| Ubisoft/Divulgação |
Prince of Pérsia sempre foi sinônimo de aventura, exploração e movimentos acrobáticos que marcaram gerações. Com The Rogue, a Ubisoft decidiu levar a franquia para um novo território: o gênero roguelite. A ideia pode soar ousada, mas rapidamente mostra que tem tudo a ver com a essência da série. O resultado é uma experiência dinâmica, cheia de ação, parkour fluido e aquele ciclo viciante de tentativa e erro que faz cada partida ser única. Já adianto que adorei o jogo e como um apreciador da franquia me senti feliz com o que vi, com seus pontos negativos, é claro. Uma execução quase perfeita.
Ficha Técnica:
Desenvolvimento: Evil Empire
Distribuição: Ubisoft
Jogadores: 1 jogador
Gênero: Roguelite, Ação, Aventura
Idioma: Português, Inglês, Espanhol, Português (Brasil) +
Plataformas: PC, PS5 e Xbox Series +
Gênero: Roguelite, Ação, Aventura
Idioma: Português, Inglês, Espanhol, Português (Brasil) +
Parkour no coração do roguelite
The Rogue Prince of Persia não tenta reinventar a roda, ele pega algo que já existe e injeta estilo, ritmo e identidade. Se nos jogos clássicos da franquia o charme vinha das histórias épicas e quebra-cabeças, aqui o foco é totalmente na jogabilidade: parkour + combate. O jogo é uma dança constante, onde correr pelas paredes, dar saltos impossíveis e arremessar inimigos contra armadilhas não é só útil, mas essencial.
O diferencial é que o parkour não é só cosmético: ele é parte do design de combate. Usar o ambiente faz toda a diferença. Aquele inimigo fortão? Melhor chutá-lo contra espinhos do que gastar meia barra de vida tentando no mano a mano. Essa mecânica transforma o jogador num estrategista acrobático: rápido, ágil e letal.

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Estilo e identidade visual
Se Dead Cells tinha aquela vibe gótica estilizada, aqui o jogo aposta em algo mais clean e vibrante, com cores fortes que remetem à cultura persa. Cada cenário parece vivo, mesmo quando a paleta é simples. A direção de arte sabe ser elegante sem sobrecarregar a tela, e isso casa muito bem com o ritmo acelerado.
E a trilha sonora? Uma das grandes estrelas. Composta por ASADI, ela mistura instrumentos tradicionais do Oriente Médio com batidas modernas e eletrônicas. O resultado é uma música que te coloca no flow do jogo, elevando tanto as corridas frenéticas quanto os momentos mais tensos de combate. Não é exagero dizer que ela segura boa parte da imersão.

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O loop roguelite em prática
A cada run, você começa no Oásis — um hub seguro onde pode trocar ideia com NPCs, desbloquear armas e entender suas opções. Daí para frente, é mergulhar em mapas cheios de armadilhas, inimigos e rotas alternativas.
O ciclo é clássico: avança, coleta recursos, morre, volta mais forte. Mas o que segura o jogador é como o combate e o parkour se mesclam. Diferente de outros roguelites, onde você só bate ou só corre, aqui tudo está junto: movimento e luta são inseparáveis.
Claro, nem tudo é perfeito. A variedade de medallions (os itens que dão poderes) poderia ser melhor. Muitas combinações parecem subaproveitadas, e às vezes você cai em runs que não se encaixam bem com sua arma. O jogo não chega a ficar chato, mas há momentos em que a build não inspira criatividade, e isso quebra o ritmo.

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Desafios e repetição
Como em qualquer roguelite, a repetição faz parte — mas aqui ela pode ser um ponto fraco dependendo do jogador. A ausência de uma narrativa forte pode deixar o game “frio” para quem procura uma experiência mais profunda ou épica, algo que Hades soube fazer bem.
Ainda assim, o jogo compensa com gameplay refinado. Cada tentativa, mesmo quando frustrante, te ensina um truque novo. Aprender a usar melhor o cenário, dominar o tempo de ataque e saber quando recuar vira parte do aprendizado natural.

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Recepção e futuro
Apesar de ainda estar em constante atualização, a recepção inicial foi muito positiva. No Steam, 87% das avaliações são “muito positivas”, o que mostra que o público realmente comprou a ideia. Já na crítica especializada, o consenso gira em torno de 80/100 no Metacritic, um equilíbrio entre elogios ao gameplay e críticas à falta de variedade e narrativa.
Com atualizações constantes (e vindo da Evil Empire, que sabe cuidar bem de seus jogos), o futuro promete ainda mais polimento e conteúdo. Dá pra imaginar que esse jogo só vai melhorar.

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Um novo clássico em potencial
The Rogue Prince of Pérsia é mais do que uma reinvenção — é a prova de que a Ubisoft ainda sabe ousar e surpreender. O jogo mistura ação intensa, fluidez de parkour e um loop viciante que prende do início ao fim, oferecendo uma experiência fresca e, ao mesmo tempo, fiel ao espírito da série. Cada run é um convite para explorar novas possibilidades e se desafiar, mantendo sempre aquela sensação de descoberta que tornou a franquia tão especial. É um título que brilha tanto pela criatividade quanto pela execução, consolidando-se como um dos capítulos mais empolgantes da saga.
Eu adorei o jogo e recomendo fortemente que jogue. O jogo esta presente no Xbox Gamepass, o que o torna mais acessível.
Cópia de PC cedida pelos produtoresRevisão: Gabriel Galdino
Nota Final: 9,5/10
Prós
✔️ Parkour integrado ao combate de forma inovadora
✔️ Trilha sonora incrível, casando com a ação
✔️ Loop viciante e recompensador
✔️ Direção de arte estilizada e marcante
Contras
❌ Builds às vezes sem inspiração
❌ Falta de profundidade narrativa
❌ Pode se tornar repetitivo, para alguns, após muitas runs
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