atirar e limpar arenas de inimigos — mas adiciona um elemento central: velocidade. Quanto mais rápido você se move, mais dano causa e mais regeneração de vida ganha, incentivando um estilo de jogo frenético e constante movimentação.
Além disso, o jogo oferece opções variadas de armas, segredos escondidos pelas fases e combinações de ataques que reforçam essa sensação caótica e fluida. Embora a proposta funcione no geral, há momentos em que os controles parecem menos responsivos do que deveriam, e alguns bugs surgem no fim da campanha, atrapalhando ligeiramente o ritmo — ainda que não comprometam a jogabilidade como um todo.
Visual que grita Y2K
Os gráficos de Girlypop! são simples, mas o que realmente chama atenção é a estética Y2K — um estilo visual que remete ao fim dos anos 90 e início dos anos 2000, marcado por cores vibrantes, elementos chamativos e referências pop da época.
Essa mistura louca funciona muito bem com a proposta do jogo: cenários e inimigos carregam um visual colorido e exagerado, enquanto a hub do jogo respira esse estilo com personalidade. Tentar um conceito tão ousado em um shooter foi uma jogada arriscada — mas os desenvolvedores acertaram em cheio ao abraçar essa estética.
Uma narrativa com mensagem por trás do caos
No enredo de Don’t Stop, Girlypop!, o jogador enfrenta a corporação Tigris Nix, que está drenando uma força vital conhecida como “The Love” em detrimento do lucro — uma metáfora clara sobre irresponsabilidade e ganância e suas consequências no mundo.
Embora a história não seja profundamente desenvolvida, a inserção desses temas dentro de um FPS caótico traz um pano de fundo interessante ao jogo, dando sentido às batalhas e reforçando a identidade do universo que o título cria.
Trilha sonora pop que contagia
Talvez o ponto mais marcante de Don’t Stop, Girlypop! seja sua trilha sonora. Com faixas cantadas que evocam diretamente a vibe pop do início dos anos 2000, ela consegue criar uma atmosfera imersiva e contagiante — especialmente para quem viveu a época e reconhece essa sonoridade chiclete e energética.
Somado a isso, a dublagem do jogo acompanha muito bem o ritmo da narrativa, reforçando a personalidade única do jogo e ajudando a sustentar o clima exagerado e divertido que ele propõe.
A mistura maluca que deu certo
No fim das contas, Don’t Stop, Girlypop! é a prova de que ideias aparentemente absurdas podem dar muito certo quando executadas com confiança e estilo. A mistura de FPS frenético com estética Y2K funciona não apenas como conceito visual, mas como base para uma jogabilidade divertida e vibrante.
Apesar de alguns percalços nos controles e bugs eventuais, o jogo entrega um pacote envolvente, cheio de identidade própria, com um ritmo acelerado, trilha sonora contagiante e uma proposta estética que poucas produções ousam abraçar hoje em dia. A mistura, por mais maluca que seja, dá muito certo — resultando em um shooter com personalidade própria e energia de sobra.
Nota Final: 7,5/10
✅ Pontos Positivos
Estética Y2K ousada e bem aplicada
Ritmo frenético que recompensa velocidade
Trilha sonora pop contagiante
Identidade visual memorável
❌ Pontos Negativos
Controles nem sempre responsivos
Presença de bugs em momentos-chave
História pouco aprofundada





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